Wanilda Lima
Levar alimento a quem vive em situação de rua desperta
uma alegria sincera ao ver a fome sendo saciada, ainda que por um momento. Essa
alegria é sinal de amor em ação, de um coração que se move pela compaixão. Ao
mesmo tempo, nasce a tristeza ao perceber que muitos só comem porque a fome
ainda é uma realidade injusta.
Pastoralmente, essa experiência nos lembra que servir
é expressão concreta do Evangelho: alimentar, acolher e reconhecer a dignidade
do outro. Psicologicamente, revela empatia madura — a capacidade de sentir
alegria pelo bem-feito sem perder a consciência da dor social.
Quando alegria e tristeza caminham juntas, não há
contradição, mas compromisso. Elas nos tiram da indiferença e nos convidam a
continuar cuidando, lutando e acreditando que pequenos gestos podem gerar
transformação.

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