2º
Domingo do Tempo Comum
Canto de exposição ao Santíssimo
Motivação do coordenador pastoral ou do ministro
Momento de silencio
Leitura da Bíblia: João 1, 29-34
Naquele tempo, 29 João viu Jesus
aproximar-se dele e disse: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do
mundo. 30 Dele é que eu disse: 'Depois de mim vem um homem que passou
à minha frente, porque existia antes de mim'. 31 Também eu não o
conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a
Israel". 32 E João deu testemunho, dizendo: "Eu vi o
Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33 Também
eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse:
'Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com
o Espírito Santo'. 34 Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de
Deus!"
Momento de silencio
Canto de meditação
Silencio
Leitura Patrística: São Cirilo de Alexandria. Comentário
sobre o Evangelho de São João
Aquele Cordeiro, aquela vítima
imaculada, foi levado ao matadouro por todos nós
Temos de explicar quem é esse
que já está presente, e quais foram as motivações que induziram ao que veio do
céu a descer até nós. Diz, com efeito: Este é o cordeiro de Deus, cordeiro
que o profeta Isaías nos havia predito, dizendo: Como um cordeiro foi
levado ao matadouro, como ovelha muda diante do seu tosquiador; cordeiro
este já prefigurado pela Lei de Moisés. Só que naquele tempo a salvação era
parcial, e não derramava sobre todos a sua misericórdia: tratava-se de um tipo
e de uma sombra. Agora, em vez disso, aquele cordeiro - enigmaticamente
prefigurado em outra época -, aquela vítima imaculada, por todos é levada ao
matadouro, a fim de que tire os pecados do mundo, para derrubar ao exterminador
da terra e abolir a morte morrendo por nós, para cancelar a maldição que pesava
sobre a humanidade, para anular, finalmente, a antiga condenação: És pó
e ao pó retornarás, para que Ele seja o segundo Adão, não pertencente à
terra, mas ao céu, e se torne a origem de todo o bem da natureza humana, em
solução da morte que foi introduzida no mundo, em mediador da vida eterna, em
causa de retorno a Deus, em princípio da piedade e da justiça, e, finalmente,
em caminho para o Reino dos Céus.
E, em verdade, um só cordeiro
morreu por todos, preservando desta forma toda a grei dos homens para Deus Pai;
um por todos, para a todos submeter a Deus; um por todos, para assim ganhar a
todos; enfim, para que todos já não vivam para si, mas para aquele que
morreu e ressuscitou por eles.
Estando verdadeiramente
implicados em uma multidão de pecados, e sendo, em consequência, escravos da
morte e da corrupção, o Pai entregou ao seu Filho em resgate por nós, um por
todos, porque n’Ele todos subsistem e Ele é melhor do que todos. Um morreu por
todos, para que todos vivamos n’Ele.
A morte que absorveu ao
cordeiro degolado por nós, também n’Ele e com Ele necessitou devolver a todos
nós a vida. Todos nós estávamos em Cristo, que por nós e para nós morreu e
ressuscitou. De fato, abolido o pecado, quem podia impedir que fosse também abolida
a morte por Ele, consequência do pecado? Morta a raiz, como pode salvar-se o
caule? Morto o pecado, que justificação resta para a morte? Portanto,
exultantes de legítima alegria pela morte do cordeiro de Deus, lacemos a
provocação: Ó Morte, onde está a tua vitória? Onde está,
inferno, o teu aguilhão?
Como em certo lugar cantou o
salmista: é tapada a boca dos que proferem maldades, e doravante
não poderá seguir acusando aos que pecam por fragilidade, porque Deus é
o que justifica. Cristo nos resgatou da maldição da Lei, tornando-se um maldito
por nós, para que nós nos encontremos libertos da maldição do pecado.
Silencio
Canto de meditação
Silencio
Preces espontâneas (o ministro convida a
partilhar pedidos a voz alta)
Pai nosso
Canto de reposição do Santíssimo Sacramento.