sábado, 25 de julho de 2026

ADORAÇÃO EUCARISTICA 30 JULHO 2026

 





18º Domingo do Tempo Comum 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Mt 14,13-21

Naquele tempo, 13 Quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14 Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15 Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: "Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!" 16 Jesus porém lhes disse: "Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!" 17 Os discípulos responderam: "Só temos aqui cinco pães e dois peixes". 18 Jesus disse: "Trazei-os aqui". 19 Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20 Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21 E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

 

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  São Jerônimo - Comentário sobre São Mateus

Dai-lhes vós mesmos de comer

Nas palavras do Evangelho sempre o espírito está unido à letra, e o que à primeira vista parece frio, torna-se ardente quando o tocas. O Senhor estava em um lugar deserto, o seguiram multidões numerosas abandonando as suas cidades, ou seja, seu antigo modo de vida e suas diversas crenças. Jesus desembarca; isto significa que as multidões tinham vontade de ir até ele, mas não tinham força para chegar. Por isso o Salvador sai de seu lugar e vai até elas, como em outra parábola vai ao encontro do filho arrependido. Ao ver a multidão, tem compaixão dela e cura as suas enfermidades para que a sua fé plena obtenha em seguida a recompensa...

Jesus lhes disse: Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer. Não necessitam buscar diversos alimentos, comprar pães desconhecidos, porque têm consigo o pão celestial. Dai-lhes vós mesmos de comer. Convida aos Apóstolos a partir o pão para que eles, testemunhando que não têm, manifeste-se melhor a grandeza do milagre.

Tomou os cinco pães e os dois peixinhos, e levantando os olhos ao céu pronunciou a bênção, partiu os pães e deu aos discípulos. Levanta os olhos ao céu para ensinar-nos a dirigir para lá o nosso olhar. Tomou em suas mãos os cinco pães e os dois peixinhos, os partiu e os deu aos seus discípulos. Quando o Senhor parte os pães abundam os alimentos. De fato, se tivessem permanecido inteiros, se não tivessem sido cortados em pedaços nem divididos em colheita multiplicada, não teriam conseguido alimentar as pessoas, as crianças, as mulheres, a uma multidão tão grande. Por isso a Lei com os profetas é fracionada em pedaços e são anunciados os mistérios que contêm, a fim de que o que era íntegro e em seu primeiro estado não alimentava, dividido em partes alimente a multidão dos povos.

 

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

CALENDÁRIO PASTORAL 27 JULHO – 2 AGOSTO 2026

 




 

SEGUNDA 27

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

15: projeto Terceira idade, amizade e união (São Vicente)

17: projeto capoeira (São Vicente)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

19,30: terço dos homens na comunidade santo Antônio

19: Grupo de oração Mensageiros da paz: são Vicente

19: Canja Cáritas Cristo Rei

 

TERÇA 28

7,30: projeto Viva a melhor idade (São Pedro)

9-11: visita dos ministros aos doentes e idosos da comunidade são Pedro

15: visita dos ministros aos doentes e idosos da comunidade santo Antônio

18: projeto capoeira (São Pedro)

19: Novena nas comunidades

19: Primeira noite do Tríduo de santo Inacio: padre John Paul

20: canja Cáritas da comunidade em são Pedro

 

QUARTA 29

6-7,30: cafezinho Cáritas em santo Antônio

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

15-18: atendimento psicológico (paróquia)

18: projeto capoeira (São Vicente)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

19: Segunda noite do Tríduo de santo Inacio: padre Paulo

19: Formação sobre as Novas Diretrizes da Igreja do Brasil na comunidade de são Sebastião

 

QUINTA 30

7,30: projeto Viva a melhor idade (são Pedro)

9-12: atendimento psicológico (paróquia)

15-18: atendimento psicológico (paróquia)

15: visita dos ministros aos doentes e idosos da comunidade santo Antônio (equipe 2)

18: projeto capoeira (São Pedro)

19: Terceira noite do Tríduo de santo Inacio: celebrante padre Marcos

19: adoração eucarística nas comunidades.

20: Canja Cáritas comunidade são Sebastião

 

SEXTA 31

6: cafezinho Cáritas comunidade de Santo Inacio

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

18: procissão e festa de santo Inacio

 

SÁBADO 1 AGOSTO

8-12: o padre dà aula na Faculdade de homiletica

Tarde: equipes litúrgicas nas comunidades preparando as celebrações

Tarde: catequese nas comunidades

14-18: atendimento psicológico (paróquia)

14: preparação da homilia com os ministros que atuam no próximo domingo

15 Pastoral do dízimo

16 Coordenadores de comunidades

17: Encontro sobre as orientações da arquidiocese sobre as votações políticas 2026

18: EVENTO DA PASCOM: 1° FESTIVAL DE FOTOGRAFIA

18: Canja Cáritas comunidade do Rosário

 

 

DOMINGO 2

7: Missa Santo Antônio

7,30: celebração no Rosário com Francisco-Socorro

9: Missa Cristo Rei

10: Missa em são Sebastião com pe Marcos 

10: celebração em São Lazaro com Miguel

10: visita aos doentes (comunidade são Sebastião)

10,15: momento de formação com as catequistas das comunidades (salão paroquial)

12: Evento em Cristo Rei: almoço

15 Coroinhas

18: Celebração em santo Inacio com Naza Maciel

18: Missa são Pedro

19,30: Missa são Vicente (Padre Marcos)

quarta-feira, 22 de julho de 2026

DIRETRIZES GERAIS DA AÇÃO EVANGELIZADORA DA IGREJA NO BRASIL 2026-2032

 



Síntese: Paolo Cugini

Introdução

A missão dada por Jesus aos discípulos é anunciar o Evangelho. A Igreja existe para proclamar o Evangelho do Filho de Deus e, por meio dele, gerar a obediência da fé em todos os povos (Rm 1,1-5; Gl 3,5), em vista do Reino de Deus.

 

A Igreja no Brasil busca responder ao apelo do Espírito – intensificado na fase continental do Sínodo sobre a Sinodalidade – a ser uma tenda sempre aberta, capaz de ampliar a escuta e o acolhimento, sustentada por estacas firmes na fé, esperança e caridade, diante dos desafios atuais.

 

 

A nova realidade nos chama a rever os métodos de anúncio da Boa-Nova, de transmissão da fé e de fortalecimento do senso de pertença à comunidade eclesial. Igualmente, é necessário reavivar em toda a Igreja no Brasil a busca pela santidade e o sentido de participação e comunhão orientados pela missão. O grito da Terra e o grito dos pobres nos impulsionam a avançar para águas mais profundas, conforme o desejo de Jesus (Lc 5,4).

 

1 A IGREJA: TENDA DO ENCONTRO

Ser comunidade que se alarga, escuta os sinais dos tempos, faz o discernimento para a conversão pastoral e sai em missão. Esta tenda, sustentada pelas estacas bem firmes da fé, esperança e caridade, é espaço de comunhão, participação e missão.

 

2 A ESCUTA DOS SINAIS

Para viver a missão, é necessário que a Igreja saiba perceber “os sinais dos tempos e interpretá-los à luz do Evangelho; para que assim possa responder, de modo atraente, em cada geração, às eternas perguntas dos seres humanos acerca do sentido da vida presente e da futura, e da relação entre ambas.

 

3 DISCERNIMENTO PARA UMA IGREJA SINODAL

Movida pelo Espírito, a Igreja aprende a discernir para melhor firmar suas estacas e alargar seu espaço. Ela é chamada a rever seus caminhos e renovar seu modo de viver e anunciar o Evangelho. Em atitude sinodal, ela escuta, dialoga e se deixa converter, para que sua tenda seja cada vez mais lugar de comunhão, participação e missão.

 

A sinodalidade é a concretização da eclesiologia de comunhão afirmada pelo Concílio Vaticano II, pois “indica o específico modus vivendi et operandi da Igreja Povo de Deus que manifesta e realiza concretamente o ser comunhão no caminhar juntos, no reunir-se em assembleia e no participar ativamente de todos os seus membros em sua missão evangelizadora”

Para viver melhor a sinodalidade, é preciso que sejamos capazes de acolher entender nossas diferenças – de pensamentos, concepções e carismas – como dons a serviço do bem de todos, não como ameaças. Não alcançaremos a sinodalidade uniformizando pensamentos e identidades, mas abrindo-nos à escuta da Palavra e do Espírito, à escuta uns dos outros e ao diálogo generoso em favor de propósitos comuns – dos quais o maior e principal é a evangelização.

 

3.1 Comunhão

Mesmo que apareçam divergências na comunidade eclesial, às vezes até inevitáveis, é indispensável zelar por uma comunhão, que se expressa no caminhar juntos, sem ressentimentos, na acolhida da mesma família e no respeito às diferenças.

3.2 Participação

Ameaçam o senso de pertença das comunidades eclesiais à Igreja local os grupos fechados e de natureza sectária, alguns deles baseados em experiências midiáticas, que criam uma experiência religiosa paralela à vida cristã vivida na diocese ou mesmo na paróquia.

3.3 Missão

Quem é batizado se torna missionário, deve confessar a todas as pessoas a fé que de Deus recebeu por meio da Igreja, não só com palavras, mas com o testemunho.

Em nossas comunidades, há também situações em que a ação pastoral se concentra mais na mera conservação do que na missão. Em meio às muitas atividades, pode faltar ânimo ou condições para passos mais ousados em direção aos que ainda não participam da comunidade.

 

4 POVO DE DEUS EM MISSÃO

Num mundo fragmentado, com relações polarizadas que geram ódio, violência e medo, é urgente que toda a comunidade cristã seja sinal de uma nova forma de se relacionar, na qual as diferenças sejam celebradas como dons e não sejam vistas como motivos de divisão e rejeição do outro.

 

4.1 Laicato

A missão própria dos cristãos leigos e leigas os envia a atuar de modo transformador nos muitos espaços onde a vida acontece: na família; no trabalho e na economia; na educação, cultura, artes e ciências; na política e na comunicação e no cuidado da Casa Comum.

De modo especial, por meio dos cristãos leigos e leigas, a Igreja tem respondido com criatividade e fidelidade aos desafios de um mundo em constante mudança. Sua primeira responsabilidade é colaborar para a santificação e transformação das realidades temporais com o espírito do Evangelho.

4.1.1 Ministros Leigos e Leigas

Os carismas concedidos abundantemente por Deus, juntando-se aos sacramentos da Iniciação à Vida Cristã e ao reconhecimento eclesial, garantem à Igreja a variedade ministerial de que necessita para a sua vida e missão.

4.1.2 Famílias

A Igreja reconhece na família um dom precioso de Deus e uma vocação que participa do próprio plano de amor do Criador.

Nossa evangelização precisa também promover itinerários personalizados de catequese que promovam a vocação ao sacramento do matrimônio e suscitem nos casais o desejo de alegria, fidelidade e fecundidade.

4.1.3 Crianças e adolescentes

A Igreja é chamada a assumir, com responsabilidade e ternura, o cuidado e a proteção das crianças e adolescentes, cultivando neles o protagonismo da vida e da missão na Igreja e na sociedade.

Na vida eclesial, essa atenção se concretiza sobretudo nos itinerários da Iniciação à Vida Cristã, na participação como coroinhas, na Infância e Adolescência Missionária (IAM) e na presença ativa da Igreja nos espaços educativos. É igualmente fundamental fortalecer, em todas as comunidades, o compromisso com a Pastoral da Criança, que acompanha famílias vulneráveis

4.1.4 Jovens

O Sínodo dos Jovens65 afirmou que as juventudes têm um papel indispensável na renovação sinodal da Igreja, pois trazem forte sensibilidade à espiritualidade, à busca de sentido da vida, à fraternidade, à justiça social e ao cuidado da Casa Comum.

Por isso, é urgente que nossas comunidades lhes abram espaço real, para que vivam seu processo de discernimento vocacional, acolhendo suas formas criativas de viver o Evangelho para que sejam protagonistas da missão da Igreja, especialmente na evangelização dos jovens de sua geração.

4.1.5 Mulheres

A Igreja reconhece na mulher uma presença essencial para a evangelização, confiando-lhe tarefas que alimentaram a fé das primeiras comunidades.

Reconhecemos a grande importância e o protagonismo das mulheres para a comunidade cristã no testemunho e transmissão da fé, sobretudo no ministério de catequista. Mas também nos serviços de animação das comunidades e no serviço do anúncio da Palavra.

4.1.6 Pessoas com deficiência e neurodivergência

Cada comunidade eclesial é chamada a reconhecer as capacidades apostólicas das pessoas com deficiência e neurodivergência71 como sujeitos ativos de evangelização.

4.1.7 Idosos

A Igreja exerce sua voz profética também quando dedica especial respeito e reverência aos idosos.

Na Igreja, os idosos são como guardiões da memória da fé, da tradição e da sabedoria adquirida pela experiência da vida.

 

 

4.2 Vida Consagrada

A Vida Consagrada é uma força evangelizadora que promove a vida e a dignidade humana por meio de inúmeras obras missionárias no campo social, educativo, da saúde e da justiça, fecundando o Brasil com testemunhos que transformam realidades.

A Vida Consagrada, nas suas diferentes formas, contribui significativamente para o crescimento da sinodalidade da Igreja.

 

4.3 Ministros Ordenados

O ministério ordenado, como todos os ministérios na Igreja, está a serviço do anúncio do Evangelho e da edificação da comunidade eclesial.

Os presbíteros “formam com seu bispo um único presbitério” e colaboram com ele no discernimento dos carismas e no serviço à unidade da Igreja local.

Pelo testemunho de sua vida e pelo estilo do exercício do seu ministério, os ministros ordenados promovem a comunhão sinodal e a missão da Igreja nos mais diversos contextos, muitas vezes desafiadores.

4.4 Povos indígenas

 Dentro do povo de Deus em missão destacamos a singular importância dos povos indígenas. A Igreja tem aprendido muito do Evangelho da Vida no encontro e no convívio com eles.

Eles assumem o Evangelho, tornando-se evangelizadores e promotores do diálogo intercultural e interreligioso.

 

5 CAMINHOS DA MISSÃO

Os caminhos da missão são modos concretos de armar a tenda no hoje da história, não apenas ações, para que nela todos encontrem lugar, sentido e envio na missão. São eles:

 

5.1 Animação Bíblica da Pastoral

A redescoberta da Palavra depois do Concilio Vaticano II renovou a vida da Igreja e mostrou a importância da Bíblia na liturgia, na catequese, na espiritualidade e na ação pastoral, iluminando o caminho de cada discípulo na vida cotidiana.  A Igreja é ouvinte e servidora da Palavra. A Palavra de Deus é o “coração de toda atividade eclesial”.

A Igreja, chamada a viver da Palavra, é convidada a formar discípulos que a escutem com o coração e servidores que a anunciem com a vida.

5.2 Iniciação à Vida Cristã

A formação dos discípulos missionários nasce e se enraíza na Iniciação à Vida Cristã (IVC) de inspiração catecumenal84, quando cada pessoa é introduzida na relação com o Senhor e na comunhão da Igreja por meio de pais, padrinhos, catequistas, educadores, agentes da liturgia, ministros ordenados e comunidades.

5.3 Comunidades de discípulos missionários

A iniciação à fé, que nasce do anúncio da Palavra, gera a comunidade e a faz crescer, seguindo a mesma dinâmica que formou o grupo dos discípulos-apóstolos: reunir pessoas em torno da Palavra e da Eucaristia, fortalecê-las na fraternidade e enviá-las como testemunhas do Evangelho no cotidiano.

Nas pequenas comunidades de discípulos missionários, a hospitalidade torna-se marca essencial: são Igrejas de portas abertas, tendas sempre prontas a acolher quem busca um encontro com Cristo e deseja caminhar no discipulado missionário.

 

5.4 Liturgia e Piedade Popular

5.4.1 Liturgia

Cristo, presente nas ações litúrgicas, é o protagonista de toda celebração. Ele está presente no dinamismo dos sacramentos, nas espécies eucarísticas, na Palavra proclamada, no ministro e na assembleia reunida para rezar e cantar os salmos.

5.4.2 Piedade popular

A piedade popular é o conjunto de expressões de fé — individuais ou comunitárias — nascidas da do encontro do Evangelho com a vida, a cultura e a sensibilidade do povo, que brotam dentro do contexto da fé cristã e expressam uma sede de Deus profundamente enraizada no coração dos simples, gerando atitudes como confiança, sacrifício, paciência e solidariedade.

5.5 Serviço à vida plena para todos

5.5.1 Evangélica opção preferencial pelos pobres

A Igreja reconhece que o Senhor se une com particular ternura ao destino dos pobres e neles manifesta sua presença histórica.

A evangélica opção preferencial pelos pobres, considerando as várias acepções de pobreza, portanto, não nasce da filantropia, nem de uma opção ideológica, mas é própria da fé em Cristo.

A evangélica opção preferencial pelos pobres, então, deve orientar toda a vida e a ação da Igreja, não apenas em atitudes assistenciais, mas na conversão permanente dos corações, na busca pela transformação das estruturas injustas.

 

5.5.2        Promoção, defesa e cuidado da vida

A Igreja professa, com radicalidade, que toda vida humana é sagrada e inviolável, em qualquer estágio em que se encontre, desde a concepção até o seu fim natural.

Há um amplo horizonte de ameaças contemporâneas à vida humana: aborto, eutanásia, abandono de idosos, violência doméstica, feminicídio, violência institucional, no campo, contra os povos indígenas, quilombolas, pescadores, periféricos, tráfico e consumo de drogas, miséria extrema, exploração econômica, eliminação dos improdutivos e indiferença social.

 

5.5.3 Ecologia Integral

 

Assumir a ética do cuidado consiste em se abrir à caridade, “o amor, cheio de pequenos gestos de cuidado mútuo, é também civil e político, manifestando-se em todas as ações que procuram construir um mundo melhor”.

 

6 COMPROMISSOS SINODAIS

 

6.1 Conversão das relações.

A Igreja é chamada a firmar suas estacas na conversão e a reordenar seus espaços para melhor servir à missão. Nela, as relações são curadas para gerar comunhão, os processos são purificados para favorecer a participação e os vínculos são alargados para tecer a fraternidade que ultrapassa fronteiras.

 

Conversão é um movimento suscitado pelo Espírito no coração do ser humano, ferido pelo pecado e necessitado de redenção, em seu processo de configuração à vida plenamente humana de Jesus Cristo.

 

O Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade indica que a conversão comunitária acontece em três níveis: nas relações, nos processos e nos vínculos.

Uma Igreja sinodal deve ser capaz de cultivar melhor as relações, não apenas a partir do empenho humano, mas, sobretudo, amparada pela graça de Deus.

 

6.1.1 Proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis

A proteção de crianças, adolescentes e adultos vulneráveis é dever irrenunciável de toda a comunidade eclesial.

 

6.1.2 Comunicação

 

A Trindade Santíssima é o modelo primeiro e perfeito de comunicação: o Pai, o Filho e o Espírito Santo vivem em eterna relação de amor que se doa, se expressa e se partilha. Assim, o amor — por sua própria natureza — é comunicação que abre, aproxima e cria comunhão.

 

6.2 Conversão dos processos

A conversão dos processos visa garantir o verdadeiro exercício da participação por parte de cada batizado ou batizada. Por isso, exige a renovação dos nossos processos de tomada de decisão, para que sejam cada vez mais abertos e participativos, pautados pela escuta e pelo diálogo fraterno.

 

O exercício da corresponsabilidade é uma das formas mais concretas de viver a participação na missão da Igreja, mas grande parte do Povo de Deus precisa ser formada para isso.

 

6.2.1 Sínodo diocesano e assembleia de pastoral

O Sínodo diocesano é uma assembleia realizada pelos ministros ordenados, Vida Consagrada e outros cristãos leigos e leigas “escolhidos no seio da Igreja Particular, que prestam auxílio ao bispo diocesano, para o bem de toda a comunidade diocesana”.

 

6.2.2 Conselho Pastoral

 

 

A finalidade de tais Conselhos, além da organização eclesial, é, sobretudo, fazer com que a vida cristã seja assumida por todos. Não se pode pensar somente nas pessoas que já estão na comunidade, mas é necessário ir em busca daquelas que estão afastadas.

 

O Conselho Pastoral coloca em destaque e realiza a centralidade do Povo de Deus como sujeito e protagonista ativo da missão evangelizadora. O Conselho Pastoral deve estudar e examinar tudo o que concerne às atividades pastorais e propor conclusões práticas, a fim de promover a missão do Povo de Deus na comunidade e no mundo.

 

6.2.3 Conselho de Assuntos Econômicos

Em cada diocese e paróquia é obrigatório, pelo Direito Canônico, constituir o Conselho de Assuntos Econômicos, composto por fiéis íntegros, peritos em economia e direito civil, presidido na diocese pelo bispo diocesano ou por seu delegado, na paróquia, pelo pároco ou por seu delegado.

 

6.2.4 Dízimo

Uma forma de expressar o senso de pertença comunitária é a participação no dízimo.

 

6.3 Conversão dos vínculos

A conversão dos vínculos, antes de mais nada, propõe que a Igreja revise seu enraizamento nas realidades locais. É preciso ouvir essas realidades e discernir, à luz do Espírito, como anunciar o Evangelho a partir das exigências culturais e urbanas, bem como das diferentes particularidades do lugar onde a Igreja está presente.

 

6.3.1 Organismos do Povo de Deus

No espírito do Concílio Vaticano II, a Igreja no Brasil caminha de forma sinodal e conta com organismos de comunhão, que visam assegurar a participação das diferentes expressões do Povo de Deus em vista da missão.

 

6.3.2 Organismos e Projetos Missionários

Na Assembleia Geral de 2019, acolhemos e aprofundamos o Programa Missionário Nacional (PMN). Renovamos o compromisso de concretizar suas prioridades (a formação, a animação missionária, a missão ad gentes e o compromisso profético social) e seus projetos, em espírito sinodal, em virtude de ser ele um instrumento articulador para a Igreja no Brasil.

 

6.3.3 Pacto Educativo Global

A educação cristã nasce da convicção de que a pessoa humana é sempre o centro do processo educativo. O Pacto Educativo Global recorda que formar é, antes de tudo, cuidar da dignidade de cada pessoa, em seus princípios: 1) colocar a pessoa humana no centro; 2) ouvir as novas gerações; 3) promover as meninas e as mulheres; 4) corresponsabilizar a família; 5) educar para a acolhida; 6) renovar a economia e a política; 7) cuidar da Casa Comum; 8) vida interior; 9) formação crítica para lidar com a Inteligência Artificial e novas tecnologias; 10) cultura da paz.

 

6.3.4 Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso

A missão evangelizadora da Igreja, hoje, realiza-se num mundo profundamente plural, no qual diferentes tradições religiosas convivem, dialogam e, por vezes, entram em conflito.

 

CONCLUSÃO

A esperança não decepciona (Rm 5,5).

Deixemo-nos atrair pela esperança e permitamos que, por meio de nossa vida, ela se torne irradiante para todos os que a buscam.

 

sábado, 18 de julho de 2026

CALENDÁRIO PASTORAL 20-26 JULHO 2026

 



 

 

SEGUNDA 20

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

15: projeto Terceira idade, amizade e união (São Vicente)

17: projeto capoeira (São Vicente)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

19,30: terço dos homens na comunidade santo Antônio

19: Grupo de oração Mensageiros da paz: são Vicente

19: Canja Cáritas Cristo Rei

 

TERÇA 21

7,30: projeto Viva a melhor idade (São Pedro)

9-11: visita dos ministros aos doentes e idosos da comunidade são Pedro

15: visita dos ministros aos doentes e idosos da comunidade santo Antônio

18: projeto capoeira (São Pedro)

19: Novena nas comunidades

19: Conselho Pastoral no Rosário com a presença de padre Paulo

20: canja Cáritas da comunidade em são Pedro

 

QUARTA 22

6-7,30: cafezinho Cáritas em santo Antônio

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

15-18: atendimento psicológico (paróquia)

18: projeto capoeira (São Vicente)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

19: Formação sobre as novas diretrizes da Igreja no Brasil pela comunidade de são Vicente

 

QUINTA 23

7,30: projeto Viva a melhor idade (são Pedro)

8,30-11,30: o padre atende na secretaria

15-18: atendimento psicológico (paróquia)

18: projeto capoeira (São Pedro)

19: adoração eucarística nas comunidades.

20: Canja Cáritas comunidade são Sebastião

 

SEXTA 24

6: cafezinho Cáritas comunidade de Santo Inacio

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

10,30: visita doentes santo Inacio com o padre

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

19: grupo de oração são Pedro

 

SÁBADO 25

8-18: o padre atende na secretária paroquial

10: encontro com a coordenação restrita da PJ

11: encontro com a nova coordenação dos coroinhas

14: encontro PASCOM paroquial

15: preparação da homilia com os ministros que atuam no próximo domingo

Tarde: equipes litúrgicas nas comunidades preparando as celebrações

16: Celebração da vida (Pastoral da criança) no Rosário e em Santo Inacio

16: encontro catequistas Crisma (planejamento)

Tarde: catequese nas comunidades

18: Canja Cáritas comunidade do Rosário

18,30: Arraial de santo Inacio

 

DOMINGO 26

7: Celebração santo Antônio com o ministro Miguel

7,30: Missa Rosário

9: Missa são Sebastião

9: Celebração Cristo Rei com o ministro Zé Maria

10,30: Missa são lazaro

10: visita aos doentes (comunidade são Sebastião)

16: encontro de formação dos coroinhas com padre Paulo

18: Celebração são Pedro com a ministra Sara

Missa santo Inácio

19,30: Missa são Vicente

ADORAÇÃO EUCARISTICA 23 JULHO 2026

 




17º Domingo do Tempo Comum 

 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: Mt 13, 44-52

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 44 "O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. 45 O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. 46 Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola. 47 O Reino dos Céus é ainda como uma rede lançada ao mar e que apanha peixes de todo tipo. 48 Quando está cheia, os pescadores puxam a rede para a praia, sentam-se e recolhem os peixes bons em cestos e jogam fora os que não prestam. 49 Assim acontecerá no fim dos tempos: os anjos virão para separar os homens maus dos que são justos, 50 e lançarão os maus na fornalha de fogo. E aí haverá choro e ranger de dentes. 51 Compreendestes tudo isso?" Eles responderam: "Sim". 52 Então Jesus acrescentou: "Assim, pois, todo o mestre da Lei, que se torna discípulo do Reino dos Céus, é como um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e velhas".

 

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura Patrística:  Santo Irineu de Lião - Tratado contra as heresias

O mistério de Cristo escondido nas Escrituras

 

Portanto, se alguém lê atentamente as Escrituras encontrará nelas a palavra a respeito de Cristo e a figura antecipada da nova vocação. Este é o tesouro escondido no campo, ou seja, neste mundo - visto que o campo é o mundo -, escondido nas Escrituras, pois estava insinuado nos tipos e figuras, que os seres humanos não podiam naturalmente compreender antes que se cumprisse o que estava profetizado, ou seja, a vinda de Cristo.

Por isso o profeta Daniel dizia: Oculta as palavras e sela o livro até o tempo final, até que muitos aprendam e se cumpra o que sabem. Porque, quando a perseguição chegar ao fim, se saberão todas estas coisas. E Jeremias diz: Estas coisas se compreenderão ao final dos tempos. Na realidade, qualquer profecia é para os seres humanos enigmática e ambígua até que se cumpra; mas quando chega o tempo e acontece o que foi profetizado, então se podem explicar as profecias claramente.

Por isso, ainda em nossos tempos o que se lê na Lei parece uma fábula para os judeus: é porque eles não têm aquilo que explica tudo, como é o que diz respeito à vinda do Filho de Deus feito homem. Mas, para os cristãos, quando o leem, torna-se o tesouro escondido no campo, revelado e explicado pela cruz de Cristo, que confere entendimento aos seres humanos e mostra a sabedoria de Deus; também manifesta as economias em favor dos homens, prefigura o reino de Cristo e anuncia antecipadamente a herança da cidade santa.

Desde antes proclama que a pessoa enamorada de Deus avançará de tal maneira, que verá a Deus e escutará a sua Palavra; e desta escuta receberá tal esplendor, que os outros não poderão olhar a glória de seu rosto, como disse Daniel: Os sábios brilharão como lamparinas no firmamento, e a multidão dos justos como estrelas, pelos séculos sem fim.

Por conseguinte, se alguém lê as Escrituras como acabamos de explicar - assim como Cristo ensinou aos discípulos, depois de ressuscitar dentre os mortos, mostrando-lhes a partir das Escrituras que era necessário que o Cristo padecesse todas estas coisas e assim entrasse em sua glória, e em seu nome se anunciará o perdão dos pecados em todo o mundo -, chegará a ser um perfeito discípulo, como aquele pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.

 

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.