terça-feira, 10 de março de 2026

CONSELHO PASTORAL PAROQUIAL 14 MARÇO 2026

 



 

Local: Cristo Rei

Horário: 19 h.

Oração.

Prestação de conta.

 

Pauta: coordena Tony

Avaliação semana da mulher (Wanilda e as lideranças das comunidades)

Semana Santa (Alex)

Retiro espiritual de quaresma. Tema: os cantos do servo de Javé no profeta Isaias

a.       Juventude (20-22 março: os 4 coordenadores da PJ)

b.      Adultos (Domingo 22 março: Tony)

Nova colaboração com as faculdades de psicologia e direito e o Evento Caritas de sábado 28 de março: Lene e Wanilda

Faça Bonito 2026: 10-16 de maio (Wanilda)

Projeto Margens (Gecivaldo)

Várias

 


SACRAMENTO DA RECONCILIAÇÃO (confissão)

 



 

"Misericórdia quero, e não sacrifício" (Oséias 6:6; Mateus 9:13)

 

O tempo litúrgico da quaresma é o período propicio para se reconciliar com Deus e acolher a usa misericórdia.

Por este motivo estou indicando os horários em que será possível na nossa paróquia receber o sacramento da reconciliação (confissão)

 

Quarta-feira: 17-19 (local: igreja de são Vicente)

Quinta-feira: 9-12 (local: escritório do padre)

Sábado: 9-12; 14-18 local: escritório do padre) -(Sábado 14 o padre não estará disponível).

 

Além disso, na quarta feira Santa primeiro de abril ás 19,30 na capela de são Sebastião, haverá uma celebração penitencial com absolvição comunitária aberta para os fieis de todas as comunidades.

 

sábado, 7 de março de 2026

A espiritualidade do Encontro de Casais com Cristo (ECC)

 



 

A espiritualidade do Encontro de Casais com Cristo (ECC) é o que dá sentido a esse serviço pastoral da Igreja Católica. Ela não se baseia em teorias complexas, mas na vivência concreta do amor cristão no cotidiano da família. 

O fundamento principal é colocar Jesus Cristo no centro da vida conjugal, transformando o lar em uma verdadeira "Igreja Doméstica". 

Os 5 Pilares da Espiritualidade do ECC

A caminhada espiritual do ECC sustenta-se em cinco pontos básicos fundamentais: 

  • Doação: A disposição de se entregar ao outro e à comunidade sem esperar nada em troca, refletindo o amor de Cristo pela Igreja.
  • Pobreza: Refere-se à atitude de desapego e humildade, reconhecendo que tudo o que o casal possui vem de Deus e deve ser usado para o bem comum.
  • Simplicidade: Uma vida pautada pela autenticidade e modéstia, focando no que é essencial para a felicidade da família e da comunidade.
  • Alegria: O testemunho cristão de que a felicidade verdadeira nasce do amor compartilhado e da presença de Deus no lar.
  • Oração: É a base que sustenta o casal. Através da oração em conjunto, a família fortalece seus laços e busca discernir a vontade de Deus. 

Outros Valores Essenciais

Além dos pilares básicos, a espiritualidade do ECC é enriquecida por valores como: 

  • Fraternidade: O compromisso de viver como irmãos dentro da comunidade paroquial.
  • Gratuidade: Servir por amor, de forma voluntária e generosa.
  • Missionariedade: O despertar para o serviço na Igreja, levando os casais a atuarem em outras pastorais após o encontro. 

As Três Etapas da Caminhada

O ECC se organiza em três etapas para aprofundar essa espiritualidade gradualmente: 

  1. 1ª Etapa (Despertar): Visa acordar os casais para a importância do sacramento do matrimônio e da vida comunitária.
  2. 2ª Etapa (Aprofundar): Foca na reflexão sobre a dignidade da pessoa humana e as injustiças sociais, incentivando o "ser" em vez do "ter".
  3. 3ª Etapa (Engajar): Prepara o casal para uma atuação mais consciente e transformadora na sociedade e na Igreja. 

Em resumo, a espiritualidade do ECC busca resgatar casais para a vida paroquial, ajudando-os a viver o matrimônio como um caminho de santificação e serviço.

 

A espiritualidade cristológica do Encontro de Casais com Cristo

 

A espiritualidade cristológica do Encontro de Casais com Cristo (ECC) é o núcleo que define o movimento como um serviço de evangelização centrado na pessoa de Jesus Cristo. Ela propõe que o casal não apenas aprenda sobre Cristo, mas viva um encontro pessoal e comunitário com Ele, transformando o matrimônio em um caminho de seguimento e missão. 

Cristo como Centro e Modelo

A base dessa espiritualidade é o Cristocentrismo, que significa colocar Cristo no centro das relações matrimoniais e familiares. 

  • Encontro Pessoal: O ECC busca despertar nos casais a consciência de que Jesus está presente na realidade cotidiana do lar, agindo através do Sacramento do Matrimônio.
  • Modelo de Amor: A relação do casal deve refletir o amor de Cristo pela sua Igreja — um amor marcado pela doação total e pelo perdão.
  • Seguimento: A espiritualidade cristológica implica seguir os ensinamentos de Jesus, buscando a conversão diária e a maturidade na fé.

 

 A Centralidade da Eucaristia na Vida do Casal

A Eucaristia é o "divisor de águas" que sustenta a jornada espiritual proposta pelo ECC: 

  • Fonte de Força: É na Eucaristia que os casais encontram a coragem para sair de si mesmos e amar o próximo generosamente.
  • Igreja Doméstica: O encontro visa transformar o lar em uma "igreja doméstica", onde a vivência sacramental se reflete no cotidiano familiar.
  • Unidade e Perdão: Diante do Cristo Eucarístico, o casal renova o compromisso de perdoar e servir, fortalecendo os laços matrimoniais contra os desafios diários. 

Dimensão Comunitária e Social

O ECC não é apenas um retiro, mas um serviço escola que utiliza a espiritualidade para engajar as famílias na vida paroquial: 

  • Paroquialidade: A essência do ECC está ligada à paróquia; ele serve como porta de entrada para que casais se tornem ativos em outras pastorais e movimentos.
  • Justiça Social: A espiritualidade eucarística impulsiona o casal a ter uma visão crítica sobre as injustiças sociais e a trabalhar pela dignidade humana

ADORAÇÃO EUCARISTICA 12 MARÇO 2026

 




IV domingo quaresma/A

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 9, 1-41

Naquele tempo, 1 ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. 2 Os discípulos perguntaram a Jesus: "Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais?" 3 Jesus respondeu: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso serve para que as obras de Deus se manifestem nele. 4 É necessário que nós realizemos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia. Vem a noite, em que ninguém pode trabalhar. 5 Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo". 6 Dito isto, Jesus cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. 7 E disse-lhe: "Vai lavar-te na piscina de Siloé" (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. 8 Os vizinhos e os que costumavam ver o cego - pois ele era mendigo - diziam: "Não é aquele que ficava pedindo esmola?" 9 Uns diziam: "Sim, é ele!" Outros afirmavam: "Não é ele, mas alguém parecido com ele". Ele, porém, dizia: "Sou eu mesmo!" 10 Então lhe perguntaram: "Como é que se abriram os teus olhos?" 11 Ele respondeu: "Aquele homem chamado Jesus fez lama, colocou-a nos meus olhos e disse-me: 'Vai a Siloé e lava-te'. Então fui, lavei-me e comecei a ver". 12 Perguntaram-lhe: "Onde está ele?" Respondeu: "Não sei". 13 Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. 14 Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. 15 Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: "Colocou lama sobre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!" 16 Disseram, então, alguns dos fariseus: "Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado". Mas outros diziam: "Como pode um pecador fazer tais sinais?" 17 E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: "E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?" Respondeu: "É um profeta." 18 Então, os judeus não acreditaram que ele tinha sido cego e que tinha recuperado a vista. Chamaram os pais dele 19 e perguntaram-lhes: "Este é o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como é que ele agora está enxergando?" 20 Os seus pais disseram: "Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego. 21 Como agora está enxergando, isso não sabemos. E quem lhe abriu os olhos também não sabemos. Interrogai-o, ele é maior de idade, ele pode falar por si mesmo". 22 Os seus pais disseram isso, porque tinham medo das autoridades judaicas. De fato, os judeus já tinham combinado expulsar da comunidade quem declarasse que Jesus era o Messias. 23 Foi por isso que seus pais disseram: "É maior de idade. Interrogai-o a ele". 24 Então, os judeus chamaram de novo o homem que tinha sido cego. Disseram-lhe: "Dá glória a Deus! Nós sabemos que esse homem é um pecador". 25 Então ele respondeu: "Se ele é pecador, não sei. Só sei que eu era cego e agora vejo". 26 Perguntaram-lhe então: "Que é que ele te fez? Como te abriu os olhos?" 27 Respondeu ele: "Eu já vos disse, e não escutastes. Por que quereis ouvir de novo? Por acaso quereis tornar-vos discípulos dele?" 28 Então insultaram-no, dizendo: "Tu, sim, és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés. 29 Nós sabemos que Deus falou a Moisés, mas esse, não sabemos de onde é". 30 Respondeu-lhes o homem: "Espantoso! Vós não sabeis de onde ele é? No entanto, ele abriu-me os olhos! 31 Sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aquele que é piedoso e que faz a sua vontade. 32 Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33 Se este homem não viesse de Deus, não poderia fazer nada". 34 Os fariseus disseram-lhe: "Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?" E expulsaram-no da comunidade. 35 Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: "Acreditas no Filho do Homem?" 36 Respondeu ele: "Quem é, Senhor, para que eu creia nele?" 37 Jesus disse: "Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo". Exclamou ele: 38 "Eu creio, Senhor!" E prostrou-se diante de Jesus. 39 Então, Jesus disse: "Eu vim a este mundo para exercer um julgamento, a fim de que os que não veem, vejam, e os que veem se tornem cegos". 40 Alguns fariseus, que estavam com ele, ouviram isto e lhe disseram: "Porventura, também nós somos cegos?" 41 Respondeu-lhes Jesus: "Se fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como dizeis: 'Nós vemos', o vosso pecado permanece".

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Santo Efrém. Diatessaron 16

Nesta cura, foi esboçado um símbolo: Jesus, Filho do Criador

 

Jesus foi ao encontro de um homem cego de nascença: Os discípulos perguntaram a Jesus: Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais? Jesus respondeu: Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso serve para que as obras de Deus se manifestem nele. É necessário que realizemos as obras d’Aquele que me enviou, enquanto é dia, enquanto Eu estou com vocês. Vem a noite, e o Filho será exaltado, e vós, que sois a luz do mundo, desaparecerão, e não haverá mais milagres por causa da incredulidade.

Dizendo isto, fez barro com sua saliva e a aplicou sobre os olhos do cego. E a luz brotou da terra, como ao princípio, quando a sombra do céu, a treva cobria tudo e Ele ordenou que a luz surgisse da escuridão. Desta forma, Ele formou a lama com a saliva, e curou o defeito que existia depois do nascimento, para mostrar que Ele, cuja mão completava o que faltava à natureza, era precisamente Aquele cuja mão deu forma à criação no princípio. E como se recusaram a crer que Ele era anterior a Abraão, com esta obra provou que era o Filho do homem que, com a sua mão, formou o primeiro Adão da terra. Na verdade, Ele curou a tara do cego com os gestos do próprio corpo.

Também fez isto para confundir aqueles que dizem que o homem é feito de quatro elementos, porque refez os membros imperfeitos com terra e saliva, fez isso para utilidade daqueles que buscavam milagres para crer: Os judeus buscam milagres. Não foi a piscina de Siloé que abriu os olhos do cego, como não são as águas do Jordão que purificam Naamã: é a ordem do Senhor que tudo faz. Ainda mais: não é a água de nosso Batismo que nos purifica, mas os nomes que se pronunciam sobre ela.

Ele ungiu os seus olhos com barro, para que os fariseus limpem a cegueira de seu coração. Quando o cego partiu no meio da multidão e perguntou: “Onde fica Siloé?”, levava à vista de todos os olhos untados. As pessoas o interrogavam e ele lhes dava a informação; elas o seguiam para ver se os seus olhos continuavam abertos. Aqueles que viam a luz material estavam conduzidos por um cego que viu a luz do espírito; e, em sua noite, o cego era conduzido por aqueles que viam exteriormente, mas que estavam espiritualmente cegos.

O cego lavou o barro dos seus olhos, e enxergou a si mesmo; outros lavaram a cegueira do seu coração, e examinaram a si mesmos. Deste modo, abrindo exteriormente os olhos de um cego, nosso Senhor abria secretamente os olhos de muitos outros cegos. Aquele cego foi um belo e inesperado tesouro para nosso Senhor; através dele, adquiriu numerosos cegos que desta maneira também curou da cegueira do coração. Nestas poucas palavras do Senhor estão escondidos tesouros admiráveis, e nesta cura foi esboçado um símbolo: Jesus, Filho do Criador.

Vai e lava o teu rosto. Para evitar que alguém considere aquela cura mais como um estratagema do que como um milagre, Ele o mandou lavar-se. Disse isso para mostrar que o cego não duvidava do poder de cura do Senhor, e porque, caminhando e falando, manifestasse o acontecimento e mostrasse sua fé.

 

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

quarta-feira, 4 de março de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 5 MARÇO 2026

 



III QUARESMA/A

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 4, 5-7.9-24

Naquele tempo, 5 Jesus chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Era aí que ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta do meio-dia. 7 Chegou uma mulher da Samaria para tirar água.

19 A mulher disse a Jesus: "Senhor, vejo que és um profeta! 20 Os nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve adorar". 21 Disse-lhe Jesus: "Acredita-me, mulher: está chegando a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. De fato, estes são os adoradores que o Pai procura. 24 Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade".

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura:  Simone Weil. Pensamentos desordenados sobre o amor de Deus

Como poderíamos buscar Deus, já que Ele está no alto, na dimensão que nós não podemos percorrer? Só podemos caminhar horizontalmente. Se caminharmos dessa maneira, buscando nosso bem, e se a busca chegar ao término, essa chegada será ilusória, o que teremos encontrado não será Deus. Uma criança pequena que está na rua e de repente não vê mais a sua mãe ao seu lado corre para todos os lados chorando, mas ela está errada ao agir assim; se ela tiver bom-senso e força de alma suficiente para parar e esperar, ela a encontrará mais rapidamente. É preciso apenas esperar e chamar. Não chamar alguém, já que não sabemos se há alguém. Gritar que estamos com fome e queremos pão. Gritaremos mais ou menos durante bastante tempo, mas finalmente seremos alimentados e então não gritaremos mais, saberemos que o pão realmente existe. Quando comemos, qual prova mais segura poderíamos querer? Enquanto não tivermos comido, não é necessário, e nem sequer muito útil, acreditar no pão. O essencial é sabermos que estamos com fome. Não é uma crença, é um conhecimento certeiro que só pode ser obscurecido pela mentira. Todos aqueles que acreditam que há ou que haverá um dia um alimento produzido aqui embaixo estão mentindo. O alimento celeste não faz apenas crescer em nós o bem, ele destrói o mal, algo que nossos próprios esforços jamais poderão fazer. A quantidade de mal que está em nós só pode diminuir graças ao olhar pousado sobre uma coisa perfeitamente pura.

 

Não depende de nós acreditar em Deus; só o que depende de nós é não dar nosso amor a falsos deuses. Primeiramente, não acreditar que o futuro seja o lugar do bem capaz de nos completar. O futuro é feito da mesma substância que o presente. Sabemos que aquilo que fizemos de bom, riqueza, poder, consideração, conhecimentos, amor daqueles que amamos, prosperidade daqueles que amamos e assim por diante, não bastam para nos satisfazer. Acreditamos porque mentimos para nós mesmos. Pois se realmente pensarmos nisso durante alguns instantes, saberemos que é falso. Ou ainda, se estivermos sofrendo devido a uma doença, miséria ou infortúnio, acreditamos que o dia em que esse sofrimento passar, estaremos satisfeitos. Também sabemos que isso é falso; a partir do momento em que nos habituarmos à suspensão do sofrimento, vamos querer outra coisa. Segundo, não confundir a necessidade com o bem. Há um certo número de coisas que acreditamos precisar ter para vivermos. Frequentemente isso é falso, pois sobreviveríamos à sua perda. Mas, mesmo que isso seja verdadeiro, se a sua perda pode matar ou no mínimo destruir a energia vital, nem por isso ela é um bem. Pois ninguém fica muito tempo satisfeito por poder pura e simplesmente viver. Sempre queremos outra coisa. Queremos viver para alguma coisa. Basta não mentirmos para nós mesmos para sabermos que não há nada aqui embaixo pelo qual poderíamos viver. Basta imaginarmos todos nossos desejos satisfeitos. Ao final de algum tempo, estaremos insatisfeitos. Gostaríamos de outra coisa, e estaríamos infelizes por não sabermos o que querer. Depende de cada um manter a atenção fixada sobre essa verdade.

(Aprofundamento: a mística do amor em Simone Weil https://mondodomani.org/dialegesthai/articoli/paolo-cugini-03

 Biografia Simone Weil: https://pt.wikipedia.org/wiki/Simone_Weil)


Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

ALGUMAS IMAGENS DA SEMANA DA MULHER 2026

 


Cristo Rei


São Pedro

Santo Antônio



FORÇA FEMININA: FÉ QUE SUSTENTA, AMOR QUE TRANSFORMA

 




Paolo Cugini

(Membro do OIVD, Observatório Interreligioso sobre a violência ás mulheres)

 

 Palestra realizada na semana da mulher na comunidade de santo Antônio, quanrta feira 4 março 2026


Introdução

Em 2025, o Brasil atingiu um novo recorde histórico de feminicídios, com números que variam entre 1.461 e 1.518 vítimas, dependendo da fonte e da consolidação dos dados estaduais. Estas mortes acontecem dentro as paredes de casa. É o marido matando a mulher, o ex-namorado espancando e assim em diante. Na grande maioria dos casos o problema é dentro de casa.

De onde vem este problema?

É um problema cultural chamado patriarcado que considera a mulher inferior ao homem, criando relações desiguais, que provocam situações de violência sobretudo entre o lar familiar.

O patriarcado não deixa espaço para as mulheres se manifestarem, porque esta cultura não acha importante a mulher estudar pois a mulher deve somente fazer filhos. Por isso na história não temos muitas figuras femininas de relevância: não tiveram espaço para ela se manifestarem.

 As igrejas contribuem a incentivar este ódio contra as mulheres todas as vezes que apoiam uma leitura fundamentalista da Bíblia.

Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.  E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecerem com sobriedade na fé, no amor e na santificação (1 Tim 2,12-15).

Problema: Como é possível para uma mulher acreditar em Deus numa cultura patriarcal e machista?

Algumas biblistas resgataram a proposta autêntica de Jesus, que criou um grupo de discípulos e discipulas iguais (Lc 8,103), arrebentando a cultura patriarcal por dentro.

Uma maneira de resgatar a proposta de Jesus é dar espaço para as mulheres na Igreja. Na nossa paróquia, por exemplo, 7 dos 8 coordenadores pastorais, são mulheres e vários cargos são assumidos por mulheres.

Temos alguns exemplos de mulheres, aliás muitos exemplos de mulheres que viveram com grande força derivada da fé a própria experiencia de vida.

·         Edith Stein.

·         Simone Weil

·         Hipátia

Conclusão. Vale a pena celebrar a semana da mulher para tomar consciência da gravidade do problema e tomar algumas providencias que modificam a cultural patriarcal e machista que marca o nosso dia a dia. Tomar consciência não basta, é preciso tomar decisões que mudem a nossa maneira de pensar, de agir. Criar caminhos de igualdade e de respeito entre homens e mulheres é a melhor forma de celebrar o dia da mulher.