30º
Domingo do Tempo Comum
Canto de exposição ao Santíssimo
Motivação do coordenador pastoral ou do ministro
Momento de silencio
Leitura da Bíblia: Mt 22, 34-40
Naquele tempo, 34 Os fariseus ouviram dizer que Jesus
tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35 e um deles
perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36 "Mestre, qual é o maior
mandamento da Lei?" 37 Jesus respondeu: "'Amarás o Senhor teu Deus de
todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!' 38 Esse
é o maior e o primeiro mandamento. 39 O segundo é semelhante a esse: 'Amarás ao
teu próximo como a ti mesmo'. 40 Toda a Lei e os profetas dependem desses dois
mandamentos".
Momento de silencio
Canto de meditação
Silencio
Leitura Patrística: São Gregório Magno - Tratado sobre o Livro de Jó
A lei do Senhor abrange muitos aspectos
A lei de Deus, da qual se fala neste lugar, deve
entender-se que é a caridade, pela qual podemos sempre ler em nosso interior
quais são os preceitos de vida que temos de praticar. A respeito desta lei, diz
aquele que é a própria verdade: Este é o meu mandamento: que vos ameis uns
aos outros. A respeito dela diz São Paulo: Amar é cumprir toda a lei.
E também: Ajudai-vos uns aos outros a carregar os vossos fardos, e deste
modo cumprireis a lei de Cristo. O que melhor define a lei de Cristo é a
caridade, e esta caridade a praticamos de verdade quando toleramos por amor as
cargas dos irmãos.
Porém, esta lei abrange muitos aspectos, porque a
caridade zelosa e solícita inclui os atos de todas as virtudes. O que começa
somente por dois preceitos se estende a inumeráveis facetas. Esta
multiplicidade de aspectos da lei é enumerada adequadamente por Paulo, quando
diz: O amor é paciente, afável; não tem inveja; não é presunçoso nem é
vaidoso; não é ambicioso nem egoísta; não se irrita, não guarda rancor; não se
alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade.
O amor é paciente, porque tolera com serenidade
os males que lhe são infligidos. É afável, porque devolve generosamente
o bem pelo mal. Não tem inveja, porque, ao não desejar nada deste mundo,
ignora o que é a inveja pelos êxitos terrenos. Não é presunçoso, porque
deseja ansiosamente o prêmio da retribuição espiritual, e por isso não se
vangloria dos bens exteriores. Nem é vaidoso, porque tem por único
objetivo o amor de Deus e do próximo, e por isso ignora tudo o que se afasta do
reto caminho. Não é ambicioso, porque, dedicado com ardor ao seu
proveito interior, não sente desejo algum das coisas alheias e exteriores. Nem
é egoísta, porque considera como alheias todas as coisas que possui aqui de
modo transitório, já que só reconhece como próprio aquilo que perdurará
juntamente com ele. Não se irrita, porque, ainda que sofra injúrias, não
se deixa levar por desejos de vingança, pois espera um prêmio muito superior
aos seus sofrimentos. Não guarda rancor, porque sua alma está livre de
toda maquinação doentia. Não se alegra com a injustiça, porque, desejoso
unicamente do amor para com todos, não se alegra nem da ruína de seus próprios
adversários. Alegra-se com a verdade, porque, amando aos outros como a
si mesmo, ao observar nos outros a retidão, alegra-se como se fosse de seu
próprio progresso.
Vemos, portanto, como esta lei de Deus abrange muitos
aspectos.
Silencio
Canto de meditação
Silencio
Preces espontâneas (o ministro convida a
partilhar pedidos a voz alta)
Pai nosso
Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

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