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quinta-feira, 10 de setembro de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 10 SETEMBRO 2026

 




24º Domingo do Tempo Comum

 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Mt 18,21-35

Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?" 22 Jesus respondeu: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, levaram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caíu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: 'Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo!' 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Paga o que me deves'. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: 'Dá-me um prazo, e eu te pagarei!' 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: 'Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?' 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão".

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  São Pedro Crisólogo-Sermão 139

O número prescrito não limita, mas amplia o perdão

Assim como o ouro fica escondido na terra, assim também o sentido divino se oculta nas palavras humanas. Por isso, sempre que nos é proclamada a palavra evangélica, a mente deve colocar-se alerta e o espírito deve prestar atenção, para que o entendimento possa penetrar o segredo da ciência celeste. Digamos por que o Senhor começa hoje com estas palavras: Tenham cuidado, se teu irmão te ofende, repreende-o, se ele se arrepende, perdoa-o. Coragem, irmão! Deus te ordena: perdoa, perdoa os pecados; sê misericordioso frente ao delito, perdoa as ofensas de que fostes objeto, não percas agora os poderes divinos que tens; tudo o que tu não perdoares em outro, o negas a ti mesmo.

Repreende-o como juiz, perdoa-o como irmão, pois a caridade unida à liberdade e a liberdade fundida com a caridade expele o terror e anima ao irmão. Quando o irmão te fere está exaltado, quando comete um delito, está enfurecido, está fora de si, perdeu todo sentimento de humanidade; quem não o socorre pela compaixão, quem não lhe cura mediante a paciência, quem não lhe sara perdoando-o, não está são, está mal, enfermo, não tem comiseração, demonstra ter perdido os sentimentos humanitários. O irmão está furioso, atribui à enfermidade: tu, ajuda-o como a um irmão; tudo o que ele faça em semelhante situação atribui à sua perturbação, e o ocorrido não poderás imputá-lo ao irmão; e tu prudentemente lançarás a culpa à enfermidade, e ao irmão, o perdão; desta forma, sua saúde redundará em tua honra e o perdão te acarretará o prêmio.

Se teu irmão te ofende, repreende-o; se ele se arrepende, perdoa-o. Perdoa ao que peca, perdoa ao que se arrepende, para que, quando tu, por sua vez, pecares, o perdão te seja concedido como compensação, não como doação. Sempre é bom o perdão, porém quando é devido, torna-se duplamente doce. Aquele que, perdoando, já se assegurou o perdão antes de pecar, evitou o castigo, tem inclinado ao juiz em seu favor, enganou o juízo.

Se te ofende sete vezes em um dia, e sete vezes volta a dizer-te: “sinto muito”, o perdoarás. Por que constrange com a lei, reduz no número e coloca um limite de perdão Aquele que tanto nos favorece pela misericórdia e que tão facilmente concede pela graça? E se em lugar de sete te ofende oito vezes? Vai prevalecer o número sobre a graça? Pode contrapor-se o cálculo à bondade? Pode uma só culpa condenar ao castigo a quem sete vezes consecutivas obtém o perdão? De jeito nenhum. Se é proclamado feliz aquele que perdoou sete vezes, muito mais feliz será aquele que perdoa setenta vezes sete. Esquecido deste mandato, Pedro interroga ao Senhor, dizendo: Se meu irmão me ofende, quantas vezes devo perdoá-lo? Até sete vezes? Jesus lhe responde: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Portanto, o número prescrito não limita, mas amplia o perdão, e ao que o preceito coloca um limite, o assume ilimitadamente a livre vontade; de maneira que se perdoares até o limite do que ordena o preceito, outro tanto te será contado à obediência, te será contado ao prêmio. E se o número sete setuplicado por dias, meses e anos implica a concessão da totalidade do perdão, calcule o cristão e julgue o ouvinte que cotas não alcançará o número sete setuplicado setenta vezes sete. Então realmente vai cessar toda forma contratual de débitos e créditos; então se abolirá de verdade qualquer condição servil; então chegará àquela liberdade sem fim; então será recuperado o campo eterno e imortal; então chegará o verdadeiro perdão quando será inclusive abolida a própria necessidade de pecar, quando, cancelada toda imundície, o mundo deixará de ser imundo, quando com o retorno da vida deixará de existir a morte, quando estabelecido o reinado de Cristo, o diabo perecerá definitivamente. Orai, irmãos, para que o Senhor aumente em nós a fé e possamos finalmente crer, ver e possuir estes bens.

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 3 SETEMBRO 2026

 




23º Domingo do Tempo Comum

 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Mt 18, 15-20

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: 15 "Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16 Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. 17 Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18 Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19 De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso lhes será concedido por meu Pai que está nos céus. 20 Pois, onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou aí, no meio deles".

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Santo Agostinho. Sermão 82

Devemos repreender com amor

 

Portanto, devemos repreender com amor, não com desejo de prejudicar, mas com cuidado de corrigir. Se fôssemos assim, cumpriríamos com exatidão o que hoje nos foi aconselhado: Se teu irmão pecar contra ti, corrige-o a sós. Por que lhe corriges? Por que te fere aquele que pecou contra ti? De modo algum. Se o fazes por amor-próprio, nada fazes. Se o fazes por amor a ele, ages muito bem. Considera nas mesmas palavras por amor de quem deves fazê-lo, se pelo teu ou pelo dele: Se te escutar - diz Jesus - terás ganho o teu irmão. Faça-o, portanto, por ele, para ganhá-lo. Se fazendo isto o ganhas, não o fazendo se perde.

Qual é a razão pela qual muitos homens desprezam estes pecados e dizem: “O que fiz demais? Pequei contra um homem”. Não os desprezes. Pecaste contra um homem; queres saber que pecando contra um homem pereceste? Se aquele contra quem pecaste te houvesse corrigido a sós e o tivesses escutado, ele te teria ganho. O que quer dizer que te haveria ganho, senão que terias perecido se não te tivesse ganho? Pois se não houvesse perecido, como te terias ganho? Que ninguém, portanto, despreze o pecado contra o irmão.

O Apóstolo diz em certo lugar: Assim os que pecam contra os irmãos e ferem a sua consciência fraca, pecam contra Cristo, justamente porque todos fomos feitos membros de Cristo. Como não vais pecar contra Cristo se pecas contra um membro de Cristo?

Ninguém diga: “Não pequei contra Deus, mas contra um irmão, contra um homem; pecado leve ou quase nulo”. Talvez dizes que é leve porque se cura rapidamente. Pecaste contra o irmão; repara-o e ficarás são. Cometeste rapidamente a ação mortal, e com rapidez também encontraste o remédio. Quem de nós, meus irmãos, vai esperar o Reino dos Céus, dizendo o Evangelho: Quem chamar a seu irmão “néscio”, será réu no fogo da Geena? Grande pânico; porém repara ali mesmo o remédio: Se apresentares a tua oferta diante do altar, e ali mesmo te lembrares de que teu irmão tem algo contra ti, deixa a tua oferenda diante do altar.

Deus não se encoleriza porque tardas em apresentar a tua oferenda; Deus te quer mais que a tua oferenda. Pois se te apresentares diante de Deus com a oferenda, trazendo maus sentimentos para com teu irmão, Ele te responderá: “Estás perdido, o que me oferecestes?” Apresentas a tua oferenda e não és tu mesmo oferenda para Deus. Cristo busca mais a quem redimiu com o seu sangue que aquilo que tu achaste em teu celeiro.

Portanto, deixa a tua oferenda diante do altar e vai-te reconciliar antes com o teu irmão, e depois venha apresentar a tua oferenda. Olha como prontamente se desatou aquele reato da Geena. Antes de reconciliar-te, eras réu da Geena; uma vez reconciliado, apresentas confiante a tua oferenda diante do altar.

 

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

domingo, 23 de agosto de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 27 agosto 2026

 




22º Domingo do Tempo Comum 

 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Mt 16, 21-27

Naquele tempo, 21 Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia. 22 Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: "Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!" 23 Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: "Vai para longe, satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!" 24 Então Jesus disse aos discípulos: "Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25 Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 26 De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27 Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta".

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  São Cirilo de Alexandria. Sobre a adoração em espírito e verdade

A Igreja segue a Cristo por toda parte

Quem quiser me seguir que renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga; ou o que significa o mesmo: “Quem quiser ser meu discípulo que empreenda com valentia a mesma carreira de sofrimentos que Eu trilhei, percorra praticamente o mesmo caminho e ame-o. Esse encontrará descanso em minha companhia e desfrutará de minha intimidade”. Isto é verdadeiramente o que Ele pedia para nós a Deus Pai, quando dizia: Este é o meu desejo: que eles estejam contigo, onde Eu estou.

Estamos também junto com Cristo de outra maneira: quando ainda caminhamos sobre a terra, porém vivemos não de forma carnal, mas espiritualmente, estabelecendo nossa morada e nosso descanso naquilo que lhe agradar. No livro dos Números tens uma imagem desta realidade: Quando se montou a tenda no deserto, diz que a nuvem cobria o santuário; que Deus ordenou aos filhos de Israel colocar-se a caminho ou acampar ao ritmo da nuvem, respeitando exatamente os tempos estabelecidos para a partida. Assim colocou em vigilância aos tentados de indolência sobre o quão perigoso era a transgressão destas normas.

Procuremos agora penetrar o significado espiritual desta figura. Assim que se edificou e apareceu sobre a terra o realmente verdadeiro santuário, isto é, a Igreja, ficou inundado pela glória de Cristo, pois, a meu juízo, não tem outro significado o dado segundo o qual aquele antigo santuário foi coberto pela nuvem.

Portanto, Cristo inundou a Igreja com a sua glória, com esta ressalva: para aqueles que ainda vivem na ignorância e no erro, envoltos nas trevas e na noite, esta glória resplandece como fogo, irradiando uma iluminação espiritual; em vez disso, aos que já foram iluminados e em cujos corações amanheceu o dia espiritual, lhes proporciona sombra e proteção, e os inunda de orvalho espiritual, isto é, dos sobrenaturais consolos do Espírito. Isto é o que significa que de noite aparece em forma de fogo e de dia em forma de nuvem. Porque aqueles que ainda eram crianças necessitavam ser instruídos e iluminados, a fim de chegarem ao conhecimento de Deus; outros, entretanto, situados em um estágio superior e já iluminados pela fé, estavam carentes de proteção e auxílio para suportar com coragem o calor da vida presente e o peso da jornada, pois: Todo aquele que se proponha viver como um bom cristão será perseguido.

Por fim, quando a nuvem se levantava, o santuário também se colocava a caminho, e simultaneamente também os filhos de Israel. A Igreja segue a Cristo por toda a parte, e a santa multidão dos que creem jamais se afasta d’Aquele que a chama para a salvação.

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

domingo, 9 de agosto de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 13 AGOSTO 2026

 





Assunção da Bem-aventurada Virgem Maria 

 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Lc 1,39-56

Naqueles dias, 39 Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judeia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre!" 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu". 46 Então Maria disse: "A minha alma engrandece o Senhor, 47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, 48 porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, 49 porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, 50 e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o respeitam. 51 Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. 52 Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. 53 Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. 54 Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, 55 conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre". 56 Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa.

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Homilia do Papa João Paulo II: Imaculada Conceição (2004)

 

1. “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,28).

É com estas palavras do Arcanjo Gabriel que nos dirigimos à Virgem Maria várias vezes por dia. Repetimo-las hoje com alegria fervorosa, na Solenidade da Imaculada Conceição, recordando o dia 08 de dezembro de 1854, quando o Beato Pio IX proclamou este admirável dogma da fé católica, precisamente nesta Basílica do Vaticano.

Como é grandioso o mistério da Imaculada Conceição, que a Liturgia hodierna nos apresenta!

Mistério que não cessa de atrair a contemplação dos fiéis e inspira a reflexão dos teólogos. O tema do Congresso agora recordado - “Maria de Nazaré acolhe o Filho de Deus na história” - favoreceu um aprofundamento da doutrina da concepção imaculada de Maria como pressuposto para o acolhimento no seio virginal do Verbo de Deus encarnado, Salvador do gênero humano.

Cheia de graça”, “kecharitomene”: é com este apelativo que, segundo o grego original do Evangelho de Lucas, o Anjo se dirige a Maria. Este é o nome com que Deus, através do seu mensageiro, desejou qualificar a Virgem. Foi desta maneira que Ele a considerou e viu desde sempre, ab aeterno.

 No hino da Carta aos Efésios que acaba de ser proclamado o Apóstolo louva a Deus Pai, porque “nos abençoou com toda a bênção espiritual em Cristo” (cf. Ef 1,3). Com que especialíssima bênção Deus se dirigiu a Maria, desde o princípio dos tempos!

Verdadeiramente bem-aventurada é Maria, entre todas as mulheres (cf. Lc 1,42)! O Pai escolheu-a em Cristo, antes da criação do mundo, para que fosse santa e imaculada na sua presença, no amor, predestinando a como primícias para a adoção filial por obra de Jesus Cristo (cf. Ef 1,4-5).

A predestinação de Maria, como a de cada um de nós, está relacionada à predestinação do Filho. Cristo é aquela “descendência” que teria “esmagado a cabeça” da antiga serpente, segundo o Livro do Gênesis (cf. Gn 3,15); é o Cordeiro “sem mancha” (cf. Ex 12,5; 1Pd 1,19), imolado para redimir a humanidade do pecado.

Na perspectiva da sua morte salvífica, Maria, sua Mãe, foi preservada do pecado original e de todos os outros pecados. A vitória do novo Adão contém também a da nova Eva, Mãe dos redimidos. Deste modo, a Imaculada constitui um sinal de esperança para todos os seres vivos, que derrotaram Satanás por meio do sangue do Cordeiro (cf. Ap 12,11).

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 6 AGOSTO 2026

 





 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Mt 14,22-33

Depois da multiplicação dos pães, 22 Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23 Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24 A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25 Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26 Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: "É um fantasma". E gritaram de medo. 27 Jesus, porém, logo lhes disse: "Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!" 28 Então Pedro lhe disse: "Senhor, se és tu, manda-me ir ao teu encontro, caminhando sobre a água". 29 E Jesus respondeu: "Vem!" Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30 Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: "Senhor, salva-me!" 31 Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: "Homem fraco na fé, por que duvidaste?" 32 Assim que subiram no barco, o vento se acalmou. 33 Os que estavam no barco, prostraram-se diante dele, dizendo: "Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!"

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Orígenes

Coragem! Sou Eu!

 

Se em alguma ocasião chegássemos a tombar no recife das tentações, recordemos que foi Jesus quem nos mandou subir na barca da prova, e que quer que lhe precedamos na margem oposta. Pois é impossível, para quem não passou pela tentação das ondas e do vento contrário, chegar àquela margem. Assim, quando nos víssemos cercados por múltiplas dificuldades, e mediante um esforço moderado tivéssemos de certa forma conseguido esquivar-se delas, imaginemos que nossa barca se encontra em mar aberto, sacudida pelas ondas que desejariam fazer-nos naufragar na fé ou em alguma outra virtude. Porém, quando víssemos que é o espírito do mal que ataca-nos, então temos de concluir que o vento nos é contrário.

Contudo, quando suportando o vento contrário tivessem transcorrido as três vigílias da noite, isto é, das trevas que acompanham a tentação, lutando intrepidamente de acordo com as nossas forças, procurando escapar ao naufrágio da fé – a primeira vigília representa o pai das trevas e do pecado; a segunda seu filho, “o adversário”, em revolta contra tudo o que traz o nome de Deus ou o que é objeto de adoração; a terceira, o espírito inimigo do Espírito Santo, estejamos seguros que, vindo a quarta vigília, quando a noite vai adiantada e está prestes a amanhecer, o Filho de Deus virá junto a nós, caminhando sobre as ondas para acalmar o nosso mar agitado. E quando víssemos que o Verbo nos aparece, talvez nos assustemos antes de percebermos de que estamos na presença do Salvador, e crendo ver um fantasma gritaremos atemorizados, mas Ele nos dirá em seguida: Coragem, sou Eu, não tenham medo!

E se entre nós se encontrar outro Pedro, mais fortemente comovido pelas palavras de coragem do Senhor, esse Pedro em caminho para uma perfeição que ainda não alcançou, descendo da barca – como fugindo da tentação que o acometia – em um primeiro momento andou querendo aproximar-se de Jesus sobre as águas; porém, sendo a sua fé ainda insuficiente, e agitado pela dúvida, sentirá a força do vento, sentirá o medo e começará a afundar. Mas não afundará, porque gritando se dirigirá a Jesus suplicando: Senhor, salva-me! E imediatamente, também a este Pedro que lhe suplica dizendo: Senhor, salva-me, o Verbo lhe estenderá a mão e socorrerá a este homem, agarrando-o no preciso momento em que começava a afundar, e lançando-lhe em face sua pouca fé e o ter duvidado. Contudo, observa que não lhe disse: “incrédulo”, mas homem de pouca fé, e que acrescentou: Por que duvidaste?, como alguém que, apesar de ter um pouco de fé, vacila e não se comporta de modo contrário.

Momentos depois, tanto Jesus como Pedro subiram na barca e o vento se acalmou. Os que estavam na barca, percebendo de que perigo foram salvos, o adoraram dizendo: Realmente és o Filho de Deus.

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

sábado, 25 de julho de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 30 JULHO 2026

 





18º Domingo do Tempo Comum 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Mt 14,13-21

Naquele tempo, 13 Quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14 Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15 Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: "Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!" 16 Jesus porém lhes disse: "Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!" 17 Os discípulos responderam: "Só temos aqui cinco pães e dois peixes". 18 Jesus disse: "Trazei-os aqui". 19 Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20 Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21 E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

 

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  São Jerônimo - Comentário sobre São Mateus

Dai-lhes vós mesmos de comer

Nas palavras do Evangelho sempre o espírito está unido à letra, e o que à primeira vista parece frio, torna-se ardente quando o tocas. O Senhor estava em um lugar deserto, o seguiram multidões numerosas abandonando as suas cidades, ou seja, seu antigo modo de vida e suas diversas crenças. Jesus desembarca; isto significa que as multidões tinham vontade de ir até ele, mas não tinham força para chegar. Por isso o Salvador sai de seu lugar e vai até elas, como em outra parábola vai ao encontro do filho arrependido. Ao ver a multidão, tem compaixão dela e cura as suas enfermidades para que a sua fé plena obtenha em seguida a recompensa...

Jesus lhes disse: Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer. Não necessitam buscar diversos alimentos, comprar pães desconhecidos, porque têm consigo o pão celestial. Dai-lhes vós mesmos de comer. Convida aos Apóstolos a partir o pão para que eles, testemunhando que não têm, manifeste-se melhor a grandeza do milagre.

Tomou os cinco pães e os dois peixinhos, e levantando os olhos ao céu pronunciou a bênção, partiu os pães e deu aos discípulos. Levanta os olhos ao céu para ensinar-nos a dirigir para lá o nosso olhar. Tomou em suas mãos os cinco pães e os dois peixinhos, os partiu e os deu aos seus discípulos. Quando o Senhor parte os pães abundam os alimentos. De fato, se tivessem permanecido inteiros, se não tivessem sido cortados em pedaços nem divididos em colheita multiplicada, não teriam conseguido alimentar as pessoas, as crianças, as mulheres, a uma multidão tão grande. Por isso a Lei com os profetas é fracionada em pedaços e são anunciados os mistérios que contêm, a fim de que o que era íntegro e em seu primeiro estado não alimentava, dividido em partes alimente a multidão dos povos.

 

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

sábado, 18 de julho de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 23 JULHO 2026

 




17º Domingo do Tempo Comum 

 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Mt 13, 44-52

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 44 "O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45 O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46 Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola. 47 O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48 Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49 Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50 e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 51 Compreendestes tudo isso?" Eles responderam: "Sim". 52 Então Jesus acrescentou: "Assim, pois, todo o mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas".

 

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Santo Irineu de Lião - Tratado contra as heresias

O mistério de Cristo escondido nas Escrituras

 

Portanto, se alguém lê atentamente as Escrituras encontrará nelas a palavra a respeito de Cristo e a figura antecipada da nova vocação. Este é o tesouro escondido no campo, ou seja, neste mundo - visto que o campo é o mundo -, escondido nas Escrituras, pois estava insinuado nos tipos e figuras, que os seres humanos não podiam naturalmente compreender antes que se cumprisse o que estava profetizado, ou seja, a vinda de Cristo.

Por isso o profeta Daniel dizia: Oculta as palavras e sela o livro até o tempo final, até que muitos aprendam e se cumpra o que sabem. Porque, quando a perseguição chegar ao fim, se saberão todas estas coisas. E Jeremias diz: Estas coisas se compreenderão ao final dos tempos. Na realidade, qualquer profecia é para os seres humanos enigmática e ambígua até que se cumpra; mas quando chega o tempo e acontece o que foi profetizado, então se podem explicar as profecias claramente.

Por isso, ainda em nossos tempos o que se lê na Lei parece uma fábula para os judeus: é porque eles não têm aquilo que explica tudo, como é o que diz respeito à vinda do Filho de Deus feito homem. Mas, para os cristãos, quando o leem, torna-se o tesouro escondido no campo, revelado e explicado pela cruz de Cristo, que confere entendimento aos seres humanos e mostra a sabedoria de Deus; também manifesta as economias em favor dos homens, prefigura o reino de Cristo e anuncia antecipadamente a herança da cidade santa.

Desde antes proclama que a pessoa enamorada de Deus avançará de tal maneira, que verá a Deus e escutará a sua Palavra; e desta escuta receberá tal esplendor, que os outros não poderão olhar a glória de seu rosto, como disse Daniel: Os sábios brilharão como lamparinas no firmamento, e a multidão dos justos como estrelas, pelos séculos sem fim.

Por conseguinte, se alguém lê as Escrituras como acabamos de explicar - assim como Cristo ensinou aos discípulos, depois de ressuscitar dentre os mortos, mostrando-lhes a partir das Escrituras que era necessário que o Cristo padecesse todas estas coisas e assim entrasse em sua glória, e em seu nome se anunciará o perdão dos pecados em todo o mundo -, chegará a ser um perfeito discípulo, como aquele pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.

 

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

quinta-feira, 9 de julho de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 16 JULHO 2026

 




16º Domingo do Tempo Comum |

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Mt 13,24-43

Naquele tempo: 24 Jesus contou outra parábola à multidão: "O Reino dos Céus é como um homem que semeou boa semente no seu campo. 25 Enquanto todos dormiam, veio seu inimigo, semeou joio no meio do trigo, e foi embora. 26 Quando o trigo cresceu e as espigas começaram a se formar, apareceu também o joio. 27 Os empregados foram procurar o dono e lhe disseram: 'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde veio então o joio?' 28 O dono respondeu: 'Foi algum inimigo que fez isso'. Os empregados lhe perguntaram: 'Queres que vamos arrancar o joio?' 29 O dono respondeu: 'Não! pode acontecer que, arrancando o joio, arranqueis também o trigo. 30 Deixai crescer um e outro até a colheita! E, no tempo da colheita, direi aos que cortam o trigo: arrancai primeiro o joio e amarrai-o em feixes para ser queimado! Recolhei, porém, o trigo no meu celeiro!'" 31 Jesus contou-lhes outra parábola: "O Reino dos Céus é como uma semente de mostarda que um homem pega e semeia no seu campo. 32 Embora ela seja a menor de todas as sementes, quando cresce, fica maior do que as outras plantas. E torna-se uma árvore, de modo que os pássaros vêm e fazem ninhos em seus ramos". 33 Jesus contou-lhes ainda uma outra parábola: "O Reino dos Céus é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado". 34 Tudo isso Jesus falava em parábolas às multidões. Nada lhes falava sem usar parábolas, 35 para se cumprir o que foi dito pelo profeta: "Abrirei a boca para falar em parábolas; vou proclamar coisas escondidas desde a criação do mundo". 36 Então Jesus deixou as multidões e foi para casa. Seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: "Explica-nos a parábola do joio!" 37 Jesus respondeu: "Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem. 38 O campo é o mundo. A boa semente são os que pertencem ao Reino. O joio são os que pertencem ao Maligno. 39 O inimigo que semeou o joio é o diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os ceifeiros são os anjos. 40 Como o joio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos: 41 o Filho do Homem enviará os seus anjos, e eles retirarão do seu Reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam o mal; 42 e depois os lançarão na fornalha de fogo. Aí haverá choro e ranger de dentes. 43 Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Quem tem ouvidos, ouça".

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  São João Crisóstomo - Sermão 46 sobre o Evangelho de São Mateus

Aos prelados foi confiado o cuidado dos campos

 

O Reino dos Céus é semelhante a alguém que semeou boa semente em seu campo. Porém, enquanto dormia, veio o inimigo e semeou joio no meio do trigo e foi embora. Quando cresceu a erva e deu fruto, então apareceu o joio...

Que diferença existe entre esta parábola e a anterior [do semeador]? Que na anterior Ele fala daqueles que não acolheram, dos que recusaram a semente; enquanto que nesta se trata do grupo dos hereges. Narrou aquela primeiramente, para não perturbar aos discípulos, uma vez que lhes tinha explicado porque falava aos outros em parábolas. Na anterior dizia que Ele não era acolhido; nesta outra diz que existem corruptores acolhidos juntamente com os discípulos. Porque é astúcia própria do demônio sempre mesclar com a verdade o erro colorido com aparências de verdade, de forma a conseguir por este meio facilmente enganar aos simples. Por tal motivo, não nomeou outro tipo de sementes, mas somente o joio, que é uma semente semelhante ao trigo.

Em seguida indica o modo das ciladas dizendo: Enquanto todos dormiam. Um abismo e perigo de não pouca importância aqui se propõe aos prelados, aos quais foi confiado o cuidado do campo; porém, não somente eles, mas também aos súditos. E se revela como o erro veio depois da verdade, coisa que os acontecimentos confirmaram. Porque depois dos profetas chegam os falsos profetas; depois dos apóstolos, os falsos apóstolos; depois de Cristo, o anticristo. Porque se o diabo não vê algo para imitar ou alguns para quem armar ciladas, nem as coloca e ignora completamente. No caso, como ele vê que uma semente produziu cem por um, outra sessenta, outra trinta, ele joga por outro caminho.

Não podendo arrancar o que já se arraigou, nem sufocá-lo, nem queimá-lo, vale-se de outra astúcia, e semeia em outros sua própria semente. Perguntarás: em que se diferenciam estes homens que dormem daqueles que foram significados pelo caminho? Em que nestes a semente foi arrancada logo, pois o diabo nem sequer a deixou lançar raízes, enquanto que nos outros teve necessidade de um artifício maior. Cristo disse isto para nos ensinar que é necessário vigiar sem interrupção. Como se dissesse: “Mesmo que fujas daquele prejuízo, ainda resta outro. Como lá o prejuízo veio pelo caminho, as pedras, os espinhos, assim aqui chega pelo sono”. De maneira que se torna necessária uma vigília contínua. Por isto dizia: Quem perseverar até o fim será salvo.

 

Silencio

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Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.