quarta-feira, 4 de março de 2026

FORÇA FEMININA: FÉ QUE SUSTENTA, AMOR QUE TRANSFORMA

 




Paolo Cugini

(Membro do OIVD, Observatório Interreligioso sobre a violência ás mulheres)

 

 Palestra realizada na semana da mulher na comunidade de santo Antônio, quanrta feira 4 março 2026


Introdução

Em 2025, o Brasil atingiu um novo recorde histórico de feminicídios, com números que variam entre 1.461 e 1.518 vítimas, dependendo da fonte e da consolidação dos dados estaduais. Estas mortes acontecem dentro as paredes de casa. É o marido matando a mulher, o ex-namorado espancando e assim em diante. Na grande maioria dos casos o problema é dentro de casa.

De onde vem este problema?

É um problema cultural chamado patriarcado que considera a mulher inferior ao homem, criando relações desiguais, que provocam situações de violência sobretudo entre o lar familiar.

O patriarcado não deixa espaço para as mulheres se manifestarem, porque esta cultura não acha importante a mulher estudar pois a mulher deve somente fazer filhos. Por isso na história não temos muitas figuras femininas de relevância: não tiveram espaço para ela se manifestarem.

 As igrejas contribuem a incentivar este ódio contra as mulheres todas as vezes que apoiam uma leitura fundamentalista da Bíblia.

Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva.  E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão. Salvar-se-á, porém, dando à luz filhos, se permanecerem com sobriedade na fé, no amor e na santificação (1 Tim 2,12-15).

Problema: Como é possível para uma mulher acreditar em Deus numa cultura patriarcal e machista?

Algumas biblistas resgataram a proposta autêntica de Jesus, que criou um grupo de discípulos e discipulas iguais (Lc 8,103), arrebentando a cultura patriarcal por dentro.

Uma maneira de resgatar a proposta de Jesus é dar espaço para as mulheres na Igreja. Na nossa paróquia, por exemplo, 7 dos 8 coordenadores pastorais, são mulheres e vários cargos são assumidos por mulheres.

Temos alguns exemplos de mulheres, aliás muitos exemplos de mulheres que viveram com grande força derivada da fé a própria experiencia de vida.

·         Edith Stein.

·         Simone Weil

·         Hipátia

Conclusão. Vale a pena celebrar a semana da mulher para tomar consciência da gravidade do problema e tomar algumas providencias que modificam a cultural patriarcal e machista que marca o nosso dia a dia. Tomar consciência não basta, é preciso tomar decisões que mudem a nossa maneira de pensar, de agir. Criar caminhos de igualdade e de respeito entre homens e mulheres é a melhor forma de celebrar o dia da mulher.

 

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