sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Uma Reflexão pastoral e psicológica





Wanilda Lima

 

Levar alimento a quem vive em situação de rua desperta uma alegria sincera ao ver a fome sendo saciada, ainda que por um momento. Essa alegria é sinal de amor em ação, de um coração que se move pela compaixão. Ao mesmo tempo, nasce a tristeza ao perceber que muitos só comem porque a fome ainda é uma realidade injusta.

Pastoralmente, essa experiência nos lembra que servir é expressão concreta do Evangelho: alimentar, acolher e reconhecer a dignidade do outro. Psicologicamente, revela empatia madura — a capacidade de sentir alegria pelo bem-feito sem perder a consciência da dor social.

Quando alegria e tristeza caminham juntas, não há contradição, mas compromisso. Elas nos tiram da indiferença e nos convidam a continuar cuidando, lutando e acreditando que pequenos gestos podem gerar transformação.

 

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