Mostrando postagens com marcador liturgia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador liturgia. Mostrar todas as postagens

sábado, 25 de julho de 2026

Liturgia: DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA NO BRASIL 2026-2032

 

 

Cristo, presente nas ações litúrgicas, é o protagonista de toda celebração. Ele está presente no dinamismo dos sacramentos, nas espécies eucarísticas, na Palavra proclamada, no ministro e na assembleia reunida para rezar e cantar os salmos.

Celebrar é fazer memória viva dos grandes feitos do Senhor: é cantá-los, recitá-los, e recordá-los nos ritos e nas orações da Igreja. Nós cristãos, celebramos o Mistério Pascal de Cristo, sua vida, paixão, morte e ressurreição. Mistério da nossa salvação, no qual somos inseridos pelos sacramentos, em especial os da Iniciação  à Vida Cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia, para que, passo a passo, possamos progredir na vida de Cristo e na comunhão eclesial.

A celebração litúrgica é a ritualização do Mistério da Páscoa do Senhor, especialmente a Eucaristia na qual se renova a aliança do Senhor com o seu povo. Por isso, exige de toda a comunidade cristã uma sólida formação como iniciação aos mistérios celebrados, para que favoreça a participação ativa e consciente, não cedendo a criativismos ou rubricismos vazios.

 

          Indicações Pastorais

          - Valorizar a Palavra de Deus. Proporcionar formação litúrgica para o ministério de leitores, para que com competência proclamem a Palavra;

a.    Promover nas Igrejas Particulares os ministérios de leitorato e acolitato para cristãos leigos e leigas;

b.   Cuidar da arte de presidir. Garantir que ministros ordenados e leigos que presidem a oração comuniquem reverência e simplicidades, usando bem a voz, o silêncio, os gestos e as palavras, para conduzir a assembleia à oração. Que a homilia seja fundamentada nos textos litúrgicos e/ou bíblicos, breve e que nutra a vida cristã;

c.    Selecionar cantos adequados ao tempo e ao rito, de preferência do Hinário Litúrgico da CNBB, de modo que, realmente, ajudem a assembleia a celebrar. As melodias do salmo, por exemplo, sejam escolhidas para também favorecer a participação ativa de todos;

d.   Adotar vestes litúrgicas com nobre simplicidade, evitando que chamem para si a atenção e desviem o foco do mistério celebrado;

e.    Dispor o espaço celebrativo de modo simples, belo e acolhedor, respeitando a história e a arte local, evitando pompas e garantindo que tudo conduza ao encontro com Cristo, valorizando a importância do altar e do ambão;

f.     Valorizar a Celebração da Eucaristia, especialmente a dominical, páscoa semanal. Onde ela não é possível, promover a Celebração da Palavra, onde Cristo está também presente, utilizando-se subsídios de caráter litúrgico;

g.   Cuidar para que a Adoração Eucarística seja promovida conforme os documentos Sagrada comunhão e culto do mistério eucarístico fora da Missa e Sacramentum Caritatis;

h.   Intensificar a formação litúrgica permanente dos ministros ordenados, seminaristas, vida consagrada e cristãos leigos e leigas.

i.     Promover e/ou fortificar a constituição das Comissões Regionais e Diocesanas de Liturgia, Música e Arquitetura-Arte Sacra. A partir delas, incentivar uma Pastoral Litúrgica que atinja as paróquias e comunidades.

          

Piedade popular

A piedade popular é o conjunto de expressões de fé — individuais ou comunitárias — nascidas da do encontro do Evangelho com a vida, a cultura e a sensibilidade do povo, que brotam dentro do contexto da fé cristã e expressam uma sede de Deus profundamente enraizada no coração dos simples, gerando atitudes como confiança, sacrifício, paciência e solidariedade. Já a religiosidade popular é uma realidade mais ampla: refere-se à busca religiosa presente em todos os povos e culturas, expressão natural do desejo humano de Deus, mas que nem sempre se

fundamenta na revelação cristã. Assim, enquanto a religiosidade popular é universal e pode assumir muitas formas, a piedade popular é expressão propriamente cristã, um verdadeiro tesouro do Povo de Deus que, mesmo nascendo fora da liturgia, conduz ao encontro com Cristo.

A relação entre liturgia e piedade popular sempre acompanhou a vida da Igreja. O Concílio Vaticano II recorda que toda celebração litúrgica é ação de Cristo e da Igreja, superior a qualquer outra expressão de fé; ao mesmo tempo, reconhece que a piedade popular é ação do Espírito e produz frutos de graça. Assim, liturgia e piedade popular não são opostas, mas devem caminhar em harmonia, respeitando sua hierarquia e seu papel na vida espiritual do povo.

A liturgia, especialmente na celebração da Eucaristia, é fonte e cume da vida cristã, porque foi querida por Cristo e nos insere diretamente no Mistério Pascal; já a piedade popular, com suas formas simples e simbólicas, aproxima a fé da vida diária e favorece a oração do coração. Ambas se enriquecem quando são bem orientadas: a piedade popular conduz à liturgia, e a liturgia ilumina e purifica a piedade popular. Assim sendo, expressões da piedade popular sejam acolhidas com discernimento na liturgia. Para isso, a formação de clérigos e cristãos leigos e leigas é indispensável: é preciso ensinar a linguagem da liturgia, suas raízes na história da salvação e, também, transmitir o valor das devoções que alimentam a vida espiritual e formam gerações de cristãos. Essa integração evita desvios, impede reducionismos e fortalece uma vida espiritual equilibrada, capaz de unir celebração, oração pessoal e compromisso missionário.

 A piedade popular, para servir verdadeiramente à evangelização, além de enraizar-se nos símbolos e gestos que brotam da fé do povo, precisa inspirar-se na

Sagrada Escritura, manter a centralidade de Jesus Cristo, integrar-se ao ritmo da liturgia da Igreja e não se desviar para práticas mágicas ou espiritualidades de mercado e outras manipulações. É importante também distinguir piedade popular de folclore, que possui seu valor cultural, mas não constitui espiritualidade cristã. Assim, a piedade popular permanece expressão autêntica da fé quando conduz ao Evangelho, fortalece o sentido de Igreja e ajuda o povo a encontrar Cristo no cotidiano.

 Para discernir a piedade popular de outras manifestações religiosas populares, a Igreja estabeleceu alguns critérios. Devem ser evitados: manifestações cultuais que não expressam uma verdadeira adesão de fé em Cristo; a hipervalorização do dado emotivo, sem que isso comprometa o devoto com um real caminho de fé; o fanatismo, que incapacita o fiel de captar a sã tradição cristã; as atitudes fortemente individualistas, que não se integram na comunidade de fé; e a evasão da realidade, sem compromisso com o Reino de Deus.

É urgente ver como instrumento de evangelização as expressões culturais da piedade popular conforme orientou o Papa Francisco, é necessário que a Igreja, através dos bispos diocesanos e as conferências Episcopais, “valorizem e protejam as culturas locais com seu patrimônio de sabedoria e espiritualidade como riqueza para toda a humanidade.

 

Indicações Pastorais

a.   Valorizar os santuários como lugares de encontro com a misericórdia de Deus, reconhecendo que, neles, os fiéis experimentam a centralidade do Mistério de Cristo, a ternura materna de Maria e o testemunho e a intercessão dos santos;

 

b.   Favorecer nos santuários experiências verdadeiramente simbólico-litúrgicas das bênçãos como expressão de piedade popular, conforme o previsto no Ritual de Bênçãos, com horários específicos, com ritualidade, envolvendo música, ministérios, espaço etc;

c.   Valorizar as novenas, tríduos e festas dos padroeiros das Paróquias e comunidades, como ocasiões privilegiadas de encontro com Jesus Cristo e com os irmãos;

d.   Confrontar continuamente a piedade popular com o Evangelho, promovendo um caminho de conversão que impeça manipulações ou distorções da fé;

e.   Distinguir claramente as expressões devocionais das celebrações litúrgicas, evitando misturas de ritos, gestos, cantos e espaços, para que cada forma de culto seja vivida com autenticidade e fidelidade à Igreja;

f.    Regular as práticas devocionais por meio do Ordinário local, garantindo que estejam em conformidade com a doutrina católica, evitando desvios e assegurando que a piedade popular conduza à liturgia sem substituí-la;

g.   Valorizar o que já temos de inculturação entre Liturgia e Piedade Popular, como o Ofício Divino das Comunidades (ODC);

sábado, 23 de novembro de 2024

TEMPO LITURGICO DO ADENTO: INDICAÇÕES LITURGICAS

 





O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos. Por este duplo motivo, o tempo do Advento se apresenta como um tempo de piedosa e alegre expectativa. Eis aqui algumas recomendações:


1. O espaço da celebração deve estar despojado e sóbrio. Um tronco com um broto ou um galho seco com uma flor lilás (pode ser uma orquídea) ajuda a simbolizar o sentido da espera. Lembrar que a cor litúrgica é a roxa 


2. Lembrar que durante o Advento não se usam flores nem se canta o Glória, reservados para a Festa do Natal.


3. Fazer a coroa do Advento, com ramos verdes, enfeitada com fitas coloridas e, a cada domingo, introduzir uma vela até completar quatro, no final do Advento. Poderá ser colocada junto ao altar ou próxima ao ambão. 


4. No primeiro domingo do Advento, permite-se abençoar a coroa do Advento e aspergi-la. Pode ser no início da celebração, logo depois da saudação, antes do Ato Penitencial.


5. Nos ritos iniciais pode-se realizar o acendimento da coroa do Advento. A pessoa que trouxe a vela coloca-a na coroa, fazendo uma breve oração.


6. Dar destaque especial a todo o Rito da Palavra, proclamando os textos bíblicos de maneira viva, com dignidade, com espiritualidade, de forma orante, sem pressa, diretamente do livro próprio para as leituras. 


7. Antes de cada celebração criar um ambiente de silêncio e contemplação. Durante esse momento poderá ser entoado um mantra. 


8. No quarto domingo do Advento, será oportuno, durante a celebração, em momento apropriado, colocar a imagem ou figura de Maria e de José no presépio. 


9. Em cada celebração, após a homilia, pode-se cantar um refrão meditativo, ou mantra, para ajudar a interiorizar o sentido apontado pelas leituras.


10. Os instrumentos musicais sejam usados com moderação, conveniente ao caráter próprio do tempo do Advento, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor.


11. Convém lembrar a importância da novena de preparação para a celebração do Natal. Incentive-se para que, nestes dias grupos e famílias se reúnam para juntos ouvirem a Palavra de Deus, rezarem e, assim, à luz desta Palavra, da oração e da fé, estreitarem os laços de amizade e solidariedade entre todos.


12. Sendo Advento, por excelência, também um tempo mariano, pode-se destacá-lo com alguma imagem ou ícone de Nossa Senhora dentro do espaço celebrativo. Nunca, porém, colocar a imagem sobre o altar. O melhor seria perto da coroa do Advento.




segunda-feira, 22 de julho de 2024

FORMAÇÃO LITURGICA NA PARÓQUIA

 






Bem participado o momento de formação da caminhada da nossa paróquia, que acontece todo terceiro domingo do mês pela manhã. Hoje aprofundamos o tema da liturgia, analisando os documentos da Igreja do Concilio Vaticano II até a Querida Amazonia de Papa Francisco. Foi muito importante ler estes textos que nos motivam a preparar bel as liturgias porque nelas Cristo se faz presente,  e a Igreja exige uma participação ativa, consciente, inclusiva e incarnada de todos os fiéis. 

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

TEMPO DO ADVENTO: INDICAÇÕES LITURGICAS

 






 

Como sabemos domingo 3 de dezembro começa um novo ano litúrgico. O primeiro período do ano litúrgico é o advento, que nos prepara para a celebração do nascimento do Senhor Jesus, o dia de Natal.

Advento significa vinda ou chegada. Assim, o Tempo do Advento é um convite a nos prepararmos para a chegada, a vinda de Jesus Cristo.  É um tempo de alegria pela espera do Senhor.  

O Antigo Testamento anuncia a expectativa pela vinda do Messias, como diziam os antigos profetas, num sinal de gratidão a Deus por nos contemplar em glória com a presença do Salvador, o divino Redentor.  Foi no século V que surgiram os primeiros indícios de um tempo de preparação para o Natal.

O Tempo do Advento é também marcado pelo reconhecimento da importância de Maria e João Batista. Maria foi a escolhida por Deus para ser a Mãe de Jesus Cristo, o Salvador da humanidade. João Batista também teve um papel importante: o de preparar os homens para a chegada do Cordeiro.  

 

O Advento se divide em dois períodos. No primeiro, a Igreja nos convida a viver a esperança da vinda gloriosa de Jesus Cristo. No segundo período, a Igreja nos orienta a nos prepararmos para o Natal de Jesus, quando se aproxima o cumprimento da promessa salvífica de Deus. 

Assim, as quatro semanas do Tempo do Advento devem ser vividas intensamente pelas famílias.  

Lembramos de colocar uma toalha roxa no altar e as 4 velas que caracterizam as 4 semanas do Advento.

Enfim, no tempo do Advento não se canta o glória nas missas.

Para nos ajudar a viver melhor este tempo litúrgico tão importante na nossa caminhada cristã, domingo 10 de dezembro somos convidados para participar do retiro espiritual na igreja de são Vicente levando a Bíblia e um caderno, para meditarmos trechos do profeta Isaias, considerado o profeta do tempo do Advento.

sexta-feira, 17 de novembro de 2023

ENCONTRO DE FORMAÇÃO SOBRE O NOVO MISSAL DOMINGO 26 NOVEMBRO ÁS 15 H.

 






Como muitos já estão sabendo, a partir do primeiro domingo de advento, que será o dia 3 de dezembro, na Igreja do Brasil haverá a entrada em vigor do novo Missal.

Isso quer dizer, que no rito da missa haverá algumas leves mudanças que é importante conhecer. Por essa razão convido as pessoas das 7 comunidades da paroquia são Vicente de Paulo para um encontro formativo sobre o novo Missal

DOMINGO 26 NOVEMBRO ÁS 15 H. NA SÃO VICENTE DE PAULO

quinta-feira, 16 de novembro de 2023

ADVENTO 2023 Retiro espiritual – domingo 10 dezembro

 




 

O tempo de Advento é um tempo litúrgico que nos convida para nos prepararmos a acolher em nós e no meio de nós a vinda do Senhor Jesus. Sendo considerado um tempo litúrgico forte é sempre aconselhado seja pelas pessoas que para a comunidade um momento de retiro espiritual, para ficar a sós com o Senhor.

O retiro do domingo 10 de dezembro quer ajudar as pessoas a entra no clima de advento, que é um clima de espera e de esperança na possibilidade de um mundo novo.

O retiro será estruturado em dois momentos: pela manhã e pela tarde. Nos dois momentos apresentarei algumas reflexões sobre alguns textos do profeta Isaias que escutaremos no tempo de advento. Depois da meditação do padre será realizada a exposição ao Santíssimo Sacramento para um momento de adoção em silencio, para permitir as pessoas de meditar a Palavra de Deus. Por isso, para uma boa participação ao retiro é importante trazer a Bíblia e um caderno.

Quem são os convidados para o retiro espiritual? Todas as pessoas que querem crescer na fé e no conhecimento do Senhor. Claramente os ministros, catequistas e os coordenadores de pastorais e de comunidade deveriam ser os primeiros a participar.

 

Aqui em seguida o horário do retiro:

 

10,30: chegada e oração inicial

10,45: meditação do padre Paolo sobre um trecho do profeta Isaias

11,30: exposição do Santíssimo Sacramento e adoração silenciosa

12,30: reposição

 

14,30: início da segunda parte do retiro e oração

14,45: meditação do padre Paolo sobre um outro trecho do profeta Isaias

15,30: exposição do Santíssimo Sacramento e adoração silenciosa

16,30: reposição

 

 

terça-feira, 14 de novembro de 2023

VII JORNADA MUNDIAL DOS POBRES - DOMINGO 19 DE NOVEMBRO 2023

 


“Não desvies o rosto de nenhum pobre” (Tb 4,7), é a reflexão central da VII Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial dos Pobres, realizado no domingo, 19 de novembro de 2023.

Peço ás equipes litúrgicas de lembrar na preparação da liturgia do domingo deste evento do dia internacional dos pobre

A Igreja no Brasil, por meio das Pastorais Sociais e Organismos ligados a Comissão Episcopal para a Ação Sociotransformadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Cepast-CNBB), propõe a VII Jornada Mundial dos Pobres em preparação ao Dia Mundial dos Pobres, que neste ano será realizada de 12 a 19 de novembro.

A nossa paroquia está articulando um almoço solidário com a Cáritas. Pedimos de colaborar com esta ação social em prol dos mais pobres.