sábado, 25 de julho de 2026

Jovens: DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA NO BRASIL 2026-2032

 


 


 

O Sínodo dos Jovens65 afirmou que as juventudes têm um papel indispensável na renovação sinodal da Igreja, pois trazem forte sensibilidade à espiritualidade, à

busca de sentido da vida, à fraternidade, à justiça social e ao cuidado da Casa Comum. Por isso, é urgente que nossas comunidades lhes abram espaço real, para que vivam seu processo de discernimento vocacional, acolhendo suas formas criativas de viver o Evangelho para que sejam protagonistas da missão da Igreja, especialmente na evangelização dos jovens de sua geração.

86. No jubileu dos jovens, o Papa Leão XIV afirmou que não fomos feitos para uma “vida onde tudo é óbvio e parado, mas para uma existência que se renova constantemente no dom, no amor”, que “aspiramos continuamente a um ‘algo mais’ que nenhuma realidade criada nos pode dar”, que “sentimos uma sede tão grande e ardente que nenhuma bebida deste mundo pode saciar”, que é preciso abrir o coração a Cristo, deixando-o entrar, “para depois nos aventurarmos com Ele rumo aos espaços eternos do infinito”66.

87. A Igreja, ao dedicar um Sínodo inteiro às juventudes, assumiu uma prioridade pastoral histórica: investir tempo, energia e recursos para caminhar com os jovens67, oferecendo-lhes o testemunho da proximidade, do amor que escuta e acompanha, capaz de tocar a vida e despertar esperança. Para isso, nossas dioceses e comunidades precisam acolher as expressões juvenis, fortalecendo o Setor Juventude, e oferecer um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, capaz de gerar uma conversão de estilo de vida que impulsione à missão. Só assim a Igreja poderá estar ao lado deles com linguagem, gestos e caminhos que falem ao coração e abram horizontes de fé e missão. Todos os ministérios, pastorais, organismos, serviços, movimentos e grupos são corresponsáveis pela acolhida dos jovens e promoção da pastoral juvenil.

 

 

Catequese DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA NO BRASIL 2026-2032

 




 

Inicição à Vida Cristã

Nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo (Jo 4,42).

O Sínodo sobre a Sinodalidade recorda-nos que “não é possível compreender plenamente o Batismo senão no âmbito da Iniciação Cristã”

Por uma igreja sinodal, n. 24. . A formação dos discípulos missionários nasce e se enraíza na Iniciação à Vida Cristã (IVC) de inspiração catecúmena, quando cada pessoa é introduzida na relação com o Senhor e na comunhão da Igreja por meio de pais, padrinhos, catequistas, educadores, agentes da liturgia, ministros ordenados e comunidades. Mais que uma pastoral entre outras, a Iniciação à Vida Cristã é o eixo unificador de toda ação evangelizadora, pois visa formar, de modo inicial e permanente, discípulos missionários capazes de viver e transmitir a fé cristã no coração de uma civilização em constante mudança.

1.                  A catequese de inspiração catecumenal é fundamentalmente um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, indo além do simples ensino doutrinário para proporcionar uma experiência de intimidade, amor e amizade. É um processo gradual, sistemático e permanente de amadurecimento na fé que transforma a existência. Em íntima relação com a liturgia, deve também integrar as demais dimensões eclesiais — diakonia (serviço), martyria (testemunho) e koinonia (comunhão) — para formar discípulos missionários em todas as expressões da vida cristã.

112. Urge a vivência de um dinamismo catecumenal sustentado pelo querigma e pela mistagogia, de modo que toda a comunidade se reconheça em permanente estado de missão. A Iniciação à Vida Cristã é o processo pelo qual uma pessoa é introduzida no mistério de Jesus Cristo e na vida da Igreja, por meio da escuta da Palavra e pelas mediações sacramentais, que vão acompanhando as mudanças de suas atitudes fundamentais e de seu ser e existir com os demais e com o mundo, formando sua nova identidade como pessoa cristã que testemunha o Evangelho.

113. A Iniciação à Vida Cristã propõe o querigma como o primeiro anúncio fundamental, capaz de proporcionar uma experiência de encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo a todos os que buscam um caminho para viver. Contudo, não podemos deixar de propor uma contínua formação discipular, baseada no permanente anúncio querigmático, a quem já caminha com Cristo na comunidade. É necessário ajudar os cristãos já iniciados na vida cristã a continuarem a caminhar com a comunidade eclesial aprofundando o seu encontro com o Senhor, na Palavra, na Liturgia, sobretudo na Eucaristia, e na caridade.

114. Precisamos de ministros instituídos, novas metodologias e linguagens que respondam ao clamor dos catecúmenos, dos jovens em busca de uma experiência de fé, dos pais que procuram a Igreja pelos sacramentos dos filhos e dos muitos adultos batizados mas pouco evangelizados, que vivem hoje o risco, dentre outros, do indiferentismo religioso e a influência da cultura digital. O Batismo das crianças é ocasião privilegiada para um verdadeiro caminho catecumenal: mais que um simples “curso para pais e padrinhos”, trata-se de acompanhar pessoalmente as famílias, ajudando-as a descobrir, a caminhar, a responder suas dúvidas e enriquecer-se com suas histórias e culturas

 

Indicações pastorais

  1.  Assumir a vida cristã como caminho de crescimento no amor, reconhecendo que educação e catequese servem a esse processo contínuo;
  2. Elaborar um projeto diocesano de Iniciação à Vida Cristã que envolva e renove as comunidades, com itinerários adequados à realidade local, conforme o Documento 107, Iniciação à Vida Cristã;
  3. Aprofundar a Iniciação à Vida Cristã com o clero e os seminaristas, para que assumam a IVC como prioridade de sua missão, garantindo sua participação no processo;
  4. Favorecer e aperfeiçoar a catequese de inspiração catecumenal em todas as idades, unindo Catequese, Liturgia e Leitura Orante e integrando famílias, crianças, jovens e adultos;
  5. Fazer da catequese um espaço de diálogo, no qual catequistas e catequizandos exercitam a escuta, o discernimento e a partilha da fé, vivendo a sinodalidade no processo catequético;
  6. Consolidar a Iniciação à Vida Cristã nos encontros com pais e padrinhos do Batismo, anunciando o querigma e integrando as famílias na comunidade;
  7. Propor uma catequese permanente com adultos, revisitando sempre o querigma, como pede o Papa Francisco
  8. Implantar os itinerários catecumenais para a vida matrimonial, conforme o Diretório para a Catequese (2020) e as orientações da Pastoral Familiar;
  9. Promover nas Igrejas Particulares o ministério instituído de catequista;
  10. Implantar uma formação permanente de catequistas que considere os critérios e itinerários formativos propostos no Documento 112 da CNBB, para a Instituição do Ministério laical de Catequistas, visando não apenas a Instituição, mas uma qualificada formação de catequistas;
  11. Adotar subsídios catequéticos com inspiração catecumenal, centrados na Leitura Orante, integrando celebrações e promovendo uma conversão que inclua compromisso com justiça, paz e Casa Comum;
  12. Organizar itinerários formativos para toda a comunidade, especialmente para agentes de pastoral, para que vivam a IVC, renovem a vida comunitária e fortaleçam a centralidade de Jesus Cristo e do Evangelho;
  13. Elaborar itinerários de Iniciação à Vida Cristã a partir da cultura dos povos originários;
  14. Garantir uma catequese inclusiva, porque todo batizado tem direito a uma catequese adequada.


Liturgia: DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA NO BRASIL 2026-2032

 

 

Cristo, presente nas ações litúrgicas, é o protagonista de toda celebração. Ele está presente no dinamismo dos sacramentos, nas espécies eucarísticas, na Palavra proclamada, no ministro e na assembleia reunida para rezar e cantar os salmos.

Celebrar é fazer memória viva dos grandes feitos do Senhor: é cantá-los, recitá-los, e recordá-los nos ritos e nas orações da Igreja. Nós cristãos, celebramos o Mistério Pascal de Cristo, sua vida, paixão, morte e ressurreição. Mistério da nossa salvação, no qual somos inseridos pelos sacramentos, em especial os da Iniciação  à Vida Cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia, para que, passo a passo, possamos progredir na vida de Cristo e na comunhão eclesial.

A celebração litúrgica é a ritualização do Mistério da Páscoa do Senhor, especialmente a Eucaristia na qual se renova a aliança do Senhor com o seu povo. Por isso, exige de toda a comunidade cristã uma sólida formação como iniciação aos mistérios celebrados, para que favoreça a participação ativa e consciente, não cedendo a criativismos ou rubricismos vazios.

 

          Indicações Pastorais

          - Valorizar a Palavra de Deus. Proporcionar formação litúrgica para o ministério de leitores, para que com competência proclamem a Palavra;

a.    Promover nas Igrejas Particulares os ministérios de leitorato e acolitato para cristãos leigos e leigas;

b.   Cuidar da arte de presidir. Garantir que ministros ordenados e leigos que presidem a oração comuniquem reverência e simplicidades, usando bem a voz, o silêncio, os gestos e as palavras, para conduzir a assembleia à oração. Que a homilia seja fundamentada nos textos litúrgicos e/ou bíblicos, breve e que nutra a vida cristã;

c.    Selecionar cantos adequados ao tempo e ao rito, de preferência do Hinário Litúrgico da CNBB, de modo que, realmente, ajudem a assembleia a celebrar. As melodias do salmo, por exemplo, sejam escolhidas para também favorecer a participação ativa de todos;

d.   Adotar vestes litúrgicas com nobre simplicidade, evitando que chamem para si a atenção e desviem o foco do mistério celebrado;

e.    Dispor o espaço celebrativo de modo simples, belo e acolhedor, respeitando a história e a arte local, evitando pompas e garantindo que tudo conduza ao encontro com Cristo, valorizando a importância do altar e do ambão;

f.     Valorizar a Celebração da Eucaristia, especialmente a dominical, páscoa semanal. Onde ela não é possível, promover a Celebração da Palavra, onde Cristo está também presente, utilizando-se subsídios de caráter litúrgico;

g.   Cuidar para que a Adoração Eucarística seja promovida conforme os documentos Sagrada comunhão e culto do mistério eucarístico fora da Missa e Sacramentum Caritatis;

h.   Intensificar a formação litúrgica permanente dos ministros ordenados, seminaristas, vida consagrada e cristãos leigos e leigas.

i.     Promover e/ou fortificar a constituição das Comissões Regionais e Diocesanas de Liturgia, Música e Arquitetura-Arte Sacra. A partir delas, incentivar uma Pastoral Litúrgica que atinja as paróquias e comunidades.

          

Piedade popular

A piedade popular é o conjunto de expressões de fé — individuais ou comunitárias — nascidas da do encontro do Evangelho com a vida, a cultura e a sensibilidade do povo, que brotam dentro do contexto da fé cristã e expressam uma sede de Deus profundamente enraizada no coração dos simples, gerando atitudes como confiança, sacrifício, paciência e solidariedade. Já a religiosidade popular é uma realidade mais ampla: refere-se à busca religiosa presente em todos os povos e culturas, expressão natural do desejo humano de Deus, mas que nem sempre se

fundamenta na revelação cristã. Assim, enquanto a religiosidade popular é universal e pode assumir muitas formas, a piedade popular é expressão propriamente cristã, um verdadeiro tesouro do Povo de Deus que, mesmo nascendo fora da liturgia, conduz ao encontro com Cristo.

A relação entre liturgia e piedade popular sempre acompanhou a vida da Igreja. O Concílio Vaticano II recorda que toda celebração litúrgica é ação de Cristo e da Igreja, superior a qualquer outra expressão de fé; ao mesmo tempo, reconhece que a piedade popular é ação do Espírito e produz frutos de graça. Assim, liturgia e piedade popular não são opostas, mas devem caminhar em harmonia, respeitando sua hierarquia e seu papel na vida espiritual do povo.

A liturgia, especialmente na celebração da Eucaristia, é fonte e cume da vida cristã, porque foi querida por Cristo e nos insere diretamente no Mistério Pascal; já a piedade popular, com suas formas simples e simbólicas, aproxima a fé da vida diária e favorece a oração do coração. Ambas se enriquecem quando são bem orientadas: a piedade popular conduz à liturgia, e a liturgia ilumina e purifica a piedade popular. Assim sendo, expressões da piedade popular sejam acolhidas com discernimento na liturgia. Para isso, a formação de clérigos e cristãos leigos e leigas é indispensável: é preciso ensinar a linguagem da liturgia, suas raízes na história da salvação e, também, transmitir o valor das devoções que alimentam a vida espiritual e formam gerações de cristãos. Essa integração evita desvios, impede reducionismos e fortalece uma vida espiritual equilibrada, capaz de unir celebração, oração pessoal e compromisso missionário.

 A piedade popular, para servir verdadeiramente à evangelização, além de enraizar-se nos símbolos e gestos que brotam da fé do povo, precisa inspirar-se na

Sagrada Escritura, manter a centralidade de Jesus Cristo, integrar-se ao ritmo da liturgia da Igreja e não se desviar para práticas mágicas ou espiritualidades de mercado e outras manipulações. É importante também distinguir piedade popular de folclore, que possui seu valor cultural, mas não constitui espiritualidade cristã. Assim, a piedade popular permanece expressão autêntica da fé quando conduz ao Evangelho, fortalece o sentido de Igreja e ajuda o povo a encontrar Cristo no cotidiano.

 Para discernir a piedade popular de outras manifestações religiosas populares, a Igreja estabeleceu alguns critérios. Devem ser evitados: manifestações cultuais que não expressam uma verdadeira adesão de fé em Cristo; a hipervalorização do dado emotivo, sem que isso comprometa o devoto com um real caminho de fé; o fanatismo, que incapacita o fiel de captar a sã tradição cristã; as atitudes fortemente individualistas, que não se integram na comunidade de fé; e a evasão da realidade, sem compromisso com o Reino de Deus.

É urgente ver como instrumento de evangelização as expressões culturais da piedade popular conforme orientou o Papa Francisco, é necessário que a Igreja, através dos bispos diocesanos e as conferências Episcopais, “valorizem e protejam as culturas locais com seu patrimônio de sabedoria e espiritualidade como riqueza para toda a humanidade.

 

Indicações Pastorais

a.   Valorizar os santuários como lugares de encontro com a misericórdia de Deus, reconhecendo que, neles, os fiéis experimentam a centralidade do Mistério de Cristo, a ternura materna de Maria e o testemunho e a intercessão dos santos;

 

b.   Favorecer nos santuários experiências verdadeiramente simbólico-litúrgicas das bênçãos como expressão de piedade popular, conforme o previsto no Ritual de Bênçãos, com horários específicos, com ritualidade, envolvendo música, ministérios, espaço etc;

c.   Valorizar as novenas, tríduos e festas dos padroeiros das Paróquias e comunidades, como ocasiões privilegiadas de encontro com Jesus Cristo e com os irmãos;

d.   Confrontar continuamente a piedade popular com o Evangelho, promovendo um caminho de conversão que impeça manipulações ou distorções da fé;

e.   Distinguir claramente as expressões devocionais das celebrações litúrgicas, evitando misturas de ritos, gestos, cantos e espaços, para que cada forma de culto seja vivida com autenticidade e fidelidade à Igreja;

f.    Regular as práticas devocionais por meio do Ordinário local, garantindo que estejam em conformidade com a doutrina católica, evitando desvios e assegurando que a piedade popular conduza à liturgia sem substituí-la;

g.   Valorizar o que já temos de inculturação entre Liturgia e Piedade Popular, como o Ofício Divino das Comunidades (ODC);

ADORAÇÃO EUCARISTICA 30 JULHO 2026

 





18º Domingo do Tempo Comum 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Mt 14,13-21

Naquele tempo, 13 Quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14 Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15 Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: "Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!" 16 Jesus porém lhes disse: "Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!" 17 Os discípulos responderam: "Só temos aqui cinco pães e dois peixes". 18 Jesus disse: "Trazei-os aqui". 19 Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20 Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21 E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

 

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  São Jerônimo - Comentário sobre São Mateus

Dai-lhes vós mesmos de comer

Nas palavras do Evangelho sempre o espírito está unido à letra, e o que à primeira vista parece frio, torna-se ardente quando o tocas. O Senhor estava em um lugar deserto, o seguiram multidões numerosas abandonando as suas cidades, ou seja, seu antigo modo de vida e suas diversas crenças. Jesus desembarca; isto significa que as multidões tinham vontade de ir até ele, mas não tinham força para chegar. Por isso o Salvador sai de seu lugar e vai até elas, como em outra parábola vai ao encontro do filho arrependido. Ao ver a multidão, tem compaixão dela e cura as suas enfermidades para que a sua fé plena obtenha em seguida a recompensa...

Jesus lhes disse: Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer. Não necessitam buscar diversos alimentos, comprar pães desconhecidos, porque têm consigo o pão celestial. Dai-lhes vós mesmos de comer. Convida aos Apóstolos a partir o pão para que eles, testemunhando que não têm, manifeste-se melhor a grandeza do milagre.

Tomou os cinco pães e os dois peixinhos, e levantando os olhos ao céu pronunciou a bênção, partiu os pães e deu aos discípulos. Levanta os olhos ao céu para ensinar-nos a dirigir para lá o nosso olhar. Tomou em suas mãos os cinco pães e os dois peixinhos, os partiu e os deu aos seus discípulos. Quando o Senhor parte os pães abundam os alimentos. De fato, se tivessem permanecido inteiros, se não tivessem sido cortados em pedaços nem divididos em colheita multiplicada, não teriam conseguido alimentar as pessoas, as crianças, as mulheres, a uma multidão tão grande. Por isso a Lei com os profetas é fracionada em pedaços e são anunciados os mistérios que contêm, a fim de que o que era íntegro e em seu primeiro estado não alimentava, dividido em partes alimente a multidão dos povos.

 

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

CALENDÁRIO PASTORAL 27 JULHO – 2 AGOSTO 2026

 




 

SEGUNDA 27

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

15: projeto Terceira idade, amizade e união (São Vicente)

17: projeto capoeira (São Vicente)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

19,30: terço dos homens na comunidade santo Antônio

19: Grupo de oração Mensageiros da paz: são Vicente

19: Canja Cáritas Cristo Rei

 

TERÇA 28

7,30: projeto Viva a melhor idade (São Pedro)

9-11: visita dos ministros aos doentes e idosos da comunidade são Pedro

15: visita dos ministros aos doentes e idosos da comunidade santo Antônio

18: projeto capoeira (São Pedro)

19: Novena nas comunidades

19: Primeira noite do Tríduo de santo Inacio

20: canja Cáritas da comunidade em são Pedro

19: Formação sobre as Novas Diretrizes da Igreja do Brasil na comunidade de são Pedro

 

QUARTA 29

6-7,30: cafezinho Cáritas em santo Antônio

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

15-18: atendimento psicológico (paróquia)

18: projeto capoeira (São Vicente)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

19: Segunda noite do Tríduo de santo Inacio

19: Formação sobre as Novas Diretrizes da Igreja do Brasil na comunidade de são Sebastião

 

QUINTA 30

7,30: projeto Viva a melhor idade (são Pedro)

9-12: atendimento psicológico (paróquia)

15-18: atendimento psicológico (paróquia)

15: visita dos ministros aos doentes e idosos da comunidade santo Antônio (equipe 2)

18: projeto capoeira (São Pedro)

19: Terceira noite do Tríduo de santo Inacio: celebrante padre Marcos

19: adoração eucarística nas comunidades.

20: Canja Cáritas comunidade são Sebastião

 

SEXTA 31

6: cafezinho Cáritas comunidade de Santo Inacio

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

18: procissão e festa de santo Inacio

 

SÁBADO 1 AGOSTO

8-18: o padre atende na secretária paroquial

Tarde: equipes litúrgicas nas comunidades preparando as celebrações

Tarde: catequese nas comunidades

14-18: atendimento psicológico (paróquia)

14: preparação da homilia com os ministros que atuam no próximo domingo

15 Pastoral do dízimo

16 Coordenadores de comunidades

17: Encontro sobre as orientações da arquidiocese sobre as votações políticas 2026

18: EVENTO DA PASCOM: 1° FESTIVAL DE FOTOGRAFIA

18: Canja Cáritas comunidade do Rosário

 

 

DOMINGO 2

7: Missa Santo Antônio

7,30: celebração no Rosário com Francisco-Socorro

9: Missa Cristo Rei

10: Celebração em são Sebastião com Micileia

10: celebração em São Lazaro com Miguel

10: visita aos doentes (comunidade são Sebastião)

10,15: momento de formação com as catequistas das comunidades (salão paroquial)

12: Evento em Cristo Rei: almoço

16 Coroinhas

18: Celebração em santo Inacio com Naza Maciel

18: Missa são Pedro

19,30: Missa são Vicente

quarta-feira, 22 de julho de 2026

DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA NO BRASIL 2026-2032

 



Síntese: Paolo Cugini

Introdução

A missão dada por Jesus aos discípulos é anunciar o Evangelho. A Igreja existe para proclamar o Evangelho do Filho de Deus e, por meio dele, gerar a obediência da fé em todos os povos (Rm 1,1-5; Gl 3,5), em vista do Reino de Deus.

 

A Igreja no Brasil busca responder ao apelo do Espírito – intensificado na fase continental do Sínodo sobre a Sinodalidade – a ser uma tenda sempre aberta, capaz de ampliar a escuta e o acolhimento, sustentada por estacas firmes na fé, esperança e caridade, diante dos desafios atuais.

 

 

A nova realidade nos chama a rever os métodos de anúncio da Boa-Nova, de transmissão da fé e de fortalecimento do senso de pertença à comunidade eclesial. Igualmente, é necessário reavivar em toda a Igreja no Brasil a busca pela santidade e o sentido de participação e comunhão orientados pela missão. O grito da Terra e o grito dos pobres nos impulsionam a avançar para águas mais profundas, conforme o desejo de Jesus (Lc 5,4).

 

1 A IGREJA: TENDA DO ENCONTRO

Ser comunidade que se alarga, escuta os sinais dos tempos, faz o discernimento para a conversão pastoral e sai em missão. Esta tenda, sustentada pelas estacas bem firmes da fé, esperança e caridade, é espaço de comunhão, participação e missão.

 

2 A ESCUTA DOS SINAIS

Para viver a missão, é necessário que a Igreja saiba perceber “os sinais dos tempos e interpretá-los à luz do Evangelho; para que assim possa responder, de modo atraente, em cada geração, às eternas perguntas dos seres humanos acerca do sentido da vida presente e da futura, e da relação entre ambas.

 

3 DISCERNIMENTO PARA UMA IGREJA SINODAL

Movida pelo Espírito, a Igreja aprende a discernir para melhor firmar suas estacas e alargar seu espaço. Ela é chamada a rever seus caminhos e renovar seu modo de viver e anunciar o Evangelho. Em atitude sinodal, ela escuta, dialoga e se deixa converter, para que sua tenda seja cada vez mais lugar de comunhão, participação e missão.

 

A sinodalidade é a concretização da eclesiologia de comunhão afirmada pelo Concílio Vaticano II, pois “indica o específico modus vivendi et operandi da Igreja Povo de Deus que manifesta e realiza concretamente o ser comunhão no caminhar juntos, no reunir-se em assembleia e no participar ativamente de todos os seus membros em sua missão evangelizadora”

Para viver melhor a sinodalidade, é preciso que sejamos capazes de acolher entender nossas diferenças – de pensamentos, concepções e carismas – como dons a serviço do bem de todos, não como ameaças. Não alcançaremos a sinodalidade uniformizando pensamentos e identidades, mas abrindo-nos à escuta da Palavra e do Espírito, à escuta uns dos outros e ao diálogo generoso em favor de propósitos comuns – dos quais o maior e principal é a evangelização.

 

3.1 Comunhão

Mesmo que apareçam divergências na comunidade eclesial, às vezes até inevitáveis, é indispensável zelar por uma comunhão, que se expressa no caminhar juntos, sem ressentimentos, na acolhida da mesma família e no respeito às diferenças.

3.2 Participação

Ameaçam o senso de pertença das comunidades eclesiais à Igreja local os grupos fechados e de natureza sectária, alguns deles baseados em experiências midiáticas, que criam uma experiência religiosa paralela à vida cristã vivida na diocese ou mesmo na paróquia.

3.3 Missão

Quem é batizado se torna missionário, deve confessar a todas as pessoas a fé que de Deus recebeu por meio da Igreja, não só com palavras, mas com o testemunho.

Em nossas comunidades, há também situações em que a ação pastoral se concentra mais na mera conservação do que na missão. Em meio às muitas atividades, pode faltar ânimo ou condições para passos mais ousados em direção aos que ainda não participam da comunidade.

 

4 POVO DE DEUS EM MISSÃO

Num mundo fragmentado, com relações polarizadas que geram ódio, violência e medo, é urgente que toda a comunidade cristã seja sinal de uma nova forma de se relacionar, na qual as diferenças sejam celebradas como dons e não sejam vistas como motivos de divisão e rejeição do outro.

 

4.1 Laicato

A missão própria dos cristãos leigos e leigas os envia a atuar de modo transformador nos muitos espaços onde a vida acontece: na família; no trabalho e na economia; na educação, cultura, artes e ciências; na política e na comunicação e no cuidado da Casa Comum.

De modo especial, por meio dos cristãos leigos e leigas, a Igreja tem respondido com criatividade e fidelidade aos desafios de um mundo em constante mudança. Sua primeira responsabilidade é colaborar para a santificação e transformação das realidades temporais com o espírito do Evangelho.

4.1.1 Ministros Leigos e Leigas

Os carismas concedidos abundantemente por Deus, juntando-se aos sacramentos da Iniciação à Vida Cristã e ao reconhecimento eclesial, garantem à Igreja a variedade ministerial de que necessita para a sua vida e missão.

4.1.2 Famílias

A Igreja reconhece na família um dom precioso de Deus e uma vocação que participa do próprio plano de amor do Criador.

Nossa evangelização precisa também promover itinerários personalizados de catequese que promovam a vocação ao sacramento do matrimônio e suscitem nos casais o desejo de alegria, fidelidade e fecundidade.

4.1.3 Crianças e adolescentes

A Igreja é chamada a assumir, com responsabilidade e ternura, o cuidado e a proteção das crianças e adolescentes, cultivando neles o protagonismo da vida e da missão na Igreja e na sociedade.

Na vida eclesial, essa atenção se concretiza sobretudo nos itinerários da Iniciação à Vida Cristã, na participação como coroinhas, na Infância e Adolescência Missionária (IAM) e na presença ativa da Igreja nos espaços educativos. É igualmente fundamental fortalecer, em todas as comunidades, o compromisso com a Pastoral da Criança, que acompanha famílias vulneráveis

4.1.4 Jovens

O Sínodo dos Jovens65 afirmou que as juventudes têm um papel indispensável na renovação sinodal da Igreja, pois trazem forte sensibilidade à espiritualidade, à busca de sentido da vida, à fraternidade, à justiça social e ao cuidado da Casa Comum.

Por isso, é urgente que nossas comunidades lhes abram espaço real, para que vivam seu processo de discernimento vocacional, acolhendo suas formas criativas de viver o Evangelho para que sejam protagonistas da missão da Igreja, especialmente na evangelização dos jovens de sua geração.

4.1.5 Mulheres

A Igreja reconhece na mulher uma presença essencial para a evangelização, confiando-lhe tarefas que alimentaram a fé das primeiras comunidades.

Reconhecemos a grande importância e o protagonismo das mulheres para a comunidade cristã no testemunho e transmissão da fé, sobretudo no ministério de catequista. Mas também nos serviços de animação das comunidades e no serviço do anúncio da Palavra.

4.1.6 Pessoas com deficiência e neurodivergência

Cada comunidade eclesial é chamada a reconhecer as capacidades apostólicas das pessoas com deficiência e neurodivergência71 como sujeitos ativos de evangelização.

4.1.7 Idosos

A Igreja exerce sua voz profética também quando dedica especial respeito e reverência aos idosos.

Na Igreja, os idosos são como guardiões da memória da fé, da tradição e da sabedoria adquirida pela experiência da vida.

 

 

4.2 Vida Consagrada

A Vida Consagrada é uma força evangelizadora que promove a vida e a dignidade humana por meio de inúmeras obras missionárias no campo social, educativo, da saúde e da justiça, fecundando o Brasil com testemunhos que transformam realidades.

A Vida Consagrada, nas suas diferentes formas, contribui significativamente para o crescimento da sinodalidade da Igreja.

 

4.3 Ministros Ordenados

O ministério ordenado, como todos os ministérios na Igreja, está a serviço do anúncio do Evangelho e da edificação da comunidade eclesial.

Os presbíteros “formam com seu bispo um único presbitério” e colaboram com ele no discernimento dos carismas e no serviço à unidade da Igreja local.

Pelo testemunho de sua vida e pelo estilo do exercício do seu ministério, os ministros ordenados promovem a comunhão sinodal e a missão da Igreja nos mais diversos contextos, muitas vezes desafiadores.

4.4 Povos indígenas

 Dentro do povo de Deus em missão destacamos a singular importância dos povos indígenas. A Igreja tem aprendido muito do Evangelho da Vida no encontro e no convívio com eles.

Eles assumem o Evangelho, tornando-se evangelizadores e promotores do diálogo intercultural e interreligioso.

 

5 CAMINHOS DA MISSÃO

Os caminhos da missão são modos concretos de armar a tenda no hoje da história, não apenas ações, para que nela todos encontrem lugar, sentido e envio na missão. São eles:

 

5.1 Animação Bíblica da Pastoral

A redescoberta da Palavra depois do Concilio Vaticano II renovou a vida da Igreja e mostrou a importância da Bíblia na liturgia, na catequese, na espiritualidade e na ação pastoral, iluminando o caminho de cada discípulo na vida cotidiana.  A Igreja é ouvinte e servidora da Palavra. A Palavra de Deus é o “coração de toda atividade eclesial”.

A Igreja, chamada a viver da Palavra, é convidada a formar discípulos que a escutem com o coração e servidores que a anunciem com a vida.

5.2 Iniciação à Vida Cristã

A formação dos discípulos missionários nasce e se enraíza na Iniciação à Vida Cristã (IVC) de inspiração catecumenal84, quando cada pessoa é introduzida na relação com o Senhor e na comunhão da Igreja por meio de pais, padrinhos, catequistas, educadores, agentes da liturgia, ministros ordenados e comunidades.

5.3 Comunidades de discípulos missionários

A iniciação à fé, que nasce do anúncio da Palavra, gera a comunidade e a faz crescer, seguindo a mesma dinâmica que formou o grupo dos discípulos-apóstolos: reunir pessoas em torno da Palavra e da Eucaristia, fortalecê-las na fraternidade e enviá-las como testemunhas do Evangelho no cotidiano.

Nas pequenas comunidades de discípulos missionários, a hospitalidade torna-se marca essencial: são Igrejas de portas abertas, tendas sempre prontas a acolher quem busca um encontro com Cristo e deseja caminhar no discipulado missionário.

 

5.4 Liturgia e Piedade Popular

5.4.1 Liturgia

Cristo, presente nas ações litúrgicas, é o protagonista de toda celebração. Ele está presente no dinamismo dos sacramentos, nas espécies eucarísticas, na Palavra proclamada, no ministro e na assembleia reunida para rezar e cantar os salmos.

5.4.2 Piedade popular

A piedade popular é o conjunto de expressões de fé — individuais ou comunitárias — nascidas da do encontro do Evangelho com a vida, a cultura e a sensibilidade do povo, que brotam dentro do contexto da fé cristã e expressam uma sede de Deus profundamente enraizada no coração dos simples, gerando atitudes como confiança, sacrifício, paciência e solidariedade.

5.5 Serviço à vida plena para todos

5.5.1 Evangélica opção preferencial pelos pobres

A Igreja reconhece que o Senhor se une com particular ternura ao destino dos pobres e neles manifesta sua presença histórica.

A evangélica opção preferencial pelos pobres, considerando as várias acepções de pobreza, portanto, não nasce da filantropia, nem de uma opção ideológica, mas é própria da fé em Cristo.

A evangélica opção preferencial pelos pobres, então, deve orientar toda a vida e a ação da Igreja, não apenas em atitudes assistenciais, mas na conversão permanente dos corações, na busca pela transformação das estruturas injustas.

 

5.5.2        Promoção, defesa e cuidado da vida

A Igreja professa, com radicalidade, que toda vida humana é sagrada e inviolável, em qualquer estágio em que se encontre, desde a concepção até o seu fim natural.

Há um amplo horizonte de ameaças contemporâneas à vida humana: aborto, eutanásia, abandono de idosos, violência doméstica, feminicídio, violência institucional, no campo, contra os povos indígenas, quilombolas, pescadores, periféricos, tráfico e consumo de drogas, miséria extrema, exploração econômica, eliminação dos improdutivos e indiferença social.

 

5.5.3 Ecologia Integral

 

Assumir a ética do cuidado consiste em se abrir à caridade, “o amor, cheio de pequenos gestos de cuidado mútuo, é também civil e político, manifestando-se em todas as ações que procuram construir um mundo melhor”.

 

6 COMPROMISSOS SINODAIS

 

6.1 Conversão das relações.

A Igreja é chamada a firmar suas estacas na conversão e a reordenar seus espaços para melhor servir à missão. Nela, as relações são curadas para gerar comunhão, os processos são purificados para favorecer a participação e os vínculos são alargados para tecer a fraternidade que ultrapassa fronteiras.

 

Conversão é um movimento suscitado pelo Espírito no coração do ser humano, ferido pelo pecado e necessitado de redenção, em seu processo de configuração à vida plenamente humana de Jesus Cristo.

 

O Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade indica que a conversão comunitária acontece em três níveis: nas relações, nos processos e nos vínculos.

Uma Igreja sinodal deve ser capaz de cultivar melhor as relações, não apenas a partir do empenho humano, mas, sobretudo, amparada pela graça de Deus.

 

6.1.1 Proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis

A proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis é dever irrenunciável de toda a comunidade eclesial.

 

6.1.2 Comunicação

 

A Trindade Santíssima é o modelo primeiro e perfeito de comunicação: o Pai, o Filho e o Espírito Santo vivem em eterna relação de amor que se doa, se expressa e se partilha. Assim, o amor — por sua própria natureza — é comunicação que abre, aproxima e cria comunhão.

 

6.2 Conversão dos processos

A conversão dos processos visa garantir o verdadeiro exercício da participação por parte de cada batizado ou batizada. Por isso, exige a renovação dos nossos processos de tomada de decisão, para que sejam cada vez mais abertos e participativos, pautados pela escuta e pelo diálogo fraterno.

 

O exercício da corresponsabilidade é uma das formas mais concretas de viver a participação na missão da Igreja, mas grande parte do Povo de Deus precisa ser formada para isso.

 

6.2.1 Sínodo diocesano e assembleia de pastoral

O Sínodo diocesano é uma assembleia realizada pelos ministros ordenados, Vida Consagrada e outros cristãos leigos e leigas “escolhidos no seio da Igreja Particular, que prestam auxílio ao bispo diocesano, para o bem de toda a comunidade diocesana”.

 

6.2.2 Conselho Pastoral

 

 

A finalidade de tais Conselhos, além da organização eclesial, é, sobretudo, fazer com que a vida cristã seja assumida por todos. Não se pode pensar somente nas pessoas que já estão na comunidade, mas é necessário ir em busca daquelas que estão afastadas.

 

O Conselho Pastoral coloca em destaque e realiza a centralidade do Povo de Deus como sujeito e protagonista ativo da missão evangelizadora. O Conselho Pastoral deve estudar e examinar tudo o que concerne às atividades pastorais e propor conclusões práticas, a fim de promover a missão do Povo de Deus na comunidade e no mundo.

 

6.2.3 Conselho de Assuntos Econômicos

Em cada diocese e paróquia é obrigatório, pelo Direito Canônico, constituir o Conselho de Assuntos Econômicos, composto por fiéis íntegros, peritos em economia e direito civil, presidido na diocese pelo bispo diocesano ou por seu delegado, na paróquia, pelo pároco ou por seu delegado.

 

6.2.4 Dízimo

Uma forma de expressar o senso de pertença comunitária é a participação no dízimo.

 

6.3 Conversão dos vínculos

A conversão dos vínculos, antes de mais nada, propõe que a Igreja revise seu enraizamento nas realidades locais. É preciso ouvir essas realidades e discernir, à luz do Espírito, como anunciar o Evangelho a partir das exigências culturais e urbanas, bem como das diferentes particularidades do lugar onde a Igreja está presente.

 

6.3.1 Organismos do Povo de Deus

No espírito do Concílio Vaticano II, a Igreja no Brasil caminha de forma sinodal e conta com organismos de comunhão, que visam assegurar a participação das diferentes expressões do Povo de Deus em vista da missão.

 

6.3.2 Organismos e Projetos Missionários

Na Assembleia Geral de 2019, acolhemos e aprofundamos o Programa Missionário Nacional (PMN). Renovamos o compromisso de concretizar suas prioridades (a formação, a animação missionária, a missão ad gentes e o compromisso profético social) e seus projetos, em espírito sinodal, em virtude de ser ele um instrumento articulador para a Igreja no Brasil.

 

6.3.3 Pacto Educativo Global

A educação cristã nasce da convicção de que a pessoa humana é sempre o centro do processo educativo. O Pacto Educativo Global recorda que formar é, antes de tudo, cuidar da dignidade de cada pessoa, em seus princípios: 1) colocar a pessoa humana no centro; 2) ouvir as novas gerações; 3) promover as meninas e as mulheres; 4) corresponsabilizar a família; 5) educar para a acolhida; 6) renovar a economia e a política; 7) cuidar da Casa Comum; 8) vida interior; 9) formação crítica para lidar com a Inteligência Artificial e novas tecnologias; 10) cultura da paz.

 

6.3.4 Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso

A missão evangelizadora da Igreja, hoje, realiza-se num mundo profundamente plural, no qual diferentes tradições religiosas convivem, dialogam e, por vezes, entram em conflito.

 

CONCLUSÃO

A esperança não decepciona (Rm 5,5).

Deixemo-nos atrair pela esperança e permitamos que, por meio de nossa vida, ela se torne irradiante para todos os que a buscam.