Querida, querido catequista, ministro, ministra,
coordenador e coordenadora
A paz de Jesus esteja contigo.
Faz tempo que estou pensando de escrever duas linhas
sobre o sentido da vida da comunidade no estilo que Jesus traçou e que a Igreja
aponta com os seus documentos. Por isso me decidi de partilhar com vocês que
assumiram cargos na Igreja algumas reflexões.
Aceitando uma tarefa na comunidade ao mesmo tempo você
aceita de caminhar juntos com as pessoas.
Assumir uma tarefa na comunidade não significa
desenvolver um trabalho individual, que manifesta as próprias capacidades, mas
é se disponibilizar para caminhar juntos.
Como Jesus convidou os seus discípulos e discipulas
para anunciar o reino de Deus e formar comunidades, assim também nós somos
convidados a ser sinal daquilo que anunciamos.
Ser coordenador de uma pastoral ou ter a tarefa de
catequista, ministro/a ou outra função na comunidade significa se
disponibilizar a caminhar juntos aos outros que nas várias comunidades tem a
mesma função. Isso comporta algumas opões:
1.
A primeira e central a
presença na celebração ou missa do domingo, pois o domingo é o dia do
Senhor. Presença na celebração da comunidade onde está prestando o serviço
assumido. Comungamos o corpo de Cristo que nos torna uma só coisa, uma só
comunidade.
2.
Segundo aspecto
fundamental. A disponibilidade a entrar no caminho permanente de formação,
que na nossa paróquia tem dois momentos:
a. o estudo bíblico semanal na quarta
b. o encontro de formação teológico-pastoral,
que é mensal, o terceiro domingo do mês.
3.
Terceiro. A participação
dos encontros mensais com os vários grupos, onde se avalia a caminhada e se
tomam decisões. Estes encontros mensais, que geralmente acontecem no sábado
pela tarde, são de suma importância porque é nestes momentos que aprendemos a
nos conhecer e a tomar as decisões juntas.
4.
A presença nos conselhos
pastorais: da comunidade e da paróquia.
Depois de três ano de caminhada nesta paróquia percebo
que, em várias circunstâncias, são as pessoas que tem um cargo na comunidade,
mas que nunca participam de momentos formativos, a criar os maiores problemas. De
fato, não é de estranhar, pois, não se disponibilizando a caminhar juntos,
entram nas questões problemáticas das comunidades com a mesma mentalidade de
sempre atrapalhando a caminhada que está acontecendo.
Somos a serviço do Reino de Deus e não de nós mesmos.
Jesus veio para servir e não para ser servido. Jesus anúncio a boa nova com um
grupo de discípulos e discipulas, ou seja, não anunciou sozinho.
Aceitar de assumir uma tarefa na comunidade tem vários
significados. O primeiro, é a possibilidade, que é a nós oferecida, de sair de
uma das doenças piores da nossa sociedade: o individualismo. O segundo
significado é a possiblidade que é a nós oferecida de aprender a trabalhar
juntos com os outros, as outras.
A comunidade é um dom que recebemos gratuitamente e
nos disponibilizamos a continuar crescendo humanamente e espiritualmente com
ela. É Jesus Cristo presente na comunidade, é ele com a sua Palavra, o seu
corpo e sangue que nos alimenta. É ainda o Espírito Santo que ilumina as nossas
mentes para que as nossas decisões sejam conforme aos ensinamentos do Evangelho
de Jesus.
Assim seja. Padre Paulo






