III QUARESMA/A
Canto de exposição ao Santíssimo
Motivação do coordenador pastoral ou do ministro
Momento de silencio
Leitura da Bíblia: João 4, 5-7.9-24
Naquele tempo, 5 Jesus chegou a uma cidade
da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho
José. 6 Era aí que ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus
sentou-se junto ao poço. Era por volta do meio-dia. 7 Chegou uma
mulher da Samaria para tirar água.
19 A mulher disse a Jesus: "Senhor, vejo que
és um profeta! 20 Os nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis
que em Jerusalém é que se deve adorar". 21 Disse-lhe Jesus:
"Acredita-me, mulher: está chegando a hora em que nem neste monte, nem em
Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis. Nós
adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 Mas
está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o
Pai em espírito e verdade. De fato, estes são os adoradores que o Pai
procura. 24 Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em
espírito e verdade".
Momento de silencio
Canto de meditação
Silencio
Leitura: Simone Weil. Pensamentos desordenados sobre o amor de
Deus
Como poderíamos buscar Deus, já que Ele está no alto,
na dimensão que nós não podemos percorrer? Só podemos caminhar horizontalmente.
Se caminharmos dessa maneira, buscando nosso bem, e se a busca chegar ao término,
essa chegada será ilusória, o que teremos encontrado não será Deus. Uma criança
pequena que está na rua e de repente não vê mais a sua mãe ao seu lado corre
para todos os lados chorando, mas ela está errada ao agir assim; se ela tiver
bom-senso e força de alma suficiente para parar e esperar, ela a encontrará
mais rapidamente. É preciso apenas esperar e chamar. Não chamar alguém, já que
não sabemos se há alguém. Gritar que estamos com fome e queremos pão.
Gritaremos mais ou menos durante bastante tempo, mas finalmente seremos
alimentados e então não gritaremos mais, saberemos que o pão realmente existe.
Quando comemos, qual prova mais segura poderíamos querer? Enquanto não tivermos
comido, não é necessário, e nem sequer muito útil, acreditar no pão. O
essencial é sabermos que estamos com fome. Não é uma crença, é um conhecimento
certeiro que só pode ser obscurecido pela mentira. Todos aqueles que acreditam
que há ou que haverá um dia um alimento produzido aqui embaixo estão mentindo. O
alimento celeste não faz apenas crescer em nós o bem, ele destrói o mal, algo
que nossos próprios esforços jamais poderão fazer. A quantidade de mal que está
em nós só pode diminuir graças ao olhar pousado sobre uma coisa perfeitamente
pura.
Não depende de nós acreditar em Deus; só o que depende
de nós é não dar nosso amor a falsos deuses. Primeiramente, não acreditar que o
futuro seja o lugar do bem capaz de nos completar. O futuro é feito da mesma
substância que o presente. Sabemos que aquilo que fizemos de bom, riqueza,
poder, consideração, conhecimentos, amor daqueles que amamos, prosperidade daqueles
que amamos e assim por diante, não bastam para nos satisfazer. Acreditamos
porque mentimos para nós mesmos. Pois se realmente pensarmos nisso durante
alguns instantes, saberemos que é falso. Ou ainda, se estivermos sofrendo
devido a uma doença, miséria ou infortúnio, acreditamos que o dia em que esse
sofrimento passar, estaremos satisfeitos. Também sabemos que isso é falso; a
partir do momento em que nos habituarmos à suspensão do sofrimento, vamos
querer outra coisa. Segundo, não confundir a necessidade com o bem. Há um certo
número de coisas que acreditamos precisar ter para vivermos. Frequentemente
isso é falso, pois sobreviveríamos à sua perda. Mas, mesmo que isso seja
verdadeiro, se a sua perda pode matar ou no mínimo destruir a energia vital,
nem por isso ela é um bem. Pois ninguém fica muito tempo satisfeito por poder
pura e simplesmente viver. Sempre queremos outra coisa. Queremos viver para
alguma coisa. Basta não mentirmos para nós mesmos para sabermos que não há nada
aqui embaixo pelo qual poderíamos viver. Basta imaginarmos todos nossos desejos
satisfeitos. Ao final de algum tempo, estaremos insatisfeitos. Gostaríamos de
outra coisa, e estaríamos infelizes por não sabermos o que querer. Depende de
cada um manter a atenção fixada sobre essa verdade.
(Aprofundamento: a mística
do amor em Simone Weil https://mondodomani.org/dialegesthai/articoli/paolo-cugini-03
Biografia Simone Weil: https://pt.wikipedia.org/wiki/Simone_Weil)
Silencio
Canto de meditação
Silencio
Preces espontâneas (o ministro convida a
partilhar pedidos a voz alta)
Pai nosso
Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.




