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sábado, 9 de maio de 2026

VIGILIA DE ORAÇÃO PELAS VÍTIMAS DA HOMOTRANSFOBIA - SÁBADO 23 MAIO 2026

 


PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO – COMPENSA, MANAUS

 

Não temas, pois eu te resgatei; chamei-te pelo teu nome (Is 43, 1).

 

 


Nota introdutiva: A homotransfobia (LGBTfobia) é a rejeição, discriminação ou violência contra pessoas LGBTQ+ por orientação sexual ou identidade de gênero. No Brasil, é crime equiparado ao racismo (Lei 7.716/89) pelo STF, sendo inafiançável e imprescritível. Injúrias e ofensas morais relacionadas a essa condição também são punidas.


Canto de entrada

INVOCAÇÃO

Leitor: As ruas estão empoeiradas, a chuva cai forte e o vento sopra contra você; o fardo é pesado, cansativo de carregar, mas você, homem ou mulher, continue caminhando, continue buscando porque você tem certeza de que Eu o redimi de ser um objeto. Porque Eu o chamei como a Abraão de Ur. Eu o chamei e o libertei E agora, todos nós, chamados pelo nome, independentemente de gênero, etnia ou crença, estamos reunidos aqui diante de Ti, em Tua presença porque Tu nos quiseste, porque Tu nos acolheste e nos abraçaste. Porque Tu nos acaricias e consolas, nos impulsionas à liberdade e à responsabilidade. Amém.

Canto

ORAÇÃO

Celebrante: Tu que com força e esforço nos libertaste da escravidão do nosso pequeno jardim egoísta, fortalece em nós a vontade de nos aproximarmos daqueles que te buscam nas trevas. Tu que estás perto daqueles que te buscam e te invocam, faze-nos sentir a tua presença e a tua voz.

Juntos: Prepara-nos para te servir cada vez melhor em nossas vidas. Neste dia, estamos reunidos para te louvar e agradecer por cada dádiva tua. Neste dia, queremos, Deus, Pai e Mãe, também refletir sobre o ódio e o medo daqueles que amam uma pessoa do mesmo sexo, daqueles que afirmam seu gênero, daqueles que são não-binários. Pedimos isso em nome de Jesus Cristo, nosso Salvador. Amém.

 

CONFISSÃO DE PECADO

Leitor: 15 Cuidem para que ninguém retribua a ninguém mal por mal, mas sempre procurem o bem uns dos outros e de todos. 16 Alegrem-se sempre; 17 orem continuamente; 18 deem graças em todas as circunstâncias; pois esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para vocês. (1 Tessalonicenses 5).

Silêncio (Oração Pessoal)

 

ORAÇÃO DE CONFISSÃO DE PECADOS

Celebrante: Deus, esta noite estamos verdadeiramente de mãos vazias. Queríamos trazer-te as mãos cheias de alegria e bondade, mas em vez disso, encontramo-nos aqui em silêncio, envergonhados, com as mãos vazias, cheias de nosso pecado. Deus, pecamos sempre que nos curvamos e nos fechamos em nós mesmos. Pecamos:

Leitores: - quando nos tornamos orgulhosos, sobrecarregados por verdades absolutas, pela arrogância, tornando-nos cegos e silenciosos diante dos outros;

 

- Quando nosso interesse pessoal esmaga aqueles ao nosso redor;

- Quando nossos direitos se tornam privilégios e negamos os direitos dos outros;

- Quando banimos de nossas mentes as imagens de pessoas que são discriminadas, isoladas, condenadas simplesmente porque não se conformam à heteronormatividade cisgênero.

Juntos: Eis que, nesta noite estes pecados, enchem nossas mãos diante de Ti. E nos envergonhamos de não termos mais nada. Aceita nossas orações, o Pai! Ajuda-nos a encontrar o caminho para o Teu amor, rumo ao ágape que jamais falhará; permite que a centralidade do amor penetre em nossos corações endurecidos e frequentemente frios.

GESTO SIMBÓLICO

Durante a confissão de pecados, os participantes da vigília puderam ler algumas notícias relatando incidentes de homofobia, lésbicas, bissexuais e transfobia extraídas de eventos atuais.

introdução:

Que sejamos agora impactados por breves notícias sobre alguns dos incidentes de homofobia, lésbicas, bissexuais e transfobia entre os inúmeros registrados no último ano na Itália no relatório "Crônicas da Homofobia Cotidiana", que é publicado anualmente como parte de um projeto de associações cristãs LGBTQ+ com o objetivo de conscientizar sobre o grave fenômeno da homofobia.

A cada testemunho, respondemos juntos:

SENHOR, TENDE PIEDADE DE NÓS

  • Ataque com Faca e Ofensas Homofóbicas: Em maio de 2026, foi registrado um caso em que uma mulher esfaqueou um homem enquanto proferia insultos homofóbicos e ameaças.
  • Agressão a Casal de Lésbicas: Em novembro de 2025, um casal de mulheres foi alvo de ataques verbais em Botafogo, Rio de Janeiro. Um agressor as chamou de "filhas do capeta" e "prostitutas", justificando as ofensas pelo fato de serem lésbicas.
  • Violência contra mulher trans em bar: A ativista Sara foi violentamente espancada por um funcionário de um bar no último réveillon após pedir para usar o banheiro feminino. Ela foi agredida com chutes e socos na frente de testemunhas.
  • Ataque na Escola: Um estudante de 14 anos denunciou ter sofrido injúria racial e homofobia de colegas em uma escola na Zona Sul do Rio, sendo impedido de opinar sob a frase "gay não opina aqui".
  • Mortalidade em 2025: Foram registradas 257 mortes violentas de pessoas LGBTQIA+ em 2025, o que equivale a uma morte a cada 34 horas.
  • Aumento nos Registros de Violência: Dados do Atlas da Violência mostram que incidentes contra homossexuais e bissexuais saltaram de 761 em 2014 para 9.845 em 2023, um aumento de mais de 1.100%.
  • Assassinato de Fernando Vilaça (Julho de 2025): O adolescente de 17 anos foi brutalmente espancado na Zona Leste após reagir a ofensas homofóbicas. Ele sofreu traumatismo craniano e hemorragia intracraniana, falecendo após três dias internado. O caso mobilizou entidades como a Defensoria Pública da Amazonia e o Ministério dos Direitos Humanos.
  • EM janeiro de 2026 Um vídeo registrou uma discussão em um Shopping de Manaus onde um enfermeiro denunciou ter sofrido um ataque homofóbico por parte de uma servidora da Polícia Civil.
  • Indenização por Assédio Moral (outubro de 2024): O Tribunal Superior do Trabalho condenou uma empresa de Manaus a indenizar uma vendedora vítima de homofobia e assédio moral em razão de sua orientação sexual.
  • Transfobia em Instituições de Ensino: Casos reportados na Universidade do Estado Da Amazonia expuseram situações de desrespeito e violação de direitos, gerando protestos de artistas e estudantes trans.
  • Em 2025, Manaus apresentou uma taxa de 0,93 mortes por milhão de habitantes, superando capitais como Rio de Janeiro e São Paulo em letalidade proporcional contra a população LGBTQ+.
  • Violência no Bairro Compensa: Em abril de 2026, um duplo homicídio de dois homens foi registrado no bairro.

 

[À medida que cada notícia é lida, enquanto o povo pede perdão, flores de papel são presas a um galho seco colocado no centro do local de culto. Dessa forma, o galho, de seco, começa a florescer novamente.]

ANÚNCIO DA GRAÇA

Leitor: Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.

Leitor 2: 2 Coríntios 3:17: Busquemos o Senhor, busquemo-Lo incessantemente. Talvez erremos, nos confundamos, às vezes nos sintamos desanimados, mas Ele está pronto para nos chamar pelo nome e nos redimiu da escravidão do pecado, deixando-nos livres para escolher. Deus, Pai e Mãe, abracem-nos enquanto acolhemos com alegria o anúncio da sua graça e do seu perdão. Amém!

Canto de ação de graça

 

LEITURAS BÍBLICAS QUE ACOMPANHAM O TEXTO

1 João 4:16-19 e Lucas 19:1-10

Homilia

Canto de meditação

CONFISSÃO DE FÉ (lido por vários leitores)

L1 Creio em Deus, que nos criou capazes de dar e receber amor. Creio que nossos corpos revelam a sua glória e que os carinhos, os beijos, os abraços daqueles que amam são o seu santuário predileto. Creio que meu corpo, tão frágil e belo, é essencial para dar substância à fé. Não creio em uma fé que nega o corpo, em nome do espírito. Ouso crer que, na experiência única daqueles que amam, entregando-se por inteiro, está o selo do divino.

L2 Creio em Jesus Cristo, que é o corpo de Deus entre nós. Nascido de uma mulher simples, Ele viveu, alegrou-se e sofreu, assim como nós. Ele veio libertar nossos corpos dos demônios do moralismo e da ascese religiosa. Vida ressuscitada, renascida. Aquela vida para a qual todos estamos destinados.

L3 Creio no Espírito, que, como o corpo de uma criança, não pode ficar parado. Ele se move, brinca, dança e cria coisas novas. Ama o ar livre, os jardins e as frutas frescas. Não tem medo de se sujar, correndo pelas ruas do mundo. Refugia-se nas cozinhas, onde as mulheres preparam sobremesas especiais para as festas, onde os sentidos aprendem a saborear a vida.

L4 Creio na Igreja, uma realidade de corpos redimidos e desejantes, libertos da culpa. Uma comunidade capaz de acolher e celebrar as muitas manifestações do amor.

L5 Creio na força, na energia da nossa sexualidade, que nos abre aos outros e ao mistério da vida que se regenera. Amém.

Oração dos fiéis

Pai nosso

Canto da paz

BÊNÇÃO

Juntos: Que Deus nos abençoe e sempre retorne para nos dar as bênçãos do deserto: silêncio, águas frescas, horizontes amplos, um céu aberto e estrelas, para iluminar nosso caminho quando estiver escuro. Que a terra sob nossos pés faça nossos pés dançarem e fortaleça nossas mãos, encha nossos ouvidos com música e nossos narizes com aromas doces.

Que os céus acima de nós encham nosso mundo de ternura e nossos olhos de luz, que infundam alegria em nossos corações e façam uma canção brotar de nossos lábios. Vamos em paz para testemunhar a verdade de Deus no mundo. Que a bondade da criação de Deus seja encontrada nos pequeninos e nos menores entre nós, que Cristo esteja presente nos rostos de nossos semelhantes, que o Espírito Santo nos mostre o caminho para a verdadeira paz. Amém.

Canto final

terça-feira, 14 de maio de 2024

Vigília de Pentecostes Sábado 18 de maio 2024

 



PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAUL

 

Canto de entrada: invocação ao Espírito Santo

Introdução e acolhida de quem preside

Oração

Leitura bíblica: Atos dos Apóstolos 2,1-11b

Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava. Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo. Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua. Cheios de espanto e de admiração, diziam: "Esses homens que estão falando não são todos galileus? Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? Nós que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia, próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua!"


   Salmo 103(104)

Re.: Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor! * Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande!  De majestade e esplendor vos revestis * e de luz vos envolveis como num manto.

— Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras,  e que sabedoria em todas elas! Encheu-se a terra com as vossas criaturas. *Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

— Todos eles, ó Senhor, de vós esperam que a seu tempo vós lhes deis o alimento; vós lhes dais o que comer e eles recolhem, vós abris a vossa mão e eles se fartam.

— Se tirais o seu respiro, eles perecem e voltam para o pó de onde vieram; enviais o vosso espírito e renascem e da terra toda a face renovais. 


Leitura: Santa Dulce dos Pobres: perseverança e bondade na prática do amor ao próximo

Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Foi com esse nome que Irmã Dulce dos Pobres foi batizada, após o nascimento em 26 de maio de 1914, em Salvador (BA). Aos sete anos, a pequena perdeu a mãe, mas a família não se abalou na fé. O pai a criou junto aos dois irmãos no caminho religioso. Cresceu em um lar cheio de amor e, ainda na infância, aprendeu a importância da caridade. Tanto que, aos treze anos de idade, passou a acolher mendigos e doentes na porta de casa e transformou a residência da família num centro de atendimento, que, mais tarde, ficaria conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’. Destemida e com grande senso de justiça, Maria Rita se formou para ser professora e sentiu nessa época o chamado à vida religiosa, após visitar com uma tia, áreas onde moravam pessoas carentes. Então, em 1933, a jovem ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. No ano seguinte, fez os votos de fé e ao receber o hábito, escolheu o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.

De volta a Salvador, já como freira, sua primeira missão foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação religiosa. Era na paróquia da Boa Viagem que irmã Dulce se colocava diante de Deus e visitava Jesus na Eucaristia. A igreja faz parte do convento de Santo Antônio, onde ela viveu. Em sua missão, foi luz para a vida de muitos já que nunca deixou de pensar nos pobres.

Ela que teve uma vida marcada por trabalhos assistenciais feitos em comunidades carentes de Salvador se doou por amor ao próximo, a exemplo de Cristo. Só pra se ter uma ideia, dormiu por trinta anos em uma cadeira de madeira, para cumprir a promessa feita para que sua irmã sobrevivesse a uma gravidez de alto risco. Mulher de fé que sempre acreditou na misericórdia de Deus. Quem conviveu com ela, sabe exatamente o carinho que tinha pelas pessoas. “Eu convivia com ela, porque quando ela saía da aula, no Colégio Santo Antônio, ela sempre vinha com uma sacola com bananas e pedia ajuda para carregar. Tem uma fábrica de tecido aqui e ela ajudava os operários pobres. Ela ficava preocupada com aqueles homens e ia lá levar as bananas para eles e os ensinava a fechar os olhos e imaginar que as bananas eram carne. Ela era diferente, não era deste mundo”, lembra Maria Helena, amiga de Ir. Dulce.

Foram anos de trabalho que iam além do exercício de sua religiosidade, era de total dedicação e cuidado com a vida humana. Chegou inclusive a construir e manter uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, as Obras Sociais Irmã Dulce. E mesmo com a saúde debilitada, não interrompeu o seu trabalho com os mais necessitados. A fragilidade com que viveu os últimos anos de sua vida, com 70% da capacidade respiratória, não impediu que irmã Dulce desse seu testemunho de amor e fé ao Pai. Já debilitada, precisou ser internada e quem passou por esse momento com ela, lembra com carinho da relação que teve com o Anjo Bom da Bahia, que viveu os últimos momentos da vida pela força da fé. “Eu tive a graça de conviver com ela, de cuidar dela na UTI e pra mim foi uma graça muito grande. Eu já sentia que ela era uma pessoa diferente”, conta Ir. Olívia Lucinda da Silva.

Silencio

Canto de meditação

Momento simbólico: Todos se aproximam ao Cirio pascal para acender a vela enquanto é cantado um hino ao Espírito Santo

Orações dos fiéis

Pai nosso

Oração e benção

Canto final