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sexta-feira, 24 de abril de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 30 SBRIL 2026

 




V Domingo de Páscoa

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 14, 1-12

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 1 "Não se perturbe o vosso coração. Tendes fé em Deus, tende fé em mim também. 2 Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fosse, eu vos teria dito. Vou preparar um lugar para vós, 3 e quando eu tiver ido preparar-vos um lugar, voltarei e vos levarei comigo, a fim de que onde eu estiver estejais também vós. 4 E para onde eu vou, vós conheceis o caminho". 5 Tomé disse a Jesus: "Senhor, nós não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?" 6 Jesus respondeu: "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. 7 Se vós me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. E desde agora o conheceis e o vistes". 8 Disse Felipe: "Senhor, mostra-nos o Pai, isso nos basta!" 9 Jesus respondeu: "Há tanto tempo estou convosco, e não me conheces, Felipe? Quem me viu, viu o Pai. Como é que tu dizes: 'Mostra-nos o Pai'? 10 Não acreditas que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo, mas é o Pai, que, permanecendo em mim, realiza as suas obras. 11 Acreditai-me: eu estou no Pai e o Pai está em mim. Acreditai, ao menos, por causa destas mesmas obras. 12 Em verdade, em verdade vos digo, quem acredita em mim fará as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas. Pois eu vou para o Pai".

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Santo Ambrósio - Tratado sobre o bem da morte

O lugar: junto ao Pai; o caminho: Cristo

Caminhemos destemidamente em direção ao nosso Redentor, Jesus; caminhemos destemidamente para aquela assembleia dos santos, para aquela reunião dos justos. Pois nós caminharemos ao encontro com nossos pais, ao encontro com os mentores da nossa fé: e talvez, se não pudermos mostrar obras, que a fé venha em nosso auxílio, a nossa origem nos defenda. Porque o Senhor será a luz de todos; e aquela luz verdadeira que ilumina a todo homem resplandecerá sobre todos. Nos encaminharemos para aquele lugar onde o Senhor Jesus preparou moradas para os seus humildes servos, para que onde Ele esteja, estejamos também nós. Esta foi sua vontade. Quais sejam estas moradas, ouve-o dizer: Na casa de meu Pai há muitas moradas. E qual é sua vontade? Voltarei, disse, e vos levarei comigo, para que onde Eu estou, estejais vós também.

Porém, me contestarás que falava unicamente aos discípulos, que somente a eles lhes prometeu as muitas moradas. Então, somente as preparava para os onze? E como se cumprirá aquilo de que virão de todas as partes e se sentarão no Reino de Deus? Será porque podemos duvidar da eficácia da vontade divina? Porém, em Cristo, querer e fazer são uma só coisa. Com frequência assinalou-lhes o caminho, indicou-lhes o lugar, dizendo: E para onde eu vou, vós já conheceis o caminho. O lugar: junto do Pai; o caminho: Cristo, como Ele mesmo disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai a não ser por mim.

Penetremos por este caminho, mantenhamos a verdade, vamos após a vida. É o caminho que conduz, a verdade que confirma, a vida que se entrega. E para que conheçamos seus verdadeiros planos, ao final do discurso acrescenta: Pai, este é meu desejo: que aqueles que me confiaste estejam comigo onde Eu estou, e contemplem a minha glória. Pai: esta repetição é confirmatória, o mesmo que aquilo: Abraão, Abraão! E em outro lugar: Eu, eu era quem por minha conta apagava os teus crimes. De forma muito bela pede aqui o que antes tinha prometido. E este primeiro prometer e em seguida pedir, e não ao inverso, primeiro pedir e depois prometer, é um prometer como juiz do dom, consciente de seu próprio poder; pede ao Pai como intérprete da piedade. Prometeu primeiro, para que conheças seu poder; depois pediu, para que percebas sua piedade. Não pediu primeiro e depois prometeu, para que não parecesse que prometia aquilo que previamente tinha alcançado, mas que concedia o que antes tinha prometido. Nem consideres supérfluo que pedisse, pois desta maneira te expressa sua comunhão com a vontade do Pai, o qual é uma prova de unidade, e não de aumento de poder.

Seguimos-te, Senhor Jesus; mas chamamos para que possamos seguir-te, já que sem ti ninguém pode subir. Porque tu és o caminho, a verdade, a vida, a possibilidade, a fé, o prêmio. Recebe aos teus como o caminho, confirma-os como a verdade, vivifica-os como a vida.

 

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

quinta-feira, 16 de abril de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 23 ABRIL 2026

 




IV DOMINGO PÁSCOA

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 10,1-10

Naquele tempo, disse Jesus: 1 "Em verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta, mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2 Quem entra pela porta é o pastor das ovelhas. 3 A esse o porteiro abre, e as ovelhas escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4 E, depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz. 5 Mas não seguem um estranho, antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos". 6 Jesus contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria dizer. 7 Então Jesus continuou: "Em verdade, em verdade vos digo, eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos aqueles que vieram antes de mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9 Eu sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância.

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  São Clemente de Alexandria. O Pedagogo

O rebanho necessita do Pastor

 

As pessoas em bom estado de saúde não necessitam de médico, ao menos enquanto estão bem; os enfermos, ao contrário, necessitam de sua arte. Da mesma forma, nós que nesta vida estamos enfermos, oprimidos pelos desejos vergonhosos de intemperança condenável, de todas as outras desordens de nossas paixões, necessitamos do Salvador. Ele nos aplica doces medicamentos, mas também remédios amargos: as raízes amargas do temor detêm as úlceras do pecado. Eis porque o temor, embora seja amargo, é saudável.

Por isso nós, os enfermos, necessitamos do Salvador; extraviados, daquele que nos guie; cegos, daquele que nos ilumine; sedentos, da fonte de água viva; e aqueles que bebem dela nunca mais terão sede; mortos, necessitamos da vida; o rebanho, do Pastor; as crianças, do Pedagogo; e toda a humanidade necessita de Jesus: por receio que, sem guia e sendo pecadores, caiamos na condenação final. É necessário, ao contrário, que sejamos separados da palha e empilhados no celeiro do Pai. A pá está na mão do Senhor, e com ela separa o trigo do joio destinado ao fogo.

Se quisermos, podemos compreender a profunda sabedoria do santo Pastor e Pedagogo, o onipotente Verbo do Pai, quando, servindo-se da alegoria, proclama-se pastor do rebanho; Ele é também o pedagogo dos pequeninos.

É assim que Ele aborda amplamente, através de Ezequiel, aos anciãos, e que lhes dá o exemplo salutar de uma solicitude esmerada: Cuidarei do que está ferido, e curarei o que está fraco, trarei de volta os que se extraviaram, e os apascentarei eu mesmo no meu santo nome. Tal é a promessa de um bom pastor. Apascenta as tuas criaturas como a um rebanho!

Sim, Senhor, sacia-nos; dá-nos com abundância o pasto de tua justiça; sim, Pedagogo, conduz-nos até o teu santo monte, até a tua Igreja, a que está colocada no alto, acima das nuvens, que toca os céus! E eu serei, diz Ele, seu Pastor, e estarei perto deles, como a túnica de sua pele. Ele quer salvar a minha carne, revestindo-a com a túnica da incorruptibilidade, e ungiu a minha pele.

Eles me chamarão, diz o Senhor, e Eu lhes direi: Aqui estou. Me escutas muito antes do que eu esperava, Senhor. Se cruzarem as águas, não resvalarão, diz o Senhor. De fato, não cairemos na corrupção, os que cruzamos até a incorruptibilidade, porque Ele nos sustentará. Ele disse e quis.

Assim é nosso Pedagogo: realmente bom. Não vim, disse Ele, para ser servido, mas para servir. Por isso o Evangelho o revela fatigado: se fadiga por nós e prometeu dar sua vida como resgate por muitos.

Somente o bom pastor – acrescenta – se comporta assim. Que grande benfeitor; entrega por nós o que tem de melhor: sua vida! Que grande benfeitor e amigo do homem, aquele que, sendo Senhor, quis ser seu irmão! E sua bondade chegou a tal extremo, que morreu por nós.

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 16 ABRIL 2026

 




 

III DOMINGO PÁSCOA

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Lc 24, 13-35

13 Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou: "O que ides conversando pelo caminho?" Eles pararam, com o rosto triste, 18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: "Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?" 19 Ele perguntou: "O que foi?" Os discípulos responderam: "O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20 Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23 e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu". 25 Então Jesus lhes disse: "Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26 Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?" 27 E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: "Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!" Jesus entrou para ficar com eles. 30 Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32 Então um disse ao outro: "Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?" 33 Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34 E estes confirmaram: "Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!" 35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Santo Agostinho - Sermão 234

Sobre a Ressurreição de Cristo segundo o Evangelho de São Lucas

 

Durante estes dias lemos o relato da Ressurreição do Senhor segundo os quatro evangelistas. E é necessário ler a todos, porque cada evangelista separadamente não disse tudo, mas o que um omite o outro relata. E de tal forma se completam mutuamente que todos são necessários.

O evangelista Marcos apenas esboçou o que Lucas narrou mais amplamente a respeito daqueles dois discípulos, que não eram do grupo dos Doze, mas que, entretanto, eram discípulos; aos quais o Senhor apareceu quando estavam a caminho e se pôs a caminhar com eles. Marcos se limita a dizer que o Senhor apareceu a dois deles que estavam de viagem; ao invés, o evangelista Lucas nos conta – como acabamos de escutar – tudo o que Jesus lhes disse, o que lhes respondeu, até onde caminhou com eles e como o reconheceram na fração do pão.

O que é, irmãos, o que é que aqui se debate? Tratamos de garantir-nos na fé que nos assegura que Cristo, o Senhor, ressuscitou. Já críamos quando escutamos o Evangelho e ao entrar hoje nesta igreja já éramos crentes; entretanto, não sei por que se ouve sempre com alegria o que refresca a nossa memória. E como não vai alegrar-se nosso coração desde o momento em que nos parece sermos melhores que estes dois que estão a caminho e a quem o Senhor aparece? Pois nós cremos o que eles ainda não criam. Tinham perdido a esperança, enquanto que nós não temos dúvida alguma sobre o que para eles constituía motivo de dúvida.

Tinham perdido a esperança, porque o Senhor fora crucificado. É o que suas palavras dão a entender. Quando Jesus lhes disse: Sobre o que conversavam no caminho e por que estais tristes? Eles replicaram: És tu o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que ali aconteceu? Ele lhes perguntou: O quê? Eles lhe responderam: De Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em palavras e obras; como os sumos sacerdotes o entregaram para que o crucificassem. Já faz três dias que isto aconteceu. Nós esperávamos... Esperáveis? Então já não esperais? A isto se reduz vossa condição de discípulos? Supera-vos o ladrão na cruz. Vós esquecestes a vosso Mestre, ele reconheceu ao que, como ele, pendiam na cruz.

Nós esperávamos... O que é que esperáveis? Que Ele fosse o futuro libertador de Israel. O que esperáveis e, uma vez Cristo crucificado, perdestes, isto é o que o ladrão crucificado reconheceu. De fato, ele disse ao Senhor: Senhor, lembra-te de mim quando chegares ao teu reino. Vejam que Ele era o futuro libertador de Israel, aquela cruz era uma escola. Nela o Mestre ensinou o ladrão. O lenho do qual pendia se converteu em cátedra d’Aquele que ensinava. Que o que vos foi restituído faça renascer a esperança em vós. Como assim aconteceu.

Contudo, recordai, caríssimos, como o Senhor Jesus quis ser reconhecido ao partir o pão por aqueles cujos olhos eram incapazes de reconhecê-lo. Os fieis compreendem o que quero dizer, pois eles também reconhecem a Cristo na fração do pão. Porque não é qualquer pão que se converte no Corpo de Cristo, mas somente o que recebe a bênção de Cristo.

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

sábado, 28 de março de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 9 ABRIL 2026

 




Domingo na oitava de Páscoa

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: (João 20, 19-31)

19 Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e pondo-se no meio deles, disse: "A paz esteja convosco". 20 Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21 Novamente, Jesus disse: "A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio". 22 E depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: "Recebei o Espírito Santo. 23 A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos". 24 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25 Os outros discípulos contaram-lhe depois: "Vimos o Senhor!" Mas Tomé disse-lhes: "Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei". 26 Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: "A paz esteja convosco". 27 Depois disse a Tomé: "Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel". 28 Tomé respondeu: "Meu Senhor e meu Deus!" 29 Jesus lhe disse: "Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!" 30 Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31 Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  São Cirilo de Alexandria. Comentário sobre o Evangelho de São João

Aqueles que desfrutam da presença de Cristo, é lógico que estejam tranquilos

 

Observa como Cristo, penetrando milagrosamente através das portas fechadas, demonstrou aos seus discípulos que era Deus por natureza, embora não fosse distinto daquele que anteriormente tinha convivido com eles; e, mostrando-lhes o seu lado e os sinais dos cravos, manifestou que o templo que pendeu da cruz e o corpo que nele tinha-se encarnado, Ele o tinha ressuscitado, depois de ter destruído a morte da carne, já que ele é a vida por natureza e Deus.

Agora, tem-se a impressão de que foi tão grande sua preocupação por deixar bem fundada a fé na ressurreição da carne que, apesar de ter chegado o tempo de transladar seu corpo a uma glória inefável e sobrenatural, quis, entretanto, aparecer-lhes por divina dispensação, tal e como era antes, e não chegassem a pensar que agora tinha um corpo distinto daquele que morrera na cruz. Que nossos olhos não são capazes de suportar a glória do santo corpo – supondo que Cristo quisesse manifestá-la antes de subir ao Pai – o compreenderás facilmente se lembrares aquela transfiguração operada anteriormente na montanha, na presença dos santos discípulos.

De fato, o evangelista São Mateus conta que Cristo, tomando consigo a Pedro, Tiago e João, subiu a uma montanha e ali se transfigurou diante deles; que seu rosto resplandecia como o sol e que suas vestes tornaram-se brancas como a neve; e que eles, não podendo suportar a visão, caíram de bruços.

Então, por um singular desígnio, nosso Senhor Jesus Cristo, antes de receber a glória que lhe era devida e conveniente ao seu templo já transfigurado, apareceu ainda em sua primitiva condição, não querendo que a fé na Ressurreição recaísse em outra forma e em outro corpo distinto daquele que tinha assumido da Santíssima Virgem, no qual igualmente tinha morrido crucificado, segundo as Escrituras, já que a morte só tinha poder sobre a carne, e até mesmo da carne tinha sido expulsa. Pois se o seu corpo morto não ressuscitou, onde está a vitória sobre a morte?

Ou, como podia acessar o império da corrupção, a não ser mediante uma criatura racional, que tivesse passado pela experiência da morte? Por certo, não mediante uma alma ou um anjo, nem sequer por mediação do próprio Verbo de Deus. E como a morte somente obteve poder sobre o que por natureza é corruptível, sobre isso mesmo é justo pensar que devia empregar-se toda a virtualidade da Ressurreição para destruir o tirânico poder da morte.

Portanto, todo aquele que tenha um pouco de sentido comum contará entre os milagres do Senhor aquele que entrasse na casa estando as portas fechadas. Saúda, pois, aos discípulos com estas palavras: A paz esteja convosco, designando-se a si mesmo com o nome de “paz”. Realmente, aos que exatamente o que Paulo desejava aos fieis, dizendo: E a paz de Cristo, que ultrapassa todo julgamento, guarde vossos corações e vossos pensamentos. E a paz de Cristo, que ultrapassa todo julgamento, diz não ser outra que seu Espírito, o qual transborda de todo tipo de bens a quem dele participar.

 

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

sábado, 21 de março de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 26 MARÇO 2026

 




Domingo dos Ramos

 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Mt 21, 1-11

Naquele tempo, 1Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! 3Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles’, mas logo os devolverá’”. 4Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: 5Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta”.
6Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. 7Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. 8A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. 9As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!” 10Quando Jesus entrou em Jerusalém a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” 11E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”.

 

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  São Cirilo de Alexandria. Comentário sobre o Livro de Isaías 4

A Paixão de Cristo e sua preciosa cruz são segurança e muro inacessível para quem n'Ele crê

Cristo, apesar de sua natureza divina e sendo por direito igual a Deus Pai, não se prevaleceu de sua divina condição, mas humilhou-se até submeter-se à morte e morte de cruz. Realmente, sua Paixão salutar abateu aos principados e triunfou sobre os dominadores deste mundo e deste século, libertou a todos da tirania do diabo, e nos reconduziu a Deus. Suas chagas nos curaram e, carregado com os nossos pecados, subiu ao lenho; e, deste modo, enquanto Ele morre, nos sustenta na vida, e sua Paixão se tornou a nossa segurança e muro de defesa. Aquele que nos resgatou da condenação da Lei, nos socorre quando somos tentados. E para consagrar ao povo com seu próprio sangue, morreu fora da cidade. Por isso, repito, a Paixão de Cristo, sua preciosa cruz e suas mãos perfuradas significam segurança, em um muro inacessível e indestrutível para aqueles que creem n’Ele. Por isso Ele diz acertadamente: Minhas ovelhas escutam minha voz e me seguem, e Eu lhes dou a vida eterna. E também: Ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai. E isto justamente porque vivem à sombra do Onipotente, protegidas pelo auxílio divino como em uma torre fortificada.

Desde o momento, portanto, em que Deus Pai nos sustenta quase com suas mãos, custodiando-nos junto d’Ele, sem permitir que sejamos induzidos ao mal ou que sucumbamos à malícia dos malvados, nem ser presa da violência diabólica, nada nos impede de compreender que as muralhas de Sião designadas por suas mãos signifiquem os peritos na arte espiritual que, possuídos pela graça, dão-se a conhecer no testemunho da virtude. Em consequência, poderíamos dizer que as muralhas de Sião constituídas por Deus são os santos Apóstolos e Evangelistas, aprovados por sua própria palavra, que nunca se equivoca nem se desvaloriza. Seus nomes estão escritos no céu e constam no livro da vida. Não temos que maravilhar-nos se diz que os santos são os baluartes e as muralhas da Igreja. Ele mesmo é muro e é baluarte como uma fortaleza. Da mesma forma que Ele é a luz verdadeira e, entretanto, diz que eles são a luz do mundo, assim também, sendo Ele o muro e a segurança daqueles que creem n’Ele, conferiu aos santos esta estupenda dignidade de serem chamados muralhas da Igreja.

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

sexta-feira, 13 de março de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 19 MARÇO 2026





V Domingo de Quaresma/A

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 11, 1-45

Naquele tempo, 1 havia um doente, Lázaro, que era de Betânia, o povoado de Maria e de Marta, sua irmã. 2 Maria era aquela que ungira o Senhor com perfume e enxugara os pés dele com seus cabelos. O irmão dela, Lázaro, é que estava doente. 3 As irmãs mandaram então dizer a Jesus: "Senhor, aquele que amas está doente". 4 Ouvindo isto, Jesus disse: "Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela". 5 Jesus era muito amigo de Marta, de sua irmã Maria e de Lázaro. 6 Quando ouviu que este estava doente, Jesus ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. 7 Então, disse aos discípulos: "Vamos de novo à Judeia". 8 Os discípulos disseram-lhe: "Mestre, ainda há pouco os judeus queriam apedrejar-te, e agora vais outra vez para lá?" 9 Jesus respondeu: "O dia não tem doze horas? Se alguém caminha de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. 10 Mas se alguém caminha de noite, tropeça, porque lhe falta a luz". 11 Depois acrescentou: "O nosso amigo Lázaro dorme. Mas eu vou acordá-lo". 12 Os discípulos disseram: "Senhor, se ele dorme, vai ficar bom". 13 Jesus falava da morte de Lázaro, mas os discípulos pensaram que falasse do sono mesmo. 14 Então Jesus disse abertamente: "Lázaro está morto. 15 Mas por causa de vós, alegro-me por não ter estado lá, para que creiais. Mas vamos para junto dele". 16 Então Tomé, cujo nome significa Gêmeo, disse aos companheiros: "Vamos nós também para morrermos com ele". 17 Quando Jesus chegou, encontrou Lázaro sepultado havia quatro dias. 18 Betânia ficava a uns três quilômetros de Jerusalém. 19 Muitos judeus tinham vindo à casa de Marta e Maria para as consolar por causa do irmão. 20 Quando Marta soube que Jesus tinha chegado, foi ao encontro dele. Maria ficou sentada em casa. 21 Então Marta disse a Jesus: "Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido. 22 Mas mesmo assim, eu sei que o que pedires a Deus, ele to concederá". 23 Respondeu-lhe Jesus: "Teu irmão ressuscitará". 24 Disse Marta: "Eu sei que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia". 25 Então Jesus disse: "Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. 26 E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais. Crês isto?" 27 Respondeu ela: "Sim, Senhor, eu creio firmemente que tu és o Messias, o Filho de Deus, que devia vir ao mundo". 28 Depois de ter dito isto, ela foi chamar a sua irmã, Maria, dizendo baixinho: "O Mestre está aí e te chama". 29 Quando Maria ouviu isso, levantou-se depressa e foi ao encontro de Jesus. 30 Jesus estava ainda fora do povoado, no mesmo lugar onde Marta se tinha encontrado com ele. 31 Os judeus que estavam em casa consolando-a, quando a viram levantar-se depressa e sair, foram atrás dela, pensando que fosse ao túmulo para ali chorar. 32 Indo para o lugar onde estava Jesus, quando o viu, caiu de joelhos diante dele e disse-lhe: "Senhor, se tivesses estado aqui, o meu irmão não teria morrido". 33 Quando Jesus a viu chorar, e também os que estavam com ela, estremeceu interiormente, ficou profundamente comovido, 34 e perguntou: "Onde o colocastes?" Responderam: "Vem ver, Senhor". 35 E Jesus chorou. 36 Então os judeus disseram: "Vede como ele o amava!" 37 Alguns deles, porém, diziam: "Este, que abriu os olhos ao cego, não podia também ter feito com que Lázaro não morresse?" 38 De novo, Jesus ficou interiormente comovido. Chegou ao túmulo. Era uma caverna, fechada com uma pedra. 39 Disse Jesus: "Tirai a pedra!" Marta, a irmã do morto, interveio: "Senhor, já cheira mal. Está morto há quatro dias". 40 Jesus lhe respondeu: "Não te disse que, se creres, verás a glória de Deus?" 41 Tiraram então a pedra. Jesus levantou os olhos para o alto e disse: "Pai, eu te dou graças porque me ouviste. 42 Eu sei que sempre me escutas. Mas digo isto por causa do povo que me rodeia, para que creia que tu me enviaste". 43 Tendo dito isso, exclamou com voz forte: "Lázaro, vem para fora!" 44 O morto saiu, atado de mãos e pés com os lençóis mortuários e o rosto coberto com um pano. Então Jesus lhes disse: "Desatai-o e deixai-o caminhar!" 45 Então, muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. Palavra da Salvação.

 

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  São Pedro Crisólogo- Sermão 63

Era necessária a morte de Lázaro para que, estando no sepulcro, ressuscitasse a fé dos discípulos

Regressando do além-túmulo, Lázaro sai ao nosso encontro portador de uma nova forma de vencer a morte, revelador de um novo tipo de ressurreição. Antes de examinar em profundidade este fato, contemplemos as circunstâncias externas da ressurreição, já que a ressurreição é o milagre dos milagres, a máxima manifestação do poder, a maravilha das maravilhas.

O Senhor tinha ressuscitado a filha de Jairo, chefe da sinagoga, porém o fez restituindo simplesmente a menina à vida, sem ultrapassar as fronteiras do além-túmulo. Ressuscitou da mesma forma ao filho único de sua mãe, porém o fez detendo o ataúde, como que se antecipando ao sepulcro, como que suspendendo a corrupção e prevenindo os maus odores, como se devolvesse a vida ao morto antes que a morte tivesse reivindicado todos os seus direitos. Mas no caso de Lázaro tudo é diferente: sua morte e sua ressurreição nada têm em comum com os casos precedentes: nele a morte desenvolveu todo o seu poder, e a ressurreição brilha com todo o seu esplendor. Inclusive me atreveria a dizer que se Lázaro houvesse ressuscitado ao terceiro dia, teria esvaziado toda a sacramentalidade da Ressurreição do Senhor, pois Cristo voltou à vida ao terceiro dia, como Senhor que era; Lázaro foi ressuscitado ao quarto dia, como servo.

Mas, para provar o que acabamos de dizer, examinemos alguns detalhes do relato evangélico: As irmãs mandaram um recado a Jesus, dizendo: Senhor, teu amigo está enfermo. Ao expressar-se desta forma, intencionam sensibilizá-lo, interpelam ao amor, apelam à caridade, tratam de estimular a amizade recorrendo à necessidade. Porém Cristo, que tem mais interesse em vencer a morte do que em repelir a enfermidade; Cristo, cujo amor radica não em aliviar o amigo, mas em devolver-lhe a vida, não proporciona ao amigo um remédio contra a enfermidade, mas lhe prepara imediatamente a glória da ressurreição.

Por isso, quando ouviu – disse o evangelista – que Lázaro estava doente, ficou ainda dois dias no lugar onde se encontrava. Observem como cede lugar à morte, licença ao sepulcro, como dá curso livre aos agentes da corrupção, não põe obstáculo algum á putrefação nem à fetidez; consente em que o abismo arrebate, traga a si, possua. Em uma palavra, Jesus atua de forma que se esvai toda humana esperança e a desesperança humana atinja suas dimensões mais elevadas, de modo que aquilo que se dispõe a fazer percebe-se ser algo divino e não humano.

Ele se limita a permanecer onde está em espera do desenlace, para dar ele mesmo a notícia da morte, e anunciar, então, sua decisão de ir à casa de Lázaro. Lázaro, disse, está morto, e me alegro. Isto é amar? Cristo se alegrava porque a tristeza da morte logo se transformaria em alegria da ressurreição. Alegro-me por vós. E porque por vós? Justamente porque a morte e ressurreição de Lázaro já era um esboço exato da Morte e Ressurreição do Senhor, e o que logo aconteceria com o Senhor antecipa-se no servo. Era necessária a morte de Lázaro para que, estando Lázaro no sepulcro, ressuscitasse a fé dos discípulos.

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

sábado, 7 de março de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 12 MARÇO 2026

 




IV domingo quaresma/A

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 9, 1-41

Naquele tempo, 1 ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença. 2 Os discípulos perguntaram a Jesus: "Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais?" 3 Jesus respondeu: "Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso serve para que as obras de Deus se manifestem nele. 4 É necessário que nós realizemos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia. Vem a noite, em que ninguém pode trabalhar. 5 Enquanto estou no mundo, eu sou a luz do mundo". 6 Dito isto, Jesus cuspiu no chão, fez lama com a saliva e colocou-a sobre os olhos do cego. 7 E disse-lhe: "Vai lavar-te na piscina de Siloé" (que quer dizer: Enviado). O cego foi, lavou-se e voltou enxergando. 8 Os vizinhos e os que costumavam ver o cego - pois ele era mendigo - diziam: "Não é aquele que ficava pedindo esmola?" 9 Uns diziam: "Sim, é ele!" Outros afirmavam: "Não é ele, mas alguém parecido com ele". Ele, porém, dizia: "Sou eu mesmo!" 10 Então lhe perguntaram: "Como é que se abriram os teus olhos?" 11 Ele respondeu: "Aquele homem chamado Jesus fez lama, colocou-a nos meus olhos e disse-me: 'Vai a Siloé e lava-te'. Então fui, lavei-me e comecei a ver". 12 Perguntaram-lhe: "Onde está ele?" Respondeu: "Não sei". 13 Levaram então aos fariseus o homem que tinha sido cego. 14 Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama e aberto os olhos do cego. 15 Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus como tinha recuperado a vista. Respondeu-lhes: "Colocou lama sobre meus olhos, fui lavar-me e agora vejo!" 16 Disseram, então, alguns dos fariseus: "Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado". Mas outros diziam: "Como pode um pecador fazer tais sinais?" 17 E havia divergência entre eles. Perguntaram outra vez ao cego: "E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?" Respondeu: "É um profeta." 18 Então, os judeus não acreditaram que ele tinha sido cego e que tinha recuperado a vista. Chamaram os pais dele 19 e perguntaram-lhes: "Este é o vosso filho, que dizeis ter nascido cego? Como é que ele agora está enxergando?" 20 Os seus pais disseram: "Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego. 21 Como agora está enxergando, isso não sabemos. E quem lhe abriu os olhos também não sabemos. Interrogai-o, ele é maior de idade, ele pode falar por si mesmo". 22 Os seus pais disseram isso, porque tinham medo das autoridades judaicas. De fato, os judeus já tinham combinado expulsar da comunidade quem declarasse que Jesus era o Messias. 23 Foi por isso que seus pais disseram: "É maior de idade. Interrogai-o a ele". 24 Então, os judeus chamaram de novo o homem que tinha sido cego. Disseram-lhe: "Dá glória a Deus! Nós sabemos que esse homem é um pecador". 25 Então ele respondeu: "Se ele é pecador, não sei. Só sei que eu era cego e agora vejo". 26 Perguntaram-lhe então: "Que é que ele te fez? Como te abriu os olhos?" 27 Respondeu ele: "Eu já vos disse, e não escutastes. Por que quereis ouvir de novo? Por acaso quereis tornar-vos discípulos dele?" 28 Então insultaram-no, dizendo: "Tu, sim, és discípulo dele! Nós somos discípulos de Moisés. 29 Nós sabemos que Deus falou a Moisés, mas esse, não sabemos de onde é". 30 Respondeu-lhes o homem: "Espantoso! Vós não sabeis de onde ele é? No entanto, ele abriu-me os olhos! 31 Sabemos que Deus não escuta os pecadores, mas escuta aquele que é piedoso e que faz a sua vontade. 32 Jamais se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos a um cego de nascença. 33 Se este homem não viesse de Deus, não poderia fazer nada". 34 Os fariseus disseram-lhe: "Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?" E expulsaram-no da comunidade. 35 Jesus soube que o tinham expulsado. Encontrando-o, perguntou-lhe: "Acreditas no Filho do Homem?" 36 Respondeu ele: "Quem é, Senhor, para que eu creia nele?" 37 Jesus disse: "Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo". Exclamou ele: 38 "Eu creio, Senhor!" E prostrou-se diante de Jesus. 39 Então, Jesus disse: "Eu vim a este mundo para exercer um julgamento, a fim de que os que não veem, vejam, e os que veem se tornem cegos". 40 Alguns fariseus, que estavam com ele, ouviram isto e lhe disseram: "Porventura, também nós somos cegos?" 41 Respondeu-lhes Jesus: "Se fôsseis cegos, não teríeis culpa; mas como dizeis: 'Nós vemos', o vosso pecado permanece".

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Santo Efrém. Diatessaron 16

Nesta cura, foi esboçado um símbolo: Jesus, Filho do Criador

 

Jesus foi ao encontro de um homem cego de nascença: Os discípulos perguntaram a Jesus: Mestre, quem pecou para que nascesse cego: ele ou os seus pais? Jesus respondeu: Nem ele nem seus pais pecaram, mas isso serve para que as obras de Deus se manifestem nele. É necessário que realizemos as obras d’Aquele que me enviou, enquanto é dia, enquanto Eu estou com vocês. Vem a noite, e o Filho será exaltado, e vós, que sois a luz do mundo, desaparecerão, e não haverá mais milagres por causa da incredulidade.

Dizendo isto, fez barro com sua saliva e a aplicou sobre os olhos do cego. E a luz brotou da terra, como ao princípio, quando a sombra do céu, a treva cobria tudo e Ele ordenou que a luz surgisse da escuridão. Desta forma, Ele formou a lama com a saliva, e curou o defeito que existia depois do nascimento, para mostrar que Ele, cuja mão completava o que faltava à natureza, era precisamente Aquele cuja mão deu forma à criação no princípio. E como se recusaram a crer que Ele era anterior a Abraão, com esta obra provou que era o Filho do homem que, com a sua mão, formou o primeiro Adão da terra. Na verdade, Ele curou a tara do cego com os gestos do próprio corpo.

Também fez isto para confundir aqueles que dizem que o homem é feito de quatro elementos, porque refez os membros imperfeitos com terra e saliva, fez isso para utilidade daqueles que buscavam milagres para crer: Os judeus buscam milagres. Não foi a piscina de Siloé que abriu os olhos do cego, como não são as águas do Jordão que purificam Naamã: é a ordem do Senhor que tudo faz. Ainda mais: não é a água de nosso Batismo que nos purifica, mas os nomes que se pronunciam sobre ela.

Ele ungiu os seus olhos com barro, para que os fariseus limpem a cegueira de seu coração. Quando o cego partiu no meio da multidão e perguntou: “Onde fica Siloé?”, levava à vista de todos os olhos untados. As pessoas o interrogavam e ele lhes dava a informação; elas o seguiam para ver se os seus olhos continuavam abertos. Aqueles que viam a luz material estavam conduzidos por um cego que viu a luz do espírito; e, em sua noite, o cego era conduzido por aqueles que viam exteriormente, mas que estavam espiritualmente cegos.

O cego lavou o barro dos seus olhos, e enxergou a si mesmo; outros lavaram a cegueira do seu coração, e examinaram a si mesmos. Deste modo, abrindo exteriormente os olhos de um cego, nosso Senhor abria secretamente os olhos de muitos outros cegos. Aquele cego foi um belo e inesperado tesouro para nosso Senhor; através dele, adquiriu numerosos cegos que desta maneira também curou da cegueira do coração. Nestas poucas palavras do Senhor estão escondidos tesouros admiráveis, e nesta cura foi esboçado um símbolo: Jesus, Filho do Criador.

Vai e lava o teu rosto. Para evitar que alguém considere aquela cura mais como um estratagema do que como um milagre, Ele o mandou lavar-se. Disse isso para mostrar que o cego não duvidava do poder de cura do Senhor, e porque, caminhando e falando, manifestasse o acontecimento e mostrasse sua fé.

 

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

quarta-feira, 4 de março de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 5 MARÇO 2026

 



III QUARESMA/A

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 4, 5-7.9-24

Naquele tempo, 5 Jesus chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Era aí que ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta do meio-dia. 7 Chegou uma mulher da Samaria para tirar água.

19 A mulher disse a Jesus: "Senhor, vejo que és um profeta! 20 Os nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve adorar". 21 Disse-lhe Jesus: "Acredita-me, mulher: está chegando a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. De fato, estes são os adoradores que o Pai procura. 24 Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade".

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura:  Simone Weil. Pensamentos desordenados sobre o amor de Deus

Como poderíamos buscar Deus, já que Ele está no alto, na dimensão que nós não podemos percorrer? Só podemos caminhar horizontalmente. Se caminharmos dessa maneira, buscando nosso bem, e se a busca chegar ao término, essa chegada será ilusória, o que teremos encontrado não será Deus. Uma criança pequena que está na rua e de repente não vê mais a sua mãe ao seu lado corre para todos os lados chorando, mas ela está errada ao agir assim; se ela tiver bom-senso e força de alma suficiente para parar e esperar, ela a encontrará mais rapidamente. É preciso apenas esperar e chamar. Não chamar alguém, já que não sabemos se há alguém. Gritar que estamos com fome e queremos pão. Gritaremos mais ou menos durante bastante tempo, mas finalmente seremos alimentados e então não gritaremos mais, saberemos que o pão realmente existe. Quando comemos, qual prova mais segura poderíamos querer? Enquanto não tivermos comido, não é necessário, e nem sequer muito útil, acreditar no pão. O essencial é sabermos que estamos com fome. Não é uma crença, é um conhecimento certeiro que só pode ser obscurecido pela mentira. Todos aqueles que acreditam que há ou que haverá um dia um alimento produzido aqui embaixo estão mentindo. O alimento celeste não faz apenas crescer em nós o bem, ele destrói o mal, algo que nossos próprios esforços jamais poderão fazer. A quantidade de mal que está em nós só pode diminuir graças ao olhar pousado sobre uma coisa perfeitamente pura.

 

Não depende de nós acreditar em Deus; só o que depende de nós é não dar nosso amor a falsos deuses. Primeiramente, não acreditar que o futuro seja o lugar do bem capaz de nos completar. O futuro é feito da mesma substância que o presente. Sabemos que aquilo que fizemos de bom, riqueza, poder, consideração, conhecimentos, amor daqueles que amamos, prosperidade daqueles que amamos e assim por diante, não bastam para nos satisfazer. Acreditamos porque mentimos para nós mesmos. Pois se realmente pensarmos nisso durante alguns instantes, saberemos que é falso. Ou ainda, se estivermos sofrendo devido a uma doença, miséria ou infortúnio, acreditamos que o dia em que esse sofrimento passar, estaremos satisfeitos. Também sabemos que isso é falso; a partir do momento em que nos habituarmos à suspensão do sofrimento, vamos querer outra coisa. Segundo, não confundir a necessidade com o bem. Há um certo número de coisas que acreditamos precisar ter para vivermos. Frequentemente isso é falso, pois sobreviveríamos à sua perda. Mas, mesmo que isso seja verdadeiro, se a sua perda pode matar ou no mínimo destruir a energia vital, nem por isso ela é um bem. Pois ninguém fica muito tempo satisfeito por poder pura e simplesmente viver. Sempre queremos outra coisa. Queremos viver para alguma coisa. Basta não mentirmos para nós mesmos para sabermos que não há nada aqui embaixo pelo qual poderíamos viver. Basta imaginarmos todos nossos desejos satisfeitos. Ao final de algum tempo, estaremos insatisfeitos. Gostaríamos de outra coisa, e estaríamos infelizes por não sabermos o que querer. Depende de cada um manter a atenção fixada sobre essa verdade.

(Aprofundamento: a mística do amor em Simone Weil https://mondodomani.org/dialegesthai/articoli/paolo-cugini-03

 Biografia Simone Weil: https://pt.wikipedia.org/wiki/Simone_Weil)


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Canto de meditação

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Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.