Paolo Cugini
Para motivar a nossa participação
á vigília pelas vítimas da homotransfobia de hoje a noite as 19,30 em são Vicente,
coloco aqui alguns dados.
Em 2025, o Brasil registrou
257 mortes violentas de pessoas LGBTQIA+, confirmando sua posição entre os
países mais perigosos do mundo para essa população.
Manaus também figurou como a
capital brasileira com o maior índice de violência contra a comunidade
LGBTQIA+, liderando em
homicídios. Dados coletados por importantes organizações da sociedade civil,
como o Grupo Gay da Bahia (GGB) e a Associação Nacional de Travestis e
Transexuais (ANTRA), fundada em 1992, revelam um quadro preocupante de extrema
violência.
No Brasil, uma pessoa da
comunidade LGBTQIA+ foi assassinada a cada 34 horas ao longo do ano. Mulheres
trans e travestis continuam sendo os principais alvos da violência letal,
representando a grande maioria dos crimes contra a identidade de gênero.
O relatório da ANTRA indicou
que, embora os homicídios de pessoas trans tenham diminuído 34% oficialmente,
houve um aumento significativo nas tentativas de homicídio, demonstrando que a
hostilidade física permanece alta. O Atlas da Violência destaca que, no geral,
os relatos de ataques contra gays, bissexuais e pessoas trans no sistema de
saúde aumentaram mais de 1.000% na última década, resultado de uma maior
coragem para denunciar, combinada com o aumento do discurso de ódio.
Pessoalmente acho que perante
o silencio assustador sobre este tema tão delicado, o mínimo que uma comunidade
cristã pode fazer é se reunir para rezar, invocar o Espírito Santo. É por isso
que, mais uma vez, convido a todas e todos a participara da vigia de esta
noite.
