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sábado, 20 de dezembro de 2025

LECTIO DIVINA: APRENDENDO A REZAR COM A PALAVRA DE DEUS

 



 

È a segunda vez que, numa assembleia da juventude, é feito o pedido de apresentar e explicar o sentido da lectio divina.  Desta vez vamos amarrar a proposta e lançar uma data.

Data: Segunda feira 29 dezembro 2025

Local: capela de Santo Antônio

Horário: 19 h.

N.B. precisa levar uma Bíblia, um caderno e uma caneta


Retiros espirituais dos jovens nas comunidades_ Janeiro 2026

 



Janeiro é o mês das férias e os adolescentes e jovens não vão na escola. Por isso é importante este período não somente para descansar, que é muito bom, mas também para alimentar o espírito. É por isso que estou propondo uma tarde de espiritualidade para os jovens de cada comunidade, que se torna uma maneira, também, de fortalecer a espiritualidade do grupo. Aqui em seguida as indicações especificas e o calendário dos retiros nas comunidades:

Horário: 15-17,30

17,30: merenda (são os jovens da comunidade que a organizam

Local: capela da comunidade 


1.     Rosário: 5 segunda

2.     Santo Inacio: 6 terça

3.     São Sebastião: 7 quarta

4.     Santo Antônio: 8 Quinta

5.     São Vicente 9: Sexta

6.     São Pedro - São Lázaro: segunda 12

7.     Cristo Rei: terça 13


domingo, 14 de dezembro de 2025

A ASSEMBLEIA DA JUVENTUDE 2025 ESCOLHEU OS NOVOS COORDENADORES

 




In um clima bem dinâmico e sinodal foi realizada a Assembleia da juventude 2025.

Tudo iniciou com um momento de mística e de oração animado pelo grupo jovem de Rosário. A Assembleia continuou com um serie de colocações realizadas por parte do assessor da pastoral da juventude do Setor Avenida Brasil e por dois assessores da paroquia de são George. Depois da palavra do padre Paulo que fez a memória da história da nossa caminhada, a Assembleia continuou com os trabalhos de grupo.







A partilha dos trabalhos foi muito enriquecedora pois os jovens manifestaram a vontade de realizar projetos bonitos no próximo ano.

Depois do almoço, a juventude se reuniu para indicar os quatro jovens que nos próximo dois anos estarão na frente no acompanhamento da Pastoral da Juventude Paroquial.



Manoel e Isabely de Rosário, Ana Beatriz de são Sebastião e Natan de São Vicente são os jovens que a Assembleia a pontou como coordenadores da PJ.

Que o Espírito Santo ilumine as vossas mentes e preenche os vossos corações do amore e da sabedoria de Deus.


sábado, 6 de dezembro de 2025

SÍNODO ARQUIDIOCESANO DA JUVENTUDE- A NOSSA CONTRIBUIÇÃO

 




Durante o Sinodo Arquidiocesano da Juventude os jovens da nossa paróquia realizaram uma peça que chamou muito atenção. 

Aqui em seguida algumas fotos:
















quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

ASSEMBLEIA DA JUVENTUDE: PROPOSTA DE PAUTA

 



Encontro coordenadores e assessores da Pastoral da Juventude

 

No encontro mensal de coordenadores e assessores da pastoral da juventude do dia 3 de dezembro 2025 estavam presentes: Marcela, Manoel, Lavina, Carina, Samantha, Djovana, Hugo, Natan, Juan, Pe Paolo.

Juntos pensamos de realizar a Assembleia da juventude com este roteiro:

 

ASSEMBLEIA DA JUVENTUDE

Domingo 14 de dezembro 2025

 

10,30 Acolhida

Equipe de música: João, Santo Antônio, etc.

Dinâmica de entrosamento: Santo Inacio.

Momento de oração: Rosário

Palestra pe Paolo

Trabalho de grupo: perguntas

1.      O que foi bom na caminhada da PJ deste ano que vale as penas dar continuidade

2.      O que precisa melhorar

3.      Que novidades queremos apontar para o 2006

Almoço 12,30 (oferecido pela paróquia);

13,30: volta ao trabalho. Partilha e calendário 2026

Segunda parte da Assembleia: Indicação dos 4 jovens que vão ficar na frente para os próximos dois anos

Critérios da escolha:

1.      Jovem engajado na base

2.      Participa da comunidade

3.      Participa da formação

4.      Que tenha dois anos de caminhada

5.      Devem ser maiores de 15 anos

Trabalho de grupo para indicar os nomes

Palavra dos quatro jovens escolhidos que aceitaram a indicação

Dinâmica final: São Vicente

 Oração final: São Sebastião

 

Lembrando que domingo 14 é o segundo domingo do mês e haverá a missa da juventude que será animada pelo grupo jovens de são Vicente.

Logo após da missa haverá uma janta organizada pela mesma pastoral da juventude.

 


quarta-feira, 29 de outubro de 2025

EVANGELIZAÇÃO DA JUVENTUDE DESAFIOS E PERSPECTIVAS PASTORAIS- DOC 85/2006-CNBB

 



DOC 85/2006-CNBB


 

III LINHAS DE AÇÃO

Do encontro pessoal com Jesus Cristo, nasce o discípulo, e do discipulado nasce o missionário. O encontro pessoal é a primeira etapa. Em seguida, nasce um itinerário, em cujas etapas vai amadurecendo pouco a pouco o compromisso com a pessoa e o projeto de Jesus Cristo, à luz do mistério pascal. Cada etapa abre horizontes ao jovem para definir seu projeto de vida. O jovem aprende a escutar o chamado de Cristo; a buscar uma vida interior de valores evangélicos; a sair do individualismo para pensar e trabalhar com os outros; a participar de uma comunidade eclesial concreta; a se sensibilizar como o bom samaritano com o sofrimento alheio; a participar de uma pastoral orgânica com os outros; a entender que a luta pela justiça é um elemento constitutivo da evangelização; e a se comprometer de maneira decisiva com a missão. Estas etapas devem levar a uma opção vocacional, entendida como vocação de leigo ou vocação de especial consagração, como presbítero ou religioso (a). O que sustenta a caminhada é a graça de Deus. Acreditamos que para responder de maneira qualificada aos anseios da juventude, às necessidades da Igreja e aos sinais dos tempos, necessitamos das seguintes linhas de ação:

 

1.       FORMAÇÃO INTEGRAL DO DISCÍPULO

O conceito de formação integral é importante para considerar o jovem como um todo, evitando assim reducionismos que distorcem a proposta de educação na fé, reduzindo a fé a uma proposta psicologizante, espiritualista ou politizante.

Apontamos cinco dimensões que necessitam da atenção de quem trabalha na formação dos jovens: dimensão da personalização, da integração, dimensão teológico-espiritual, social-política e dimensão da capacitação técnica.

a.       Dimensão psico-afetiva – Processo da personalização. As perguntas de fundo: Qual é a relação comigo mesmo? Quem sou eu? São perguntas de fundo importantes para o autoconhecimento e para a construção da personalidade do jovem. Sem a capacidade de autoconhecimento e autocrítica, o jovem é incapaz de analisar as situações com objetividade, de administrar os conflitos, e de se relacionar com outros de uma maneira equilibrada. Sem esta dimensão torna-se difícil a interiorização, o silêncio interior e o encontro com Deus na oração e a verdadeira conversão.

b.      Dimensão psicossocial – Processo de integração. As perguntas de fundo são: Quem é o outro? Como relacionar-se com ele? Essa dimensão acentua a importância das relações entre as pessoas que acontecem, por exemplo, nas amizades, nos grupos, na vida em comunidade, na família. A felicidade do jovem depende da sua capacidade de comunicar-se com os outros. A amizade é algo natural e importante na vida do jovem. Frente a uma cultura contemporânea que incita à concorrência, o Evangelho propõe um relacionamento baseado no amor e no serviço. Essa dimensão, então, busca motivar o jovem para o envolvimento na comunidade eclesial. Na medida em que ele se sente valorizado em suas capacidades, consegue perceber o valor de se caminhar com aqueles que partilham da mesma fé em Jesus Cristo.

 

c.       Dimensão Mística – Processo teológico-espiritual. As perguntas de fundo que o jovem se faz são: Qual é a minha relação com Deus? De onde vim? Para onde vou? Qual o sentido da minha vida? Qual o sentido da morte? Qual o sentido do sofrimento?  O ser humano foi feito para um horizonte mais amplo do que o bem-estar material. O teológico e o espiritual não só caminham juntos, mas se complementam. A dimensão teológica é cultivada no estudo, na catequese e no aprofundamento dos dados básicos da fé. Desse aprofundamento fazem parte a iniciação à leitura da Palavra de Deus, do conhecimento de Jesus Cristo e da Igreja. A dimensão espiritual corresponde à experiência de Deus. Isso pode ser feito através de retiros, da vivência sacramental e da oração. Não basta estudar Deus; é necessário também ter uma experiência de Deus. A relação com Deus está também presente nas outras dimensões e as ilumina.

 

d.      Dimensão Política – Processo de participação-conscientização. As perguntas de fundo do jovem são: Qual a minha relação com a sociedade ao meu redor? Como organizar a convivência social? Podemos mudar a sociedade? A consciência da cidadania faz ver que todo poder emana do povo e em seu lugar é exercido. Essa dimensão abre o jovem para os problemas sociais em nível nacional e internacional: problemas de moradia, saúde, alimentação, a má qualidade da educação, direitos humanos desrespeitados, discriminação contra a mulher, violência, guerra, ecologia. Não se pode pregar um amor abstrato que encobre os mecanismos econômicos, sociais e políticos geradores da marginalização de grandes setores de nossa população. Aqui há necessidade de formar o jovem para o exercício da cidadania. Há necessidade de conectar a fé com a vida, a fé com a política.

 

e.       Dimensão Técnica – Processo de capacitação-metodologia. As perguntas de fundo do jovem: Qual é a minha relação com a ação? “A fé sem ação,” diz São Tiago, “está morta”. Como trabalhar? Como me organizar através de um consistente projeto pessoal de vida? Como administrar meu tempo? Como organizar as estruturas de coordenação que facilitam o acompanhamento sistemático, a comunicação, o aprofundamento e a continuidade? Como coordenar uma reunião de grupo e assegurar conclusões concretas? Como montar um curso? Como avaliar e acompanhar sistematicamente, no dia-a-dia, os processos grupais de educação na fé? Como planejar e avaliar a ação evangelizadora? As habilidades são necessárias para acompanhar as estruturas de apoio para o processo de evangelização dos jovens. Sem estas habilidades, os projetos pastorais não caminham.

 

2.       ESPIRITUALIDADE

vocação à santidade e a certeza de que a juventude é um lugar teológico da comunicação de Deus, exigem da Igreja uma proposta de espiritualidade como caminho que dê sentido à vida, em um constante diálogo com o Pai, através de Jesus, no Espírito Santo. Entendendo a espiritualidade como motivação central e bússola para orientar a vida, na direção da vontade de Deus, propomos aos jovens uma espiritualidade: centrada em Jesus Cristo e no seu projeto de vida; acolhedora do cotidiano como lugar privilegiado de crescimento e santificação; alegre e cheia de esperança; marcada pela experiência comunitária onde se medita a Palavra de Deus e se celebra a Eucaristia; apoiada no modelo do ‘sim’ de Maria e na certeza de sua presença materna e auxiliadora; conduzida pelo compromisso com o Reino, traduzida no compromisso com a transformação social a partir da sensibilidade diante do sofrimento do próximo.

Oração pessoal: O diálogo pessoal, íntimo, profundo com Jesus Cristo, no Espírito Santo, nos fortalece na dignidade de filhos diante do Pai.

Oração comunitária: É preciso recuperar o domingo como um dia especial de revigoramento espiritual.

Participação na comunidade: A espiritualidade da comunhão fraterna é essencial na vida cristã e todo jovem é convidado, desde cedo, a fazer esta experiência fundante da fé através de seu envolvimento nas diversas responsabilidades assumidas na comunidade.

Leitura orante da Sagrada Escritura: Quanto mais mergulhamos nas Escrituras, mais nos identificamos com este povo e adquirimos entendimento do que somos, para onde vamos e o que devemos fazer.

A vivência dos Sacramentos: De maneira toda especial encontramo-nos com Jesus na celebração dos sacramentos. O jovem, batizado, desejoso de se tornar adulto na fé, descobre, através da preparação e da celebração do Sacramento da Crisma, uma ocasião de receber os dons do Espírito Santo e de ser ungido, isto é, consagrado para a missão.

Devoção a Nossa Senhora: o reconhecimento da presença materna de Maria se desenvolve a partir das celebrações litúrgicas e das diversas expressões da piedade popular.

Os diversos encontros espirituais: nossa tradição eclesial comprova o valor perene de momentos especiais para os jovens e com os jovens, cuja finalidade é a formação e a espiritualidade.

As leituras e reflexões: são de grande valia as leituras teológicas e espirituais como instrumento para o fortalecimento e o crescimento da fé. A leitura da vida dos santos e de seus escritos pode contribuir enormemente para despertar ou alimentar a vida dos jovens que hoje, mais do que nunca, sentem necessidade de modelos, líderes, testemunhos.

 

3.       PEDAGOGIA DE FORMAÇÃO

Para evangelizar esta nova geração de jovens que descrevemos anteriormente contamos com a rica experiência acumulada e sistematizada pela Igreja na América Latina e no Brasil, e salientamos algumas pistas de ação:

a.       Prioridade da experiência sobre a teoria.

b.       Pedagogia de pequenos grupos e eventos de massa. Os grupos de jovens são um instrumento pedagógico de educação na fé.

c.       Níveis de evolução do processo de acompanhamento dos jovens.

·         Prestação de serviços: Neste primeiro nível, o assessor diocesano ou equipe de coordenação organiza serviços para jovens: palestras, cursos de fim de semana, encontros, eventos massivos, passeios.

·         Organização de grupos de jovens: Os grupos de jovens são um recurso pedagógico na educação na fé e também representam um passo à frente em termos de continuidade.

·         Organização dos grupos em uma rede. As estruturas de coordenação facilitam a organização de uma rede de grupos através da qual é possível deslanchar processos e não mais atividades isoladas.

·         Necessidade de um projeto pastoral compartilhado. Neste nível de evolução há um projeto pastoral compartilhado que determina a identidade da pastoral ou movimento: modelo de jovem a ser formado, tipo de espiritualidade, a imagem, de Deus e da Trindade, modelo de Igreja, relação Igreja-sociedade, relação bíblia-vida, relação fé-vida, fé-política, a maneira de celebrar.

·         Crescimento por etapas. Neste último nível de evolução há uma consciência que todo crescimento humano, incluindo o crescimento na fé, passa por etapas.

 

4.       DISCÍPULOS PARA A MISSÃO

Na evangelização da juventude deve-se estar atento ao conjunto da população jovem e não se restringir apenas àqueles que já são atingidos pela ação pastoral da Igreja. Freqüentemente os grupos de jovens e suas coordenações se fecham dentro de um pequeno círculo de amigos e conhecidos. Os jovens organizados na Igreja são uma pequena parcela da população jovem. É preciso estimular em todos o espírito missionário para que saiam em missão para levar os outros jovens a um encontro pessoal com Jesus Cristo e o projeto de vida proposta por ele. Esta é também tarefa de toda a comunidade eclesial.

A missão não se reduz apenas a trazer os jovens para as atividades da Igreja, mas também para que assumam seu papel na sociedade.

Um setor significativo da juventude sonha com a utopia de um outro mundo possível. Na maioria das experiências massivas que clamam por mudanças na sociedade e por uma outra globalização há uma grande presença da juventude.

 

5.       ESTRUTURAS DE ACOMPANHAMENTO

Sem a organização e a articulação entre si, numa rede de grupos, o assessor se vê obrigado a acompanhar os jovens individualmente, o que se torna muito difícil. Sem a organização, os grupos se fecham numa visão limitada e superficial.

Há um aumento da motivação por parte dos jovens ao perceberem que fazem parte de um projeto mais amplo, em que as estruturas participativas promovem o protagonismo dos jovens, aumentam a motivação e compromisso.

Participando das estruturas da organização, o jovem desenvolve importantes habilidades de liderança, capacidade de escutar os outros, de superar a timidez e falar em público, de organizar e comunicar suas ideias de maneira sistematizada, de conduzir uma reunião, de analisar criticamente a sociedade ao seu redor, de motivar e acompanhar processos individuais e grupais, de planejar e avaliar a ação pastoral.

A participação nas estruturas de coordenação é uma maneira eficaz de viver a espiritualidade do Evangelho. Frente ao individualismo da cultura contemporânea, o jovem aprende a vivenciar o mandamento novo trabalhando em equipe com os outros. Aprende a humildade e a capacidade de dialogar. No meio dos conflitos vê-se obrigado a aceitar as críticas, a escutar as opiniões dos outros, a entender a perspectiva dos outros, ser podado para crescer mais. Aprende que não pode impor seus conceitos, que é preciso abrir os horizontes para escutar outros fatos e outras evidências. A participação nas estruturas da organização é uma maneira para mudar mentalidades e comportamentos. O ambiente cultural que educa o jovem para o individualismo é combatido na prática cotidiana dos grupos e equipes de coordenação. As estruturas organizativas precisam ser avaliadas e atualizadas em vista da missão e do serviço.

A Nova nomenclatura “Setor Juventude” está sendo usado para significar o segundo sentido e eliminar a ambigüidade e adequar melhor as estruturas organizativas à nova realidade.

 

 

6.       MINISTÉRIO DA ASSESSORIA

Desejamos identificar e capacitar assessores adultos, pois não há processo de educação na fé sem acompanhamento, e não há acompanhamento sem acompanhante. Enquanto em nossas dioceses não houver adultos e jovens-adultos que se responsabilizem efetivamente por um consistente trabalho juvenil local, os resultados serão sempre aquém do desejado.

 

7.       DIÁLOGO FÉ E RAZÃO

Os argumentos intelectuais para serem convincentes devem ser acompanhados pelo testemunho de uma vida cristã autêntica. A imagem que a Igreja projeta na sociedade é muito importante para a evangelização de uma juventude cada vez mais escolarizada: uma igreja comprometida com os setores marginalizados da sociedade, que evangeliza a partir do testemunho e dinamismo de seus membros, de maneira especial de jovens que são apóstolos de outros jovens, uma Igreja alegre e acolhedora que ama e acredita nos jovens.

A importância da Pastoral universitária

8.       O DIREITO À VIDA

Frente à situação de extrema vulnerabilidade a que está submetida a imensa maioria dos jovens brasileiros, é necessária uma firme atuação de todos os segmentos da Igreja no sentido de garantir o direito dos jovens à vida digna e ao pleno desenvolvimento de suas potencialidades. Isso se desdobra e concretiza no direito à educação, ao trabalho e à renda, à cultura e ao lazer, à segurança, à assistência social; à saúde e à participação social. 

sábado, 16 de agosto de 2025

TESTEMUNHO DOS JOVENS ITALIANOS NO ENCONTRÃO DA JUVENTUDE: SÁBADO 16 AGOSTO 2025

 





Caros paroquianos, temos o prazer de estar aqui hoje com vocês para compartilhar algumas reflexões sobre o rosto contemporâneo da fé entre os jovens em nossas paróquias italianas. A participação de crianças e adolescentes na vida paroquial na Itália é um aspecto fundamental de seu crescimento espiritual e religioso. Desde a mais tenra infância, as crianças são envolvidas em atividades litúrgicas e catequéticas, incluindo a preparação para os sacramentos, a primeira confissão e a comunhão. Durante esses anos, a paróquia se torna um lugar de formação e conexão, onde as crianças não apenas aprendem os princípios da fé cristã, mas também o valor da comunidade e da oração. Os adolescentes são então convidados a participar de momentos de reflexão que os acompanham em sua jornada rumo à Crisma. Este sacramento representa a transição para uma fé mais consciente, na qual os jovens se sentem chamados a testemunhar sua pertença à Igreja de forma pessoal e responsável. A preparação para a Crisma é frequentemente enriquecida por reuniões em grupo, momentos de serviço comunitário e atividades que os ajudam a fortalecer sua conexão com Deus e com os outros. Acompanhar os jovens através dos sacramentos não se limita, portanto, a um aspecto formal, mas busca torná-los protagonistas ativos de sua fé. A paróquia torna-se, assim, um espaço onde, juntamente com padres, catequistas e educadores, eles podem experimentar a vida cristã, desenvolvendo valores como solidariedade, respeito e amor ao próximo, ao mesmo tempo em que adquirem uma compreensão mais profunda de sua própria espiritualidade. 

Nos últimos anos, tem-se observado um crescente distanciamento dos jovens da vida da Igreja, fenômeno que reflete diversas questões estruturais e culturais. Muitos jovens se sentem desconectados e não representados pelas práticas e mensagens tradicionais da paróquia. Esse desalinhamento é acentuado por uma crise vocacional que afeta todos os aspectos da vida eclesial: dos padres aos catequistas e educadores. Outro obstáculo é o próprio sistema paroquial, muitas vezes rígido e pouco inclusivo, especialmente para aqueles que ainda não fazem parte de um contexto familiar ativo. No entanto, é possível encarar essas dificuldades com uma perspectiva positiva e proativa. A situação atual pode ser uma oportunidade para redescobrir e revitalizar um modelo de Igreja mais inclusivo para todos. 

É essencial que as paróquias invistam na superação de rigidez e barreiras, adotando formas mais modernas de diálogo e participação que não excluam, mas sim incentivem o envolvimento dos jovens. Precisamente neste momento desafiador, a possibilidade de uma Igreja mais flexível, atenta às reais necessidades dos jovens e às suas formas de interagir com a fé, pode tornar-se um farol de esperança. As paróquias devem tornar-se lugares onde a fé seja vivida autenticamente, mesmo fora das normas tradicionais, onde cada jovem possa sentir-se acolhido e encorajado a caminhar ao lado dos outros, sem se sentir julgado ou marginalizado.

 Confiemos este caminho ao Espírito para que a fé não se apague, mas sim se renove, vivida com alegria e esperança. Obrigado.