quarta-feira, 4 de março de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 5 MARÇO 2026

 



III QUARESMA/A

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 4, 5-7.9-24

Naquele tempo, 5 Jesus chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José. 6 Era aí que ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta do meio-dia. 7 Chegou uma mulher da Samaria para tirar água.

19 A mulher disse a Jesus: "Senhor, vejo que és um profeta! 20 Os nossos pais adoraram neste monte, mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve adorar". 21 Disse-lhe Jesus: "Acredita-me, mulher: está chegando a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22 Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus. 23 Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. De fato, estes são os adoradores que o Pai procura. 24 Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade".

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura:  Simone Weil. Pensamentos desordenados sobre o amor de Deus

Como poderíamos buscar Deus, já que Ele está no alto, na dimensão que nós não podemos percorrer? Só podemos caminhar horizontalmente. Se caminharmos dessa maneira, buscando nosso bem, e se a busca chegar ao término, essa chegada será ilusória, o que teremos encontrado não será Deus. Uma criança pequena que está na rua e de repente não vê mais a sua mãe ao seu lado corre para todos os lados chorando, mas ela está errada ao agir assim; se ela tiver bom-senso e força de alma suficiente para parar e esperar, ela a encontrará mais rapidamente. É preciso apenas esperar e chamar. Não chamar alguém, já que não sabemos se há alguém. Gritar que estamos com fome e queremos pão. Gritaremos mais ou menos durante bastante tempo, mas finalmente seremos alimentados e então não gritaremos mais, saberemos que o pão realmente existe. Quando comemos, qual prova mais segura poderíamos querer? Enquanto não tivermos comido, não é necessário, e nem sequer muito útil, acreditar no pão. O essencial é sabermos que estamos com fome. Não é uma crença, é um conhecimento certeiro que só pode ser obscurecido pela mentira. Todos aqueles que acreditam que há ou que haverá um dia um alimento produzido aqui embaixo estão mentindo. O alimento celeste não faz apenas crescer em nós o bem, ele destrói o mal, algo que nossos próprios esforços jamais poderão fazer. A quantidade de mal que está em nós só pode diminuir graças ao olhar pousado sobre uma coisa perfeitamente pura.

 

Não depende de nós acreditar em Deus; só o que depende de nós é não dar nosso amor a falsos deuses. Primeiramente, não acreditar que o futuro seja o lugar do bem capaz de nos completar. O futuro é feito da mesma substância que o presente. Sabemos que aquilo que fizemos de bom, riqueza, poder, consideração, conhecimentos, amor daqueles que amamos, prosperidade daqueles que amamos e assim por diante, não bastam para nos satisfazer. Acreditamos porque mentimos para nós mesmos. Pois se realmente pensarmos nisso durante alguns instantes, saberemos que é falso. Ou ainda, se estivermos sofrendo devido a uma doença, miséria ou infortúnio, acreditamos que o dia em que esse sofrimento passar, estaremos satisfeitos. Também sabemos que isso é falso; a partir do momento em que nos habituarmos à suspensão do sofrimento, vamos querer outra coisa. Segundo, não confundir a necessidade com o bem. Há um certo número de coisas que acreditamos precisar ter para vivermos. Frequentemente isso é falso, pois sobreviveríamos à sua perda. Mas, mesmo que isso seja verdadeiro, se a sua perda pode matar ou no mínimo destruir a energia vital, nem por isso ela é um bem. Pois ninguém fica muito tempo satisfeito por poder pura e simplesmente viver. Sempre queremos outra coisa. Queremos viver para alguma coisa. Basta não mentirmos para nós mesmos para sabermos que não há nada aqui embaixo pelo qual poderíamos viver. Basta imaginarmos todos nossos desejos satisfeitos. Ao final de algum tempo, estaremos insatisfeitos. Gostaríamos de outra coisa, e estaríamos infelizes por não sabermos o que querer. Depende de cada um manter a atenção fixada sobre essa verdade.

(Aprofundamento: a mística do amor em Simone Weil https://mondodomani.org/dialegesthai/articoli/paolo-cugini-03

 Biografia Simone Weil: https://pt.wikipedia.org/wiki/Simone_Weil)


Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

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