O Sínodo dos Jovens65 afirmou
que as juventudes têm um papel indispensável na renovação sinodal da Igreja,
pois trazem forte sensibilidade à espiritualidade, à
busca de sentido da vida, à
fraternidade, à justiça social e ao cuidado da Casa Comum. Por isso, é urgente
que nossas comunidades lhes abram espaço real, para que vivam seu processo de
discernimento vocacional, acolhendo suas formas criativas de viver o Evangelho
para que sejam protagonistas da missão da Igreja, especialmente na
evangelização dos jovens de sua geração.
86. No jubileu dos jovens, o
Papa Leão XIV afirmou que não fomos feitos para uma “vida onde tudo é óbvio e
parado, mas para uma existência que se renova constantemente no dom, no amor”,
que “aspiramos continuamente a um ‘algo mais’ que nenhuma realidade criada nos
pode dar”, que “sentimos uma sede tão grande e ardente que nenhuma bebida deste
mundo pode saciar”, que é preciso abrir o coração a Cristo, deixando-o entrar,
“para depois nos aventurarmos com Ele rumo aos espaços eternos do infinito”66.
87. A Igreja, ao dedicar um
Sínodo inteiro às juventudes, assumiu uma prioridade pastoral histórica:
investir tempo, energia e recursos para caminhar com os jovens67,
oferecendo-lhes o testemunho da proximidade, do amor que escuta e acompanha,
capaz de tocar a vida e despertar esperança. Para isso, nossas dioceses e
comunidades precisam acolher as expressões juvenis, fortalecendo o Setor
Juventude, e oferecer um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, capaz
de gerar uma conversão de estilo de vida que impulsione à missão. Só assim a
Igreja poderá estar ao lado deles com linguagem, gestos e caminhos que falem ao
coração e abram horizontes de fé e missão. Todos os ministérios, pastorais,
organismos, serviços, movimentos e grupos são corresponsáveis pela acolhida dos
jovens e promoção da pastoral juvenil.
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