sábado, 8 de novembro de 2025

CALENDÁRIO PASTORAL 10-16 NOVEMBRO 2025

 




 

 

SEGUNDA 10

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

15: projeto Terceira idade, amizade e união (São Vicente)

17: projeto capoeira (São Vicente)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

19,30: terço dos homens na comunidade santo Antônio

19: Grupo de oração Mensageiros da paz: são Vicente

19: Canja Cáritas Cristo Rei

 

TERÇA 11

7,30: projeto Viva a melhor idade (São Pedro)

9-11: visita dos ministros aos doentes e idosos da comunidade são Pedro

15: visita dos ministros aos doentes e idosos da comunidade santo Antônio

18: projeto capoeira (São Pedro)

18: Projeto Margens: Ballet (são Vicente)

19:  Projeto Margens: Dirty Dncing (são Vicente)

19: Novena nas comunidades

20: canja Cáritas da comunidade em são Pedro

 

QUARTA 12

6-7,30: cafezinho Cáritas em santo Antônio

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

8,30: o padre estará na Cúria para cuidar do patrimônio das comunidades

15-18: atendimento psicológico (paróquia)

15: visita do padre aos doentes

18: projeto capoeira (São Vicente)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

 

QUINTA 13

7,30: projeto Viva a melhor idade (são Pedro)

15-18: atendimento psicológico (paróquia)

18:  Projeto Margens: Teclado (são Vicente)

19:  Projeto Margens: Violão (são Vicente)

18: projeto capoeira (São Pedro)

19: adoração eucarística nas comunidades.

20: Canja Cáritas comunidade são Sebastião

 

SEXTA 14

6: cafezinho Cáritas comunidade de Santo Inacio

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

19: grupo de oração são Pedro

19: Palestra sobre o sacramento do Matrimonio na comunidade de Cristo Rei

 

SÁBADO 15 FERIADO NACIONAL

18: Canja Cáritas comunidade do Rosário

 

DOMINGO 16

7: Missa santo Antônio

8,30-12: Assembleia das comunidades

18: Missa são Pedro

19,30: Missa são Vicente

CONSELHO PASTORAL PAROQUIAL SÁBADO 8 NOVEMBRO 2025

 




PARÓQUIA SÃO VICENTE DE PAULO

 

 

Local: São Pedro

Horário:19 h.  

 

Oração inicial

Prestação de conta

 

Avaliações

·         Padroeira Rosário

·         Participação do DNJ

 

Pauta

·         Preparação da Assembleia das comunidades

·         Novas equipes pastorais das comunidades: a que ponto estão

·         Novos Ministros

·         Curso de homilética

Ato Caritas 29 Novembro 2025

·         Tempo litúrgico do Advento

·         Festa padroeiro Cristo Rei

 

Costruções:

Capela Santo Inacio

Capela Cristo Rei

sábado, 1 de novembro de 2025

ADORAÇÃO EUCARISTICA 6 NOVEMBRO 2025

 




Dedicação da Basílica do Latrão (Catedral de Roma) | Festa | Domingo

 

 

Canto de exposição ao Santíssimo

Motivação do coordenador pastoral ou do ministro

Momento de silencio

Leitura da Bíblia: João 2, 13-22

13 Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14 No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15 Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16 E disse aos que vendiam pombas: "Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!" 17 Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: "O zelo por tua casa me consumirá". 18 Então os judeus perguntaram a Jesus: "Que sinal nos mostras para agir assim?" 19 Ele respondeu: "Destruí, este Templo, e em três dias o levantarei". 20 Os judeus disseram: "Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?" 21 Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22 Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.

 

Momento de silencio

Canto de meditação

Silencio

Leitura: HISTÓRIA DA FESTA DA DEDICAÇÃO DA BASILICA DO LATRÃO

Apresentando brevemente o sentido eclesial dessa Festa, que nós, fiéis do Rito Romano, celebramos no dia 09 de novembro. Nesta postagem gostaríamos de traçar um pouco da história dessa celebração.

Antes de tudo é preciso recordar que, embora as Missas presididas pelo Papa geralmente tenham lugar atualmente na Basílica de São Pedro no Vaticano, a Catedral de Roma é a Basílica do Latrão. Mas, o que é uma basílica?

O que é uma basílica?

A basílica era originalmente um edifício público romano que servia para diversas atividades civis; por exemplo, como tribunal. O termo designava antes de tudo seu formato arquitetônico: uma grande nave central que termina em uma abside, geralmente semicircular, ladeada por naves laterais menores, separadas por colunas.

Após o Edito de Milão do ano de 313, através do qual o imperador Constantino proibiu a perseguição aos cristãos, as primeiras igrejas começaram a ser construídas seguindo o formato da basílica romana.

Na basílica cristã, a abside, na qual estão o altar e a sede do sacerdote, geralmente está voltada para o Oriente (ad Orientem). Assim, toda a comunidade reza na mesma direção: em direção a Cristo (versus Deum), o “sol nascente que nos veio visitar” (cf. Lc 1,78). Com o tempo, porém, o termo “basílica” perdeu sua relação com a arquitetura e passou a ser usado como título honorífico conferido pelo Papa a igrejas de especial importância histórica e artística.

As basílicas dividem-se em “maiores” e “menores”.

As maiores são as quatro principais igrejas de Roma:

·         - Arquibasílica do Santíssimo Salvador e São João Batista e Evangelista no Latrão;

·         - Basílica de São Pedro no Vaticano;

·         - Basílica de São Paulo fora-dos-muros na Via Ostiense;

·         - Basílica de Santa Maria Maior no Esquilino.

Todas as demais basílicas, em Roma ou no resto do mundo, são “basílicas menores”.

As quatro basílicas maiores possuem uma Porta Santa, que só é aberta durante os Jubileus, e um Cardeal Arcipreste nomeado pelo Papa.

A Arquibasílica do Latrão

Por ser a Catedral de Roma, mãe e cabeça de todas as igrejas da cidade de Roma e do mundo a Basílica do Latrão é a única que recebe o título de “Arquibasílica”. É nesta igreja que se encontra a cátedra do Bispo de Roma, da qual o Papa deve tomar posse após sua eleição. Do século IV até o século XIV, com efeito, o Papa residia junto à Basílica, no chamado Palácio Lateranense.

A igreja leva esse nome por estar situada no terreno que pertencia à família romana dos Lateranos, próximo ao monte Célio. Anteriormente parte do local havia sido um quartel da cavalaria romana (Castra nova equitum singularium).

 

Silencio

Canto de meditação

Silencio

Preces espontâneas (o ministro convida a partilhar pedidos a voz alta)

Pai nosso

Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.

 

 

 

CALENDÁRIO PASTORAL 3-9 NOVEMBRO 2025

 



 

SEGUNDA 3

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

15: projeto Terceira idade, amizade e união (São Vicente)

17: projeto capoeira (São Vicente)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

19,30: terço dos homens na comunidade santo Antônio

19: Grupo de oração Mensageiros da paz: são Vicente

19: Canja Cáritas Cristo Rei

 

TERÇA 4

7,30: projeto Viva a melhor idade (São Pedro)

9-11: visita dos ministros aos doentes e idosos da comunidade são Pedro

15: visita dos ministros aos doentes e idosos da comunidade santo Antônio

18: projeto capoeira (São Pedro)

18: Projeto Margens: Ballet (são Vicente)

19:  Projeto Margens: Dirty Dncing (são Vicente)

19: Novena nas comunidades

20: canja Cáritas da comunidade em são Pedro

 

QUARTA 5

6-7,30: cafezinho Cáritas em santo Antônio

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

15-18: atendimento psicológico (paróquia)

18: projeto capoeira (São Vicente)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

19: Palestra sobre o sacramento do matrimonio na comunidade de são Vicente

 

QUINTA 6

7,30: projeto Viva a melhor idade (são Pedro)

15-18: atendimento psicológico (paróquia)

18:  Projeto Margens: Teclado (são Vicente)

19:  Projeto Margens: Violão (são Vicente)

18: projeto capoeira (São Pedro)

19: adoração eucarística nas comunidades.

20: Canja Cáritas comunidade são Sebastião

 

SEXTA 7

6: cafezinho Cáritas comunidade de Santo Inacio

8,30: reunião do clero na Maromba

8-9: projeto Melhor idade, vida saudável (Santo Antônio)

18: Projeto capoeira (santo Antônio)

19: grupo de oração são Pedro

 

SÁBADO 8

8-18: o padre atende na secretária paroquial

8-12: atendimento psicológico (paróquia)

8-12:  Projeto Margens: aula de inglês (são Vicente)

14-18: atendimento psicológico (paróquia)

Tarde: equipes litúrgicas nas comunidades preparando as celebrações

Tarde: catequese nas comunidades

17,30: encontro Catequese paroquial

18: encontro assessores e Coordenadores dos grupos da PJ

18: Canja Cáritas comunidade do Rosário

19: Conselho Pastoral das Comunidades

 

DOMINGO 9

7: Missa Rosário

9: Missa são Sebastião

10: visita aos doentes (comunidade são Sebastião)

10,30: encontro equipes litúrgicas para pensar o tempo de advento e Natal

18: Missa santo Inacio

19,30: Missa são Vicente

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

EVANGELIZAÇÃO DA JUVENTUDE DESAFIOS E PERSPECTIVAS PASTORAIS- DOC 85/2006-CNBB

 



DOC 85/2006-CNBB


 

III LINHAS DE AÇÃO

Do encontro pessoal com Jesus Cristo, nasce o discípulo, e do discipulado nasce o missionário. O encontro pessoal é a primeira etapa. Em seguida, nasce um itinerário, em cujas etapas vai amadurecendo pouco a pouco o compromisso com a pessoa e o projeto de Jesus Cristo, à luz do mistério pascal. Cada etapa abre horizontes ao jovem para definir seu projeto de vida. O jovem aprende a escutar o chamado de Cristo; a buscar uma vida interior de valores evangélicos; a sair do individualismo para pensar e trabalhar com os outros; a participar de uma comunidade eclesial concreta; a se sensibilizar como o bom samaritano com o sofrimento alheio; a participar de uma pastoral orgânica com os outros; a entender que a luta pela justiça é um elemento constitutivo da evangelização; e a se comprometer de maneira decisiva com a missão. Estas etapas devem levar a uma opção vocacional, entendida como vocação de leigo ou vocação de especial consagração, como presbítero ou religioso (a). O que sustenta a caminhada é a graça de Deus. Acreditamos que para responder de maneira qualificada aos anseios da juventude, às necessidades da Igreja e aos sinais dos tempos, necessitamos das seguintes linhas de ação:

 

1.       FORMAÇÃO INTEGRAL DO DISCÍPULO

O conceito de formação integral é importante para considerar o jovem como um todo, evitando assim reducionismos que distorcem a proposta de educação na fé, reduzindo a fé a uma proposta psicologizante, espiritualista ou politizante.

Apontamos cinco dimensões que necessitam da atenção de quem trabalha na formação dos jovens: dimensão da personalização, da integração, dimensão teológico-espiritual, social-política e dimensão da capacitação técnica.

a.       Dimensão psico-afetiva – Processo da personalização. As perguntas de fundo: Qual é a relação comigo mesmo? Quem sou eu? São perguntas de fundo importantes para o autoconhecimento e para a construção da personalidade do jovem. Sem a capacidade de autoconhecimento e autocrítica, o jovem é incapaz de analisar as situações com objetividade, de administrar os conflitos, e de se relacionar com outros de uma maneira equilibrada. Sem esta dimensão torna-se difícil a interiorização, o silêncio interior e o encontro com Deus na oração e a verdadeira conversão.

b.      Dimensão psicossocial – Processo de integração. As perguntas de fundo são: Quem é o outro? Como relacionar-se com ele? Essa dimensão acentua a importância das relações entre as pessoas que acontecem, por exemplo, nas amizades, nos grupos, na vida em comunidade, na família. A felicidade do jovem depende da sua capacidade de comunicar-se com os outros. A amizade é algo natural e importante na vida do jovem. Frente a uma cultura contemporânea que incita à concorrência, o Evangelho propõe um relacionamento baseado no amor e no serviço. Essa dimensão, então, busca motivar o jovem para o envolvimento na comunidade eclesial. Na medida em que ele se sente valorizado em suas capacidades, consegue perceber o valor de se caminhar com aqueles que partilham da mesma fé em Jesus Cristo.

 

c.       Dimensão Mística – Processo teológico-espiritual. As perguntas de fundo que o jovem se faz são: Qual é a minha relação com Deus? De onde vim? Para onde vou? Qual o sentido da minha vida? Qual o sentido da morte? Qual o sentido do sofrimento?  O ser humano foi feito para um horizonte mais amplo do que o bem-estar material. O teológico e o espiritual não só caminham juntos, mas se complementam. A dimensão teológica é cultivada no estudo, na catequese e no aprofundamento dos dados básicos da fé. Desse aprofundamento fazem parte a iniciação à leitura da Palavra de Deus, do conhecimento de Jesus Cristo e da Igreja. A dimensão espiritual corresponde à experiência de Deus. Isso pode ser feito através de retiros, da vivência sacramental e da oração. Não basta estudar Deus; é necessário também ter uma experiência de Deus. A relação com Deus está também presente nas outras dimensões e as ilumina.

 

d.      Dimensão Política – Processo de participação-conscientização. As perguntas de fundo do jovem são: Qual a minha relação com a sociedade ao meu redor? Como organizar a convivência social? Podemos mudar a sociedade? A consciência da cidadania faz ver que todo poder emana do povo e em seu lugar é exercido. Essa dimensão abre o jovem para os problemas sociais em nível nacional e internacional: problemas de moradia, saúde, alimentação, a má qualidade da educação, direitos humanos desrespeitados, discriminação contra a mulher, violência, guerra, ecologia. Não se pode pregar um amor abstrato que encobre os mecanismos econômicos, sociais e políticos geradores da marginalização de grandes setores de nossa população. Aqui há necessidade de formar o jovem para o exercício da cidadania. Há necessidade de conectar a fé com a vida, a fé com a política.

 

e.       Dimensão Técnica – Processo de capacitação-metodologia. As perguntas de fundo do jovem: Qual é a minha relação com a ação? “A fé sem ação,” diz São Tiago, “está morta”. Como trabalhar? Como me organizar através de um consistente projeto pessoal de vida? Como administrar meu tempo? Como organizar as estruturas de coordenação que facilitam o acompanhamento sistemático, a comunicação, o aprofundamento e a continuidade? Como coordenar uma reunião de grupo e assegurar conclusões concretas? Como montar um curso? Como avaliar e acompanhar sistematicamente, no dia-a-dia, os processos grupais de educação na fé? Como planejar e avaliar a ação evangelizadora? As habilidades são necessárias para acompanhar as estruturas de apoio para o processo de evangelização dos jovens. Sem estas habilidades, os projetos pastorais não caminham.

 

2.       ESPIRITUALIDADE

vocação à santidade e a certeza de que a juventude é um lugar teológico da comunicação de Deus, exigem da Igreja uma proposta de espiritualidade como caminho que dê sentido à vida, em um constante diálogo com o Pai, através de Jesus, no Espírito Santo. Entendendo a espiritualidade como motivação central e bússola para orientar a vida, na direção da vontade de Deus, propomos aos jovens uma espiritualidade: centrada em Jesus Cristo e no seu projeto de vida; acolhedora do cotidiano como lugar privilegiado de crescimento e santificação; alegre e cheia de esperança; marcada pela experiência comunitária onde se medita a Palavra de Deus e se celebra a Eucaristia; apoiada no modelo do ‘sim’ de Maria e na certeza de sua presença materna e auxiliadora; conduzida pelo compromisso com o Reino, traduzida no compromisso com a transformação social a partir da sensibilidade diante do sofrimento do próximo.

Oração pessoal: O diálogo pessoal, íntimo, profundo com Jesus Cristo, no Espírito Santo, nos fortalece na dignidade de filhos diante do Pai.

Oração comunitária: É preciso recuperar o domingo como um dia especial de revigoramento espiritual.

Participação na comunidade: A espiritualidade da comunhão fraterna é essencial na vida cristã e todo jovem é convidado, desde cedo, a fazer esta experiência fundante da fé através de seu envolvimento nas diversas responsabilidades assumidas na comunidade.

Leitura orante da Sagrada Escritura: Quanto mais mergulhamos nas Escrituras, mais nos identificamos com este povo e adquirimos entendimento do que somos, para onde vamos e o que devemos fazer.

A vivência dos Sacramentos: De maneira toda especial encontramo-nos com Jesus na celebração dos sacramentos. O jovem, batizado, desejoso de se tornar adulto na fé, descobre, através da preparação e da celebração do Sacramento da Crisma, uma ocasião de receber os dons do Espírito Santo e de ser ungido, isto é, consagrado para a missão.

Devoção a Nossa Senhora: o reconhecimento da presença materna de Maria se desenvolve a partir das celebrações litúrgicas e das diversas expressões da piedade popular.

Os diversos encontros espirituais: nossa tradição eclesial comprova o valor perene de momentos especiais para os jovens e com os jovens, cuja finalidade é a formação e a espiritualidade.

As leituras e reflexões: são de grande valia as leituras teológicas e espirituais como instrumento para o fortalecimento e o crescimento da fé. A leitura da vida dos santos e de seus escritos pode contribuir enormemente para despertar ou alimentar a vida dos jovens que hoje, mais do que nunca, sentem necessidade de modelos, líderes, testemunhos.

 

3.       PEDAGOGIA DE FORMAÇÃO

Para evangelizar esta nova geração de jovens que descrevemos anteriormente contamos com a rica experiência acumulada e sistematizada pela Igreja na América Latina e no Brasil, e salientamos algumas pistas de ação:

a.       Prioridade da experiência sobre a teoria.

b.       Pedagogia de pequenos grupos e eventos de massa. Os grupos de jovens são um instrumento pedagógico de educação na fé.

c.       Níveis de evolução do processo de acompanhamento dos jovens.

·         Prestação de serviços: Neste primeiro nível, o assessor diocesano ou equipe de coordenação organiza serviços para jovens: palestras, cursos de fim de semana, encontros, eventos massivos, passeios.

·         Organização de grupos de jovens: Os grupos de jovens são um recurso pedagógico na educação na fé e também representam um passo à frente em termos de continuidade.

·         Organização dos grupos em uma rede. As estruturas de coordenação facilitam a organização de uma rede de grupos através da qual é possível deslanchar processos e não mais atividades isoladas.

·         Necessidade de um projeto pastoral compartilhado. Neste nível de evolução há um projeto pastoral compartilhado que determina a identidade da pastoral ou movimento: modelo de jovem a ser formado, tipo de espiritualidade, a imagem, de Deus e da Trindade, modelo de Igreja, relação Igreja-sociedade, relação bíblia-vida, relação fé-vida, fé-política, a maneira de celebrar.

·         Crescimento por etapas. Neste último nível de evolução há uma consciência que todo crescimento humano, incluindo o crescimento na fé, passa por etapas.

 

4.       DISCÍPULOS PARA A MISSÃO

Na evangelização da juventude deve-se estar atento ao conjunto da população jovem e não se restringir apenas àqueles que já são atingidos pela ação pastoral da Igreja. Freqüentemente os grupos de jovens e suas coordenações se fecham dentro de um pequeno círculo de amigos e conhecidos. Os jovens organizados na Igreja são uma pequena parcela da população jovem. É preciso estimular em todos o espírito missionário para que saiam em missão para levar os outros jovens a um encontro pessoal com Jesus Cristo e o projeto de vida proposta por ele. Esta é também tarefa de toda a comunidade eclesial.

A missão não se reduz apenas a trazer os jovens para as atividades da Igreja, mas também para que assumam seu papel na sociedade.

Um setor significativo da juventude sonha com a utopia de um outro mundo possível. Na maioria das experiências massivas que clamam por mudanças na sociedade e por uma outra globalização há uma grande presença da juventude.

 

5.       ESTRUTURAS DE ACOMPANHAMENTO

Sem a organização e a articulação entre si, numa rede de grupos, o assessor se vê obrigado a acompanhar os jovens individualmente, o que se torna muito difícil. Sem a organização, os grupos se fecham numa visão limitada e superficial.

Há um aumento da motivação por parte dos jovens ao perceberem que fazem parte de um projeto mais amplo, em que as estruturas participativas promovem o protagonismo dos jovens, aumentam a motivação e compromisso.

Participando das estruturas da organização, o jovem desenvolve importantes habilidades de liderança, capacidade de escutar os outros, de superar a timidez e falar em público, de organizar e comunicar suas ideias de maneira sistematizada, de conduzir uma reunião, de analisar criticamente a sociedade ao seu redor, de motivar e acompanhar processos individuais e grupais, de planejar e avaliar a ação pastoral.

A participação nas estruturas de coordenação é uma maneira eficaz de viver a espiritualidade do Evangelho. Frente ao individualismo da cultura contemporânea, o jovem aprende a vivenciar o mandamento novo trabalhando em equipe com os outros. Aprende a humildade e a capacidade de dialogar. No meio dos conflitos vê-se obrigado a aceitar as críticas, a escutar as opiniões dos outros, a entender a perspectiva dos outros, ser podado para crescer mais. Aprende que não pode impor seus conceitos, que é preciso abrir os horizontes para escutar outros fatos e outras evidências. A participação nas estruturas da organização é uma maneira para mudar mentalidades e comportamentos. O ambiente cultural que educa o jovem para o individualismo é combatido na prática cotidiana dos grupos e equipes de coordenação. As estruturas organizativas precisam ser avaliadas e atualizadas em vista da missão e do serviço.

A Nova nomenclatura “Setor Juventude” está sendo usado para significar o segundo sentido e eliminar a ambigüidade e adequar melhor as estruturas organizativas à nova realidade.

 

 

6.       MINISTÉRIO DA ASSESSORIA

Desejamos identificar e capacitar assessores adultos, pois não há processo de educação na fé sem acompanhamento, e não há acompanhamento sem acompanhante. Enquanto em nossas dioceses não houver adultos e jovens-adultos que se responsabilizem efetivamente por um consistente trabalho juvenil local, os resultados serão sempre aquém do desejado.

 

7.       DIÁLOGO FÉ E RAZÃO

Os argumentos intelectuais para serem convincentes devem ser acompanhados pelo testemunho de uma vida cristã autêntica. A imagem que a Igreja projeta na sociedade é muito importante para a evangelização de uma juventude cada vez mais escolarizada: uma igreja comprometida com os setores marginalizados da sociedade, que evangeliza a partir do testemunho e dinamismo de seus membros, de maneira especial de jovens que são apóstolos de outros jovens, uma Igreja alegre e acolhedora que ama e acredita nos jovens.

A importância da Pastoral universitária

8.       O DIREITO À VIDA

Frente à situação de extrema vulnerabilidade a que está submetida a imensa maioria dos jovens brasileiros, é necessária uma firme atuação de todos os segmentos da Igreja no sentido de garantir o direito dos jovens à vida digna e ao pleno desenvolvimento de suas potencialidades. Isso se desdobra e concretiza no direito à educação, ao trabalho e à renda, à cultura e ao lazer, à segurança, à assistência social; à saúde e à participação social.