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sábado, 6 de junho de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 11 JUNHO 2026

 




11º Domingo do Tempo Comum

 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Mt 9,36-10,8

Naquele tempo, 36 Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37 "A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38 Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!" 10,1 Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. 2 Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; 3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4 Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. 5 Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: "Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6 Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7 Em vosso caminho, anunciai: 'O Reino dos Céus está próximo'. 8 Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!"

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Eusébio de Emessa-Sermão 14

Os Apóstolos pregavam a Jesus Crucificado

Dois homens entravam na cidade; dois homens sem provisão de pão, sem dinheiro, sem túnica reserva. Quem tu imaginas que os recebia? Que portas lhe seriam abertas? Quem era aquele que os reconhecia? Que hospedagem lhes era preparada e onde? Não te admiras o poder de quem os envia e a fé dos que são enviados? Dois peregrinos faziam sua entrada na cidade. De que eram portadores? O que é que pregavam? “Foi crucificado”, diziam. Para os judeus, eram homens de origem humilde, ignorantes, sem cultura, pobres. Sua pregação: a cruz! Daí a fé. Porém o valor abre passo através das dificuldades. Prega-se a cruz e os templos são destruídos; prega-se a cruz e são vencidos os reis. Prega-se a cruz e os sábios são convencidos de erro, as festas pagãs são abolidas e seus deuses suprimidos.

Por que te admiras de que se tenha dado crédito aos apóstolos, ou de que tinham sido capazes de crer, ou porque tenham se convertido ou sido acolhidos? Que não nos passem por alto tantas maravilhas. Alguns peregrinos, desconhecidos, que a ninguém conheciam, portadores de nada chamativo, percorreram o mundo pregando ao crucificado, opondo o jejum à libertinagem, a molesta castidade à lascívia. Normas estas que necessariamente resultariam em intoleráveis aos povos menos predispostos a aceitar algumas exortações de honestidade tão disputadas com seus nefandos costumes.

E, contudo, apropriavam-se das pessoas e ocupavam cidades. Com que efetivos? Com a força da cruz. Aquele que os enviou não lhes deu ouro. O tinham - e em abundância - os reis. Porém lhes digo algo que os reis são incapazes de adquirir ou possuir: para alguns homens mortais lhes deu o poder de ressuscitar mortos; a eles, homens sujeitos à enfermidade, autorizou-lhes a curar as enfermidades. Um rei não pode ressuscitar a um soldado dentre os mortos, e o próprio rei está sujeito à enfermidade.

Mas quem os enviou ressuscita e cura os enfermos. Compara agora as riquezas dos reis e as riquezas dos apóstolos. Fixa-te na diversa condição social: o rei é nobre, os apóstolos, humildes; porém, sendo mortais, realizaram coisas divinas com a ajuda de Deus. E se alguém pretende que os apóstolos não fizeram milagres, nossa admiração se eleva. De fato, ressuscitaram-se mortos, deram vista aos cegos, fizeram os coxos caminharem e limparam os leprosos, mediante estes sinais varreram a irreligiosidade e implantaram a fé; é realmente admirável não acreditem nestes milagres dos quais existe escrita constante.

Antes da crucificação os discípulos não fizeram milagre algum; depois da crucificação realmente os fizeram. E se fizeram alguma coisa antes da crucificação, não teve nenhuma repercussão: mas quando o sangue divino apagou o registro que nos condenava com suas cláusulas e era contrário a nós; quando nós, imundos, fomos lavados no sangue; quando a morte foi vencida pela morte; quando por um homem, Deus abateu aquele que devorava os homens; quando pela obediência, deu morte ao pecado; quando Adão foi reabilitado por um homem; quando por meio da Virgem, foi cancelado o erro originário, é então que os apóstolos obedecem e as sombras despertam aos homens que dormem.

É que a força divina se tinha apoderado daqueles a quem ela lhes foi enviada. Já não eram como antes, aquilo que nós éramos: tinha sido revestidos. E assim como o ferro, antes de ser colocado junto ao fogo, é frio e em tudo semelhante a qualquer outro ferro, porém quando é posto no fogo e se torna incandescente, perde a sua frieza natural e irradia outra natureza abrasada, idêntica operação realizam os homens mortais que foram revestidos de Jesus. Assim o ensina Paulo quando diz: Já não sou eu que vivo - estou morto com uma ótima morte! - é Cristo que vive em mim.

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

sábado, 30 de maio de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 4 JUNHO 2026

 



Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

 

 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 6, 51-58

Naquele tempo: disse Jesus às multidões dos judeus: 51 "Eu sou o pão vivo descido do céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo". 52 Os judeus discutiam entre si, dizendo: "Como é que ele pode dar a sua carne a comer?" 53 Então Jesus disse: "Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. 54 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. 55 Porque a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue, verdadeira bebida. 56 Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele. 57 Como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo por causa do Pai, assim aquele que me recebe como alimento viverá por causa de mim. 58 Este é o pão que desceu do céu. Não é como aquele que os vossos pais comeram. Eles morreram. Aquele que come este pão viverá para sempre".

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Santo Agostinho - Sermão 272

Cristo consagrou em sua mesa o mistério da paz e de nossa unidade

 

Isto que enxergais sobre o altar de Deus é um pão e um cálice: disto dão testemunho os vossos próprios olhos; em vez disso, vossa fé vos ensina a ver no pão o Corpo de Cristo, e no cálice o Sangue de Cristo.

Eu vos disse em breves palavras, e talvez para a fé lhe seja suficiente; porém a fé deseja ser instruída. Poderíeis agora replicar-me: Ordenaste-nos que creiamos, explica-nos para que compreendamos. Pode, de fato, aflorar este pensamento na mente de qualquer um: sabemos de quem assumiu a carne nosso Senhor Jesus Cristo: da Virgem Maria. De pequeno foi amamentado, alimentado, cresceu, chegou à idade juvenil, foi morto no madeiro, foi descido da cruz, foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia e, no dia que quis, subiu ao céu levando ali o seu próprio corpo; e dali há de vir para julgar os vivos e os mortos, estando sentado à direita do Pai. Como o pão pode ser seu Corpo? E o cálice, ou o que o cálice contém, como pode ser seu Sangue?

Estas coisas, irmãos, chamam-se sacramentos, porque uma coisa é o que se vê e outra o que se subentende. O que se vê tem um aspecto corporal, o que se subentende possui um fruto espiritual. Se queres compreender o Corpo de Cristo, escuta ao Apóstolo dirigindo-se aos fieis: Vós sois o corpo de Cristo e seus membros.

Portanto, se vós sois o corpo de Cristo e seus membros, sobre a mesa do Senhor está colocado vosso mistério: recebeis vosso mistério. Ao que sois respondeis Amém, e ao responder o firmais. Realmente, se te diz: O Corpo de Cristo, respondeis: Amém. Sê membro do Corpo de Cristo e teu Amém será verdadeiro.

E por que, pois, no pão? Para não desembarcar aqui nada de nossa colheita, escutemos ao mesmo Apóstolo, que falando deste sacramento afirma: O pão é um, e assim nós, embora sendo muitos, formamos um só corpo. Sabei que o pão não se faz de um só grão, mas de muitos. Sede o que vedes e recebereis o que sois. Isto é o que disse o Apóstolo falando do pão. O que é que temos que entender pelo cálice nos insinua claramente, ainda que sem dizê-lo. Assim como para obter a espécie visível do pão teve que fundir muitos grãos em uma só realidade, para que se verifique o que a Escritura santa disse dos fiéis: Todos pensavam e sentiam o mesmo, o mesmo acontece com o vinho. Recordai, irmãos, como se elabora o vinho. São muitos os grãos que compõem o cacho, mas o suco dos grãos se confunde em uma só realidade.

Assim também Cristo, o Senhor, nos selou, quis que lhe pertencêssemos, consagrou em sua mesa o mistério da paz e de nossa unidade. Aquele que recebe o mistério da unidade e não mantém o vínculo da paz não recebe o mistério em seu favor, mas como testemunho contra ele.

 

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 21 MAIO 2026

 




DOMINGO DE PENTECOSTES

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 20, 19-23

19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Santo Agostinho - Sermão 271

 Em vós se realiza aquilo que era prenunciado nos dias da vinda do Espírito Santo

Amanheceu para nós, irmãos, o dia venturoso em que a santa Igreja brilha nos rostos de seus fieis e arde em seus corações. Porque celebramos aquele dia em que nosso Senhor Jesus Cristo, glorificado pela Ascensão após sua Ressurreição, enviou o Espírito Santo. Assim está realmente descrito no Evangelho: O que tenha sede, diz, venha a mim; o que crê em mim, que beba: de seu interior manarão rios de água viva. O explica em seguida o evangelista, dizendo: Dizia isto referindo-se ao Espírito que receberiam os que cressem n’Ele. Mas ainda não tinha dado o Espírito, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado. Restava, portanto, que uma vez glorificado Jesus após sua Ressurreição dentre os mortos e sua Ascensão ao céu, imediatamente se seguisse a doação do Espírito Santo enviado pelo mesmo que o tinha prometido. Como de fato aconteceu.

Na realidade, depois do Senhor ter convivido com seus discípulos, após sua Ressurreição, durante quarenta dias, subiu ao céu e, no dia quinquagésimo, que hoje celebramos, enviou o Espírito Santo, conforme está escrito: De repente, um ruído do céu, como de um vento forte, ressoou em toda a casa; apareceram umas línguas de fogo, que se repartiam, pousando sobre cada um deles. E começaram a falar em línguas estrangeiras, cada um na língua que o Espírito lhe sugeria.

Aquele vento purificava os corações da palha carnal; aquele fogo consumia o feno da antiga concupiscência; aquelas línguas em que falavam os que estavam plenos do Espírito Santo prefiguravam a futura Igreja, mediante as línguas de todos os povos. Pois assim como depois do dilúvio a soberba impiedade dos homens edificou uma grandiosa torre contra o Senhor, ocasião na qual o gênero humano mereceu ser dividido pela diversidade de línguas, de modo que cada nação falasse sua própria língua para não ser entendido pelas demais; assim a humilde piedade dos fieis reduziu essa diversidade de línguas à unidade da Igreja, de maneira que aquilo que a discórdia tinha dispersado, o reunisse a caridade; e, assim, os membros dispersos do gênero humano, qual membros de um mesmo corpo, fossem reintegrados à unidade de uma única cabeça, que é Cristo, e fundidos na unidade do corpo santo mediante o fogo do amor.

Entretanto, deste dom do Espírito Santo estão totalmente excluídos os que odeiam a graça da paz e os que não mantêm a harmonia da unidade. E ainda que também eles se reúnam hoje solenemente, ainda que escutem estas leituras nas quais o Espírito Santo é prometido e enviado, as escutam para sua condenação, não para sua recompensa. De fato, de que lhes aproveita ouvir com os ouvidos o que rejeitam com o coração? De que lhes serve celebrar a festa d’Aquele cuja luz odeiam?

Em vez disso vós, meus irmãos, membros do corpo de Cristo, germens da unidade, filhos da paz, festejai este dia com alegria, celebrem-no com satisfação. Em vós se realiza o que se preanunciava nos dias da vinda do Espírito Santo. Assim como naquela ocasião os que recebiam o Espírito Santo, mesmo sendo um só homem, falava todas as línguas, assim também agora por todas as nações e em todas as línguas fala essa mesma unidade, radicados na qual possuís o Espírito Santo, mas com a condição de que não estejais separados por cisma algum da Igreja de Cristo, que fala todas as línguas.

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

sexta-feira, 8 de maio de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 14 MAIO 2026

 




Ascensão do Senhor | Solenidade 

 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Mt 28,16-20

Naquele tempo, 16 Os onze discípulos foram para a Galileia, ao monte que Jesus lhes tinha indicado. 17 Quando viram Jesus, prostraram-se diante dele. Ainda assim alguns duvidaram. 18 Então Jesus aproximou-se e falou: "Toda a autoridade me foi dada no céu e sobre a terra. 19 Portanto, ide e fazei discípulos meus todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, 20 e ensinando-os a observar tudo o que vos ordenei! Eis que eu estarei convosco todos os dias, até ao fim do mundo".

 

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  São Leão Magno - Homilia da Ascensão do Senhor - Ano A

O que foi visível em nosso Redentor, passou para os ritos sacramentais

O mistério de nossa salvação, amadíssimos, que o Criador do universo abonou no preço de seu sangue, foi realizado segundo uma economia de humildade desde o dia de seu nascimento corporal até o término de sua Paixão. E ainda que sob a condição de servo irradiaram muitos sinais manifestativos de sua divindade, contudo, toda a atividade deste período esteve orientada propriamente para demonstrar a realidade da humanidade assumida. Apesar disso, depois da Paixão, rompidas as cadeias da morte que, ao recair n’Aquele que não conheceu o pecado perdera toda a sua malignidade, a debilidade se converteu em fortaleza, a mortalidade em eternidade, a ignomínia em glória, glória que o Senhor Jesus tornou manifesta diante de muitas testemunhas através de numerosas provas, até o dia em que introduziu nos céus o triunfo da vitória obtida sobre os mortos.

E assim como na solenidade da Páscoa a Ressurreição do Senhor foi para nós causa de alegria, assim também agora sua Ascensão ao céu é para nós um novo motivo de júbilo, ao recordar e celebrar liturgicamente o dia em que a pequenez de nossa natureza foi elevada, em Cristo, acima de todos os exércitos celestiais, de todas as categorias de anjos, de toda a sublimidade das potestades até compartir o trono de Deus Pai. Fomos estabelecidos e edificados por este modo de operar divino, para que a graça de Cristo se manifestasse mais admiravelmente, e assim, apesar da presença visível do Senhor ter sido afastada da vista dos homens – pela qual se alimentava o respeito deles para com Ele –, a fé se mantivesse firme, a esperança impassível e o amor ardente.

Nisto consiste, de fato, o vigor dos espíritos verdadeiramente grandes, isto é, o que a luz da fé realiza nas almas realmente fieis: crer sem vacilação o que nossos olhos não veem, ter o desejo fixo naquilo que nosso olhar não pode alcançar. Como esta piedade poderia nascer em nossos corações, ou como poderíamos ser justificados pela fé se a nossa salvação consistisse somente no que nos é dado ver? Por isso o Senhor disse àquela Apostolo que não cria na Ressurreição de Cristo enquanto não averiguasse com a vista e o tato, em sua carne, os sinais da Paixão: Crestes porque me vistes? Bem-aventurados os que creram sem terem visto.

Assim, para tornar-nos capazes, amadíssimos, de semelhante bem-aventurança, nosso Senhor Jesus Cristo, após ter realizado tudo o que convinha para a pregação evangélica e aos mistérios do Novo Testamento, quarenta dias após a Ressurreição, elevando-se ao céu à vista dos seus discípulos, findou a sua presença corporal para sentar-se à direita do Pai, até que se cumpram os tempos divinamente estabelecidos nos quais se multipliquem os filhos da Igreja, e Ele volte, na mesma carne com a qual ascendeu aos céus, para julgar os vivos e os mortos. Assim, todas as coisas referentes a nosso Senhor que antes eram visíveis, passaram a ser ritos sacramentais; e para que nossa fé fosse mais firme e valiosa, a visão foi substituída pela instrução, de maneira que, doravante, nossos corações, iluminados pela luz celestial, devem apoiar-se nesta instrução.

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

sábado, 2 de maio de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 7 MAIO 2026

 




VI DOMINGO DE PÁSCOA

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 14, 15-21

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 15 Se me amais, guardareis os meus mandamentos, 16 e eu rogarei ao Pai, e ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre convosco: 17 o Espírito da Verdade, que o mundo não é capaz de receber, porque não o vê nem o conhece. Vós o conheceis, porque ele permanece junto de vós e estará dentro de vós. 18 Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós. 19 Pouco tempo ainda, e o mundo não mais me verá, mas vós me vereis, porque eu vivo e vós vivereis. 20 Naquele dia sabereis que eu estou no meu Pai e vós em mim e eu em vós. 21 Quem acolheu os meus mandamentos e os observa, esse me ama. Ora, quem me ama, será amado por meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele.

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  São João Crisóstomo- Sermão 75 sobre o Evangelho de São João

Não vos deixareis desamparados

 

Se me amais, guardareis os meus mandamentos. Eu vos dei um mandamento: que vos amei mutuamente e façais uns aos outros como Eu fiz convosco. Nisto consiste o amor: em cumprir os mandamentos e colocar-se a serviço do amado. E eu pedirei ao Pai que vos dê outro Defensor. São palavras de despedida. E como ainda não o conheciam bem, era muito provável que eles teriam de buscar ansiosamente a companhia do ausente, suas palavras, sua presença física, e que não teriam de aceitar, uma vez que Ele tivesse partido, nenhum tipo de consolo. E o que Ele diz? Eu pedirei ao Pai que vos dê outro Defensor, isto é, outro como eu.

Depois de tê-los purificado com o seu sacrifício, então sobrevoou o Espírito Santo. Por que não veio quando Jesus estava com eles? Porque ainda não se tinha oferecido o sacrifício. Mas uma vez que o pecado foi apagado e eles, enviados aos perigos, se disporiam para a luta, era necessário o envio do Consolador. E por que o Espírito não veio imediatamente depois da Ressurreição? Justamente para que, avivados por um desejo mais ardente, o recebessem com maior fruto.

De fato, enquanto Cristo estava com eles, não conheciam a aflição; mas quando Ele se foi, ao ficarem sozinhos e tomados de temor, haveriam de recebê-lo com um maior anelo. Que permaneça sempre convosco, isto é, não vos abandonará nem mesmo depois da morte. E para que, ao ouvir falar do Defensor, não pensassem em uma nova encarnação e acolhessem a esperança de vê-lo com seus próprios olhos, a fim de afastar semelhante suspeita, diz: O mundo não pode recebê-lo porque não o vê.

Porque não viverá convosco como Eu, mas sim habitará em vossas almas, pois é isso que quer dizer permaneça convosco. O chama Espírito da verdade, ligando assim as figuras da antiga Lei. Para que permaneça convosco. Que significa permaneça convosco? O mesmo que disse de si mesmo: Eu estou convosco. Mas ainda insinua outra coisa: Não vai padecer o que Eu padeci, nem se ausentará.

O mundo não pode recebê-lo porque não o vê. Mas como? É porque o Espírito se contava entre as coisas visíveis? Em absoluto. O que acontece é que Cristo se refere aqui ao conhecimento, pois acrescenta: nem o conhece, já que habitualmente se chama visão ao conhecimento penetrante. Realmente, sendo a vista o mais destacado dos sentidos, mediante ela sempre designa o conhecimento penetrante. Ele chama aqui “mundo” aos perversos, e desta forma consola aos seus discípulos, oferecendo-lhes este precioso dom. Vede como exalta a grandeza deste dom. Diz que é distinto d’Ele; acrescenta: “não vos deixará”; insiste: virá unicamente a eles, como também Eu vim. Disse: Permaneça em vós; mas nem mesmo assim dissipou sua tristeza. Ainda o buscavam, queriam sua companhia. Para tranquiliza-los diz: Tampouco Eu vos deixarei desamparados, voltarei. Ele diz: Não temais; não disse que vos enviarei outro Defensor porque Eu vou deixar-vos para sempre; nem disse: vive em vós, como se não tenha de voltar a vê-los. Na realidade, também Eu virei a vós. Não vos deixarei desamparados.

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

sexta-feira, 24 de abril de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 30 SBRIL 2026

 




V Domingo de Páscoa

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 14, 1-12

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1 "Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, 3 e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. 4 E para onde eu vou, vós conheceis o caminho". 5 Tomé disse a Jesus: "Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?" 6 Jesus respondeu: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7 Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes". 8 Disse Felipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!" 9 Jesus respondeu: "Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: 'Mostra-nos o Pai'? 10 Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai, que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11 Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12 Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai".

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Santo Ambrósio - Tratado sobre o bem da morte

O lugar: junto ao Pai; o caminho: Cristo

Caminhemos destemidamente em direção ao nosso Redentor, Jesus; caminhemos destemidamente para aquela assembleia dos santos, para aquela reunião dos justos. Pois nós caminharemos ao encontro com nossos pais, ao encontro com os mentores da nossa fé: e talvez, se não pudermos mostrar obras, que a fé venha em nosso auxílio, a nossa origem nos defenda. Porque o Senhor será a luz de todos; e aquela luz verdadeira que ilumina a todo homem resplandecerá sobre todos. Nos encaminharemos para aquele lugar onde o Senhor Jesus preparou moradas para os seus humildes servos, para que onde Ele esteja, estejamos também nós. Esta foi sua vontade. Quais sejam estas moradas, ouve-o dizer: Na casa de meu Pai há muitas moradas. E qual é sua vontade? Voltarei, disse, e vos levarei comigo, para que onde Eu estou, estejais vós também.

Porém, me contestarás que falava unicamente aos discípulos, que somente a eles lhes prometeu as muitas moradas. Então, somente as preparava para os onze? E como se cumprirá aquilo de que virão de todas as partes e se sentarão no Reino de Deus? Será porque podemos duvidar da eficácia da vontade divina? Porém, em Cristo, querer e fazer são uma só coisa. Com frequência assinalou-lhes o caminho, indicou-lhes o lugar, dizendo: E para onde eu vou, vós já conheceis o caminho. O lugar: junto do Pai; o caminho: Cristo, como Ele mesmo disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai a não ser por mim.

Penetremos por este caminho, mantenhamos a verdade, vamos após a vida. É o caminho que conduz, a verdade que confirma, a vida que se entrega. E para que conheçamos seus verdadeiros planos, ao final do discurso acrescenta: Pai, este é meu desejo: que aqueles que me confiaste estejam comigo onde Eu estou, e contemplem a minha glória. Pai: esta repetição é confirmatória, o mesmo que aquilo: Abraão, Abraão! E em outro lugar: Eu, eu era quem por minha conta apagava os teus crimes. De forma muito bela pede aqui o que antes tinha prometido. E este primeiro prometer e em seguida pedir, e não ao inverso, primeiro pedir e depois prometer, é um prometer como juiz do dom, consciente de seu próprio poder; pede ao Pai como intérprete da piedade. Prometeu primeiro, para que conheças seu poder; depois pediu, para que percebas sua piedade. Não pediu primeiro e depois prometeu, para que não parecesse que prometia aquilo que previamente tinha alcançado, mas que concedia o que antes tinha prometido. Nem consideres supérfluo que pedisse, pois desta maneira te expressa sua comunhão com a vontade do Pai, o qual é uma prova de unidade, e não de aumento de poder.

Seguimos-te, Senhor Jesus; mas chamamos para que possamos seguir-te, já que sem ti ninguém pode subir. Porque tu és o caminho, a verdade, a vida, a possibilidade, a fé, o prêmio. Recebe aos teus como o caminho, confirma-os como a verdade, vivifica-os como a vida.

 

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 23 ABRIL 2026

 




IV DOMINGO PÁSCOA

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 10,1-10

Naquele tempo, disse Jesus: 1 "Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2 Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3 A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4 E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5 Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos". 6 Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7 Então Jesus continuou: "Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9 Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  São Clemente de Alexandria. O Pedagogo

O rebanho necessita do Pastor

 

As pessoas em bom estado de saúde não necessitam de médico, ao menos enquanto estão bem; os enfermos, ao contrário, necessitam de sua arte. Da mesma forma, nós que nesta vida estamos enfermos, oprimidos pelos desejos vergonhosos de intemperança condenável, de todas as outras desordens de nossas paixões, necessitamos do Salvador. Ele nos aplica doces medicamentos, mas também remédios amargos: as raízes amargas do temor detêm as úlceras do pecado. Eis porque o temor, embora seja amargo, é saudável.

Por isso nós, os enfermos, necessitamos do Salvador; extraviados, daquele que nos guie; cegos, daquele que nos ilumine; sedentos, da fonte de água viva; e aqueles que bebem dela nunca mais terão sede; mortos, necessitamos da vida; o rebanho, do Pastor; as crianças, do Pedagogo; e toda a humanidade necessita de Jesus: por receio que, sem guia e sendo pecadores, caiamos na condenação final. É necessário, ao contrário, que sejamos separados da palha e empilhados no celeiro do Pai. A pá está na mão do Senhor, e com ela separa o trigo do joio destinado ao fogo.

Se quisermos, podemos compreender a profunda sabedoria do santo Pastor e Pedagogo, o onipotente Verbo do Pai, quando, servindo-se da alegoria, proclama-se pastor do rebanho; Ele é também o pedagogo dos pequeninos.

É assim que Ele aborda amplamente, através de Ezequiel, aos anciãos, e que lhes dá o exemplo salutar de uma solicitude esmerada: Cuidarei do que está ferido, e curarei o que está fraco, trarei de volta os que se extraviaram, e os apascentarei eu mesmo no meu santo nome. Tal é a promessa de um bom pastor. Apascenta as tuas criaturas como a um rebanho!

Sim, Senhor, sacia-nos; dá-nos com abundância o pasto de tua justiça; sim, Pedagogo, conduz-nos até o teu santo monte, até a tua Igreja, a que está colocada no alto, acima das nuvens, que toca os céus! E eu serei, diz Ele, seu Pastor, e estarei perto deles, como a túnica de sua pele. Ele quer salvar a minha carne, revestindo-a com a túnica da incorruptibilidade, e ungiu a minha pele.

Eles me chamarão, diz o Senhor, e Eu lhes direi: Aqui estou. Me escutas muito antes do que eu esperava, Senhor. Se cruzarem as águas, não resvalarão, diz o Senhor. De fato, não cairemos na corrupção, os que cruzamos até a incorruptibilidade, porque Ele nos sustentará. Ele disse e quis.

Assim é nosso Pedagogo: realmente bom. Não vim, disse Ele, para ser servido, mas para servir. Por isso o Evangelho o revela fatigado: se fadiga por nós e prometeu dar sua vida como resgate por muitos.

Somente o bom pastor – acrescenta – se comporta assim. Que grande benfeitor; entrega por nós o que tem de melhor: sua vida! Que grande benfeitor e amigo do homem, aquele que, sendo Senhor, quis ser seu irmão! E sua bondade chegou a tal extremo, que morreu por nós.

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 16 ABRIL 2026

 




 

III DOMINGO PÁSCOA

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Lc 24, 13-35

13 Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou: "O que ides conversando pelo caminho?" Eles pararam, com o rosto triste, 18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: "Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?" 19 Ele perguntou: "O que foi?" Os discípulos responderam: "O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20 Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23 e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu". 25 Então Jesus lhes disse: "Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26 Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?" 27 E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: "Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!" Jesus entrou para ficar com eles. 30 Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32 Então um disse ao outro: "Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?" 33 Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34 E estes confirmaram: "Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!" 35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Santo Agostinho - Sermão 234

Sobre a Ressurreição de Cristo segundo o Evangelho de São Lucas

 

Durante estes dias lemos o relato da Ressurreição do Senhor segundo os quatro evangelistas. E é necessário ler a todos, porque cada evangelista separadamente não disse tudo, mas o que um omite o outro relata. E de tal forma se completam mutuamente que todos são necessários.

O evangelista Marcos apenas esboçou o que Lucas narrou mais amplamente a respeito daqueles dois discípulos, que não eram do grupo dos Doze, mas que, entretanto, eram discípulos; aos quais o Senhor apareceu quando estavam a caminho e se pôs a caminhar com eles. Marcos se limita a dizer que o Senhor apareceu a dois deles que estavam de viagem; ao invés, o evangelista Lucas nos conta – como acabamos de escutar – tudo o que Jesus lhes disse, o que lhes respondeu, até onde caminhou com eles e como o reconheceram na fração do pão.

O que é, irmãos, o que é que aqui se debate? Tratamos de garantir-nos na fé que nos assegura que Cristo, o Senhor, ressuscitou. Já críamos quando escutamos o Evangelho e ao entrar hoje nesta igreja já éramos crentes; entretanto, não sei por que se ouve sempre com alegria o que refresca a nossa memória. E como não vai alegrar-se nosso coração desde o momento em que nos parece sermos melhores que estes dois que estão a caminho e a quem o Senhor aparece? Pois nós cremos o que eles ainda não criam. Tinham perdido a esperança, enquanto que nós não temos dúvida alguma sobre o que para eles constituía motivo de dúvida.

Tinham perdido a esperança, porque o Senhor fora crucificado. É o que suas palavras dão a entender. Quando Jesus lhes disse: Sobre o que conversavam no caminho e por que estais tristes? Eles replicaram: És tu o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que ali aconteceu? Ele lhes perguntou: O quê? Eles lhe responderam: De Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em palavras e obras; como os sumos sacerdotes o entregaram para que o crucificassem. Já faz três dias que isto aconteceu. Nós esperávamos... Esperáveis? Então já não esperais? A isto se reduz vossa condição de discípulos? Supera-vos o ladrão na cruz. Vós esquecestes a vosso Mestre, ele reconheceu ao que, como ele, pendiam na cruz.

Nós esperávamos... O que é que esperáveis? Que Ele fosse o futuro libertador de Israel. O que esperáveis e, uma vez Cristo crucificado, perdestes, isto é o que o ladrão crucificado reconheceu. De fato, ele disse ao Senhor: Senhor, lembra-te de mim quando chegares ao teu reino. Vejam que Ele era o futuro libertador de Israel, aquela cruz era uma escola. Nela o Mestre ensinou o ladrão. O lenho do qual pendia se converteu em cátedra d’Aquele que ensinava. Que o que vos foi restituído faça renascer a esperança em vós. Como assim aconteceu.

Contudo, recordai, caríssimos, como o Senhor Jesus quis ser reconhecido ao partir o pão por aqueles cujos olhos eram incapazes de reconhecê-lo. Os fieis compreendem o que quero dizer, pois eles também reconhecem a Cristo na fração do pão. Porque não é qualquer pão que se converte no Corpo de Cristo, mas somente o que recebe a bênção de Cristo.

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.