IV DOMINGO PÁSCOA
Canto de exposição ao Santíssimo
Motivação do coordenador pastoral ou do ministro
Momento de silencio
Leitura da Bíblia: João 10,1-10
Naquele tempo, disse Jesus: 1 "Em
verdade, em verdade vos digo, quem não entra no redil das ovelhas pela porta,
mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante. 2 Quem entra pela
porta é o pastor das ovelhas. 3 A esse o porteiro abre, e as ovelhas
escutam a sua voz; ele chama as ovelhas pelo nome e as conduz para fora. 4 E,
depois de fazer sair todas as que são suas, caminha à sua frente, e as ovelhas
o seguem, porque conhecem a sua voz. 5 Mas não seguem um estranho,
antes fogem dele, porque não conhecem a voz dos estranhos". 6 Jesus
contou-lhes esta parábola, mas eles não entenderam o que ele queria
dizer. 7 Então Jesus continuou: "Em verdade, em verdade vos
digo, eu sou a porta das ovelhas. 8 Todos aqueles que vieram antes de
mim são ladrões e assaltantes, mas as ovelhas não os escutaram. 9 Eu
sou a porta. Quem entrar por mim, será salvo; entrará e sairá e encontrará
pastagem. 10 O ladrão só vem para roubar, matar e destruir. Eu vim
para que tenham vida e a tenham em abundância.
Momento de silencio
Canto de meditação
Silencio
Leitura Patrística: São Clemente de Alexandria. O Pedagogo
O rebanho necessita do Pastor
As pessoas em bom estado de
saúde não necessitam de médico, ao menos enquanto estão bem; os enfermos, ao
contrário, necessitam de sua arte. Da mesma forma, nós que nesta vida estamos
enfermos, oprimidos pelos desejos vergonhosos de intemperança condenável, de
todas as outras desordens de nossas paixões, necessitamos do Salvador. Ele nos
aplica doces medicamentos, mas também remédios amargos: as raízes amargas do
temor detêm as úlceras do pecado. Eis porque o temor, embora seja amargo, é
saudável.
Por isso nós, os enfermos,
necessitamos do Salvador; extraviados, daquele que nos guie; cegos, daquele que
nos ilumine; sedentos, da fonte de água viva; e aqueles que bebem dela nunca
mais terão sede; mortos, necessitamos da vida; o rebanho, do Pastor; as
crianças, do Pedagogo; e toda a humanidade necessita de Jesus: por receio que,
sem guia e sendo pecadores, caiamos na condenação final. É necessário, ao
contrário, que sejamos separados da palha e empilhados no celeiro do Pai. A
pá está na mão do Senhor, e com ela separa o trigo do joio destinado
ao fogo.
Se quisermos, podemos
compreender a profunda sabedoria do santo Pastor e Pedagogo, o onipotente Verbo
do Pai, quando, servindo-se da alegoria, proclama-se pastor do rebanho; Ele é
também o pedagogo dos pequeninos.
É assim que Ele aborda
amplamente, através de Ezequiel, aos anciãos, e que lhes dá o exemplo salutar
de uma solicitude esmerada: Cuidarei do que está ferido, e curarei o
que está fraco, trarei de volta os que se extraviaram, e os apascentarei eu
mesmo no meu santo nome. Tal é a promessa de um bom pastor. Apascenta
as tuas criaturas como a um rebanho!
Sim, Senhor, sacia-nos; dá-nos
com abundância o pasto de tua justiça; sim, Pedagogo, conduz-nos até o teu
santo monte, até a tua Igreja, a que está colocada no alto, acima das nuvens,
que toca os céus! E eu serei, diz Ele, seu Pastor, e
estarei perto deles, como a túnica de sua pele. Ele quer salvar a minha
carne, revestindo-a com a túnica da incorruptibilidade, e ungiu a minha pele.
Eles me chamarão, diz o Senhor, e Eu
lhes direi: Aqui estou. Me escutas muito antes do que eu esperava,
Senhor. Se cruzarem as águas, não resvalarão, diz o Senhor. De
fato, não cairemos na corrupção, os que cruzamos até a incorruptibilidade,
porque Ele nos sustentará. Ele disse e quis.
Assim é nosso Pedagogo:
realmente bom. Não vim, disse Ele, para ser servido, mas
para servir. Por isso o Evangelho o revela fatigado: se fadiga por nós e
prometeu dar sua vida como resgate por muitos.
Somente o bom pastor –
acrescenta – se comporta assim. Que grande benfeitor; entrega por nós o que tem
de melhor: sua vida! Que grande benfeitor e amigo do homem, aquele que, sendo
Senhor, quis ser seu irmão! E sua bondade chegou a tal extremo, que morreu por
nós.
Silencio
Canto de meditação
Silencio
Preces espontâneas (o ministro convida a
partilhar pedidos a voz alta)
Pai nosso
Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.
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